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domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Igreja Católica e o Fenômeno dos padres cantores

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCOCENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA


Curso de Especialização em História do Século XX


Disciplina Panorama da Igreja Católica no Século XX


A IGREJA CATÓLICA E O FENÔMENO DOS PADRES CANTORES


Luciana Paula Carvalho de Souza Leão


Trabalho destinado à conclusão da disciplina “Panorama da Igreja Católica no Século XX”, ministrada pelo Prof. Dr. Severino Vicente da Silva, no Curso de Especialização em História do Século XX


Recife 2008


SUMÁRIO


1 INTRODUÇÃO


2 CRISE NA IGREJA CATÓLICA


3 FENÔMENO DOS PADRES CANTORES


4 MODERNO OU TRADICIONAL?


5 A IGREJA CATÓLICA E O SÉCULO XXI1 INTRODUÇÃO





Antes hegemônica entre os brasileiros, a Igreja Católica passou a vivenciar, a partir dos anos 80, a disputa dos fiéis por outras religiões, em especial pelas igrejas evangélicas de cunho pentecostal. Naquele momento, dividida entre os teólogos da Teologi a da Libertação e os conservadores, a Igreja identificou a necessidade de reagir e passou a incentivar o uso dos meios de comunicação como forma de divulgar a mensagem de Jesus Cristo e atrair fiéis para os templos. Entre as formas de responder a este desafio está o crescimento do número de emissoras de rádio e de televisão católicas e o fortalecimento da Renovação Carismática Católica no Brasil (RCC). No seio da RCC, surgiram vários padres que utilizam a música como meio de atrair fiéis para as igrejas, chamados popularmente de padres cantores. O mais famoso deles é o padre Marcelo Rossi, paulistano de 41 anos, que, em 1997, massificou um novo formato de missas e cerimônias religiosas caracterizadas por muitas canções, por orações pela cura individual e em agradecimento por graças alcançadas. Neste trabalho, vamos analisar a trajetória de padre Marcelo Rossi e de outros padres cantores nestes últimos 11 anos, as críticas que sofreram dentro e fora da Igreja Católica, as contradições entre o moderno e o tradicional no discurso e na prática destes sacerdotes e as conseqüências deste fenômeno para a Igreja. Ao final, abordaremos as perspectivas dos padres cantores – que foram incentivados pelo papa João Paulo II – no novo contexto da Igreja, sob o papado de Bento XVI.





2 CRISE NA IGREJA CATÓLICA


O papa Bento XVI, que assumiu o papado em 19 de abril de 2005, após a morte de João Paulo II, quer os católicos mais firmes e mais bem formados em sua fé. A Igreja não quer apenas os abastados e que abandonaram a religião, mas pretende evangelizar as camadas mais pobres da população e que estariam sedentas de Deus, sem, contudo, se aproximar da Teologia da Libertação. Na sua primeira visita ao Brasil, em maio de 2007, Bento XVI deu demonstração do modelo de igreja que pretende adotar: canonizou Frei Galvão fora do Vaticano, numa atitude considerada inédita, promoveu encontro com a juventude militante católica e visitou uma fazenda de recuperação de drogados. Aproveitou também para mostrar a sua preocupação com a evasão de fiéis católicos no Brasil – fato confirmado pelos censos do IBGE desde 1991. Para ele e para o clero mais conservador, no qual se insere o cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilon Scherer, a Igreja precisa chegar aos lugares mais afastados, por meio dos padres e dos cristãos leigos, nas escolas, nos centros comunitários, no trabalho.Ser católico no Brasil, até os anos 60, era seguir a orientação de bispos e padres, sem muita contestação. Com o advento do Concílio Vaticano II, na década de 60, que, na verdade, espelhou em suas diretrizes as mudanças ocorridas no mundo naquele momento, muitos católicos passaram ser sujeitos engajados politicamente, no caso dos adeptos progressistas da Teologia da Libertação. Foi a luta contra as ditaduras, a defesa dos direitos humanos, o que mais congregou parte da hierarquia católica do Brasil, nessa época, para uma postura progressista . Outros continuaram freqüentando as missas tradicionais, nas quais os “novos ventos” pouco foram sentidos. Alguns ainda se diziam católicos, por formação, mas deixaram de ir à missa. Entre os que se distanciaram da Igreja, alguns o fizeram por buscar um entendimento direto com Deus, sem a intermediação de outros na sua religiosidade. Já as questões ligadas à sexualidade e reprodução (proibição ao sexo fora do casamento e ao uso da camisinha e de anticoncepcionais), embora não praticadas nos moldes do catolicismo tradicional, não teriam sido motivo para o afastamento ocorrido. Há os casos ainda dos que deixaram de se denominar católicos ou passaram a freqüentar outras religiões, principalmente as novas religiões de cunho pentecostal, num formato de protestantismo popular.Para a antropóloga Regina Novaes, do Instituto Superior dos Estudos da Religião (ISER) “O catolicismo se confunde com a cultura e se mistura com a história, com a ocupação do território, com o calendário de festas e de dias cívicos, sempre foi possível ser católico e não seguir a doutrina. O batizado, o casamento religioso e o enterro católico fazem parte dos rituais de apresentação social no país, expressam diferenças de poder aquisitivo e prestígio. Há quem freqüenta a Igreja e segue a doutrina, há quem esconde vivências religiosas e há quem se defina como católico e umbandista. Há uma convivência de muitas formas de ser católico”.Em 1970, os católicos eram 91,8% da população brasileira. O que os censos demonstraram em 1991 e em 2000 – neste último, os católicos são 73,9% dos brasileiros, mas os evangélicos já somam 15,6% da população –, é que houve maior penetração do pentecostalismo em regiões como o Centro-Oeste, o interior da Bahia e nas periferias das capitais do Nordeste e do eixo Centro-Sul . Em sua maioria, os novos evangélicos eram migrantes, com baixo nível de escolaridade e de qualificação profissional, segundo o sociólogo César Romero, um dos autores de trabalho publicado no Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil. Para Romero, nas áreas onde o pentecostalismo cresceu, o Estado estaria ausente. Os migrantes, que haviam perdido suas raízes e não mantinham vínculos com a sociedade local, terminavam sendo acolhidos pelas igrejas evangélicas , que fazem uso da comunicação televisiva e pelo rádio como um dos principais meios para se chegar ao fiel. A compra da Rede Record pela Igreja Universal do Reino de Deus foi o ápice desta “corrida” pelos fiéis, numa demonstração de força inequívoca desta nova religião.Ainda na década de 80, o clero no Brasil despertou para estas mudanças, ligadas ao processo de urbanização das cidades, que favoreceram o surgimento de novas religiões e a difusão de religiões vindas do exterior . A partir de uma autocrítica, em que mudou sua postura de confronto com o que chamada anteriormente de seitas e de fanáticos, a Igreja passou a implementar mudanças de postura, buscando a modernidade, inclusive com o uso de ferramentas de marketing religioso e de comunicação. Ampliar o uso dos meios de comunicação para divulgação da mensagem católica foi um dos caminhos percorridos pelos católicos nesta busca, mesmo que com a desconfiança dos progressistas, ligados às Comunidades Eclesiais de Base (CEBS) e à Teologia da Libertação. Dentro da Igreja, em especial nos setores de classe média, se avolumam os movimentos e grupos reavivamento espiritual, como a Renovação Carismática, o Treinamento de Lideranças Cristãs (TLC) e os Cursilhos de Cristandade . A Renovação Carismática Católica (RCC), movimento de leigos católicos nascido entre os pentecostais americanos em 1967 e trazido para o Brasil pelo padre Eduardo Dougherty em 1972, com características pentecostais e moral conservadora, se identificava, também, como os progressistas, como sendo fruto do Concílio Vaticano II, que ditou os novos rumos da Igreja a partir dos anos 60. Dispostos a ir à luta contra “o inimigo”, em especial a Igreja Universal do Reino de Deus, os carismáticos passaram a usar as mesmas armas: a comunicação, contando, inclusive, com a benção do papa João Paulo II, conservador que privilegiou a ação pastoral e perseguiu os seguidores da Teologia da Libertação.





3 FENÔMENO DOS PADRES CANTORES


A Renovação Carismática Católica (RCC) precisou de apenas 16 anos para ser reconhecida pela Santa Sé como um movimento católico . A base de sua estrutura são os grupos de oração, organizados nas paróquias ou centros comunitários, liderados por leigos, que hoje deram origem a diversas comunidades carismáticas no País, onde os laços de vida dos seus integrantes se estreitam mais. Seus encontros são festivos, com música e gestos parecidos com os pentecostais, podendo ser organizados em âmbito paroquial ou mesmo diocesano, com grande autonomia. Caracteriza-se por promover grandes eventos de louvor a Deus e a Maria em áreas como estádios de futebol ou ginásios esportivos. As sementes da RCC foram plantadas no Brasil ainda na década de 60, com o padre jesuíta norte-americano Harold Joseph Rahm, ou padre Haroldo, que fundou o Treinamento de Lideranças Cristãs (TLC) em que juntou elementos da espiritualidade jesuíta, da Juventude Estudantil Católica (JEC), da Juventude Operária Católica (JOC), da Legião de Maria entre outros movimentos, tendo a pretensão de formar lideranças cristãs . Neste trabalho, o objetivo era levar os jovens a ter experiência de iniciação na vivência espiritual, preparando-os para o futuro da Igreja.Os padres Haroldo Rahm e Eduardo Dougherty, ao lado de outros sacerdotes estrangeiros e brasileiros, como o padre Jonas Abib, espalharam as experiências de oração por São Paulo e outros Estados, por meio de retiros e encontros de oração, dando início à RCC. Hoje, padre Haroldo atua na coordenação de fazendas de recuperação de dependentes e se afastou do comando da RCC. Os outros dois continuam na Renovação, comandando movimentos distintos.Em 1980, padre Eduardo fundou a Associação do Senhor Jesus (ASJ), para divulgar material religioso como livros de formação e de cânticos, o que auxiliou a expansão dos ideais da RCC em todo o Brasil. As canções passaram a fazer parte das missas dominicais e embalavam os encontros de oração também pelo país afora. Aos poucos, foram sendo criados programas católicos em diversas emissoras, como o “Anunciamos Jesus”. Hoje, a ASJ produz conteúdo para sites na internet, para a revista Brasil Cristão e para a TV Século 21, que conta com retransmissoras em 14 Estados do País .Também se destaca a Comunidade Canção Nova, capitaneada pelo padre Jonas Abib, que hoje já conta com uma rede de TV (TV Canção Nova) e é o canal católico que mais cresce no País. A emissora opera em VHF e em UHF e por satélite, contando com 500 retransmissoras de TV e 200 operadoras de TV por assinatura, cobrindo 52% do território brasileiro. Uma outra rede católica, a maior delas, é a Rede Vida , que cobre em UHF-VHF mais de 1.500 municípios do Brasil, entre eles todas as capitais brasileiras e as 500 maiores cidades, sendo retransmitida também por TVs por assinatura. A programação ocupa as 24 horas do dia, incluindo noticiários e programas de entrevista não-religiosos. Nasceu a partir de um jornalista católico que obteve uma concessão de TV em São José do Rio Preto. Hoje, abriga de carismáticos a progressistas, sob o comando de João Monteiro Neto, o fundador.Os três movimentos contam com sites interativos, em que estão disponíveis a programação veiculada nas emissoras de rádio e de TV, orações online e orientações religiosas.Este ambiente estimulado pela corrente carismática, que já atinge mais de 12 milhões de católicos no País, foi propício para o surgimento do fenômeno dos padres cantores, do qual o padre Marcelo Rossi é o seu principal expoente. Lá trás, na década de 60, o pioneiro José Fernandes de Oliveira, conhecido nacionalmente como padre Zezinho, estimulou os fiéis a entoar cânticos evangelizadores. Desde 1969, já são mais de 1.500 canções, a maioria de sua autoria, que estimularam Marcelo Rossi e os demais sacerdotes cantores, como os padres Antônio Maria e Zeca e, mais recentemente, Joãozinho e Fábio de Melo, estes dois ligados à Canção Nova e da mesma congregação de padre Zezinho, dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus.Fábio de Melo já tem dez anos de estrada e já gravou mais de dez discos. Apresenta-se em casas de shows, vende livros e CDs, ministra palestras, mas somente agora a mídia comercial o descobriu. Seu CD mais recente é divulgado quase diariamente na Rede Globo. Padre Joãozinho é catarinense de Brusque e também viaja o País inteiro realizando shows. Sua agenda para 2009 , divulgada no seu blog na Internet, prevê retiros em São Paulo e Betim, no Carnaval; um período de um mês em Roma, entre maio e junho, no Capítulo Geral da Congregação, cursos sobre o seu livro “As virtudes do Líder Amoroso”, para empresários, e muitos shows de evangelização, principalmente no Nordeste.O padre Antônio Maria, sacerdote há 29 anos, já gravou 16 CDs, inclusive com a participação de cantores como Daniel, Ângela Maria, Agnaldo Rayol, José Augusto, Moacyr Franco, Roberto Leal, Hebe Camargo, Chitãozinho e Xororó, Sérgio Reis, Zezé Di Camargo e Luciano, Leonardo, Simone, Rio Negro e Solimões, César e Paulinho, Jorge Aragão, KLB e Alexandre Pires. Participa freqüentemente de programas de televisão comercial e também é responsável pelo programa "Pra lá de bom", na TV Século 21. Virou uma celebridade nacional e circula entre os artistas, celebrando missas, batizados e casamentos de famosos. Mantém atividades sociais no bairro de Jaraguá, em São Paulo, atendendo 350 crianças de diversas idades, e é devoto de Nossa Senhora de Schoenstatt, a quem homenageia levando sua imagem para onde vai .Ídolo da juventude carismática, o padre Zeca, 37 anos, reassumiu seu nome de batismo – José Luiz Jansen de Mello Neto – há um ano, quando pediu licença à Arquidiocese do Rio de Janeiro e se afastou de suas funções sacerdotais. Criador do movimento “Deus é Dez”, arrastou milhares de jovens para eventos na Praia de Ipanema nos anos 90, mas hoje circula entre amigos em bares e boates, e não comenta o motivo de seu afastamento da Igreja . Já o mais famoso de todos os sacerdotes cantores – o padre paulistano Marcelo Rossi, de 41 anos, continua em “plena forma”. Foi alçado ao estrelato com a realização de megaeventos, como o realizado no dia 2 de novembro de 1997, o encontro religioso "Sou feliz por ser católico", quando ele reuniu numa missa 70 mil pessoas no estádio do Morumbi, em São Paulo. No ano seguinte, no dia 12 de outubro de 1999 , no Maracanã, com a presença dos outros padres cantores – Zeca, Zezinho, Jonas Abib e Antônio Maria –, Marcelo Rossi foi o maior responsável por atrair mais de 170 mil pessoas ao estádio. Ele já lançou oito CDs, ultrapassando mais de 9,5 milhões de discos vendidos. O primeiro CD “Canções para Louvar ao Senhor” teve 3,5 milhões de cópias vendidas. Para reforçar a imagem de evangelizador, lançou dois filmes, , em 2003 “Maria, Mãe do Filho de Deus”, com a participação da atriz global Giovanna Antonelli, em que interpreta ele mesmo e o anjo Gabriel e, em 2004, “Irmãos de Fé”, que conta a vida do apóstolo Paulo, com a participação do também global Thiago Lacerda. Superexposto no período de 1997 a 2002, quando não rejeitava convites para participar de programas de televisão, e recebeu inúmeras críticas por isso, hoje, o padre Marcelo Rossi está mais reservado, mas não se afastou do seu trabalho evangelizador pelos meios de comunicação. Mantém programas de rádio veiculado na Rádio Globo – seus primeiros programas em 1996 foram na Rádio Canção Nova – e em outras 118 emissoras pelo país afora e também celebra, ao lado do seu bispo, Dom Fernando Figueiredo, da Diocese de Santo Amaro (SP), a missa dominical na Rede Globo, veiculada também na Globo Internacional para 12 países. No dia 21 de abril de 2008, no Autódromo de Interlagos, realizou o evento "Paz Sim, Violência Não" para comemorar os seus dez anos de evangelização, tendo gravado um DVD que leva o mesmo nome deste evento. A estimativa é que mais de três milhões de pessoas tenham acompanhado o evento, que contou com a participação de centenas de caravanas de todas as partes do País. Logo após os shows, com a presença de Xuxa, Ivete Sangalo, Bruno & Marrone, Zezé Di Camargo & Luciano, César Menotti & Fabiano, Alcione, Daniel, Sérgio Reis, Hebe Camargo e Paulo Ricardo, o padre Marcelo e o bispo Dom Fernando celebraram missa, com a participação do cantor Agnaldo Rayol e do maestro e pianista João Carlos Martins . O “recolhimento”, explica padre Marcelo, tem a ver com os exageros cometidos no passado:“Depois de alguns anos aparecendo com muita freqüência, eu aprendi que a superexposição é perigosa. Há momentos em que se deve aparecer, mas existem outros em que o melhor é se recolher. E é quando bate aquela saudade. Em 1999, eu me expus tanto que fui eleito o “Mala do ano”. Não dava para continuar daquele jeito e eu reconheço que exagerei. Por isso minha saída dos meios de massa foi proposital” .O sacerdote se afastou da mídia comercial, mas suas vendas continuam em alta. Ele justifica que não é um artista, mas um padre:“O artista aparece e desaparece. E eu saí dos meios de comunicação populares, mas continuo nos veículos de viés católico. Tenho um programa diário em uma rádio que só no Rio de Janeiro é ouvido por mais de um milhão de pessoas por minuto. Em São Paulo, são 800 mil ouvintes. Em Belo Horizonte, outros 300 mil. E esse programa é retransmitido por 118 emissoras de rádio espalhadas pelo Brasil. Aí está a resposta para o meu sucesso .Hoje, ele está mais envolvido com a arrecadação de recursos para a conclusão do Santuário Mãe de Deus, conhecido como do Terço Bizantino, um dos maiores templos já construídos no Brasil e que rivaliza em dimensão com os templos da Igreja Universal do Reino de Deus em construção no Rio de Janeiro e em São Paulo. O santuário, no distante bairro de Interlagos, terá capacidade para receber cem mil pessoas, duas vezes mais do que a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, e 30 vezes mais do que a Catedral da Sé . Para ele, o catolicismo precisa atualmente de religiosos que entendam a importância de reunir pessoas em um mesmo lugar para celebrar.Ordenado padre em 1994, rapidamente ele ganhou fama na Diocese de Santo Amaro, na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Santa Rosália, por suas missas de libertação. Rapidamente, os fiéis se aglomeravam em busca de curas e de graças. Ele já passou por diversos locais de celebração, cada um maior que o outro, enquanto aguarda a conclusão do novo espaço, prevista para o próximo ano. Atualmente, celebra missas num antigo galpão de fábrica, com capacidade autorizada de dez mil lugares. Dentro e fora destes ambientes, formou-se um comércio de artigos religiosos, incluindo livros, CDs e exemplares do Terço Bizantino, uma espécie de terço mais simples e mais acessível aos fiéis .





4 MODERNO OU TRADICIONAL?


Muitos integrantes do clero católico acreditam que o aparecimento do fenômeno dos padres cantores, em especial o de padre Marcelo, auxiliaram a Igreja a atrair de volta antigos fiéis e também incentivaram a identificação de vocações sacerdotais. Em outras como a do Rio de Janeiro, segundo pesquisa realizada por Sílvia Regina Alves Fernandes, do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS) , a influência dos padres cantores é mais sentida entre os vocacionados que se dizem carismáticos. Muitos demonstraram admiração pelo padre Marcelo Rossi, mas criticaram o relacionamento com a mídia e a exposição exagerada que o sacerdote alcançou. Para a pesquisadora, contudo, deve ser considerada a hipótese de que “a presença dos padres na mídia faz despertar na juventude a sensibilização para a presença de um novo ator social, anteriormente relegado às sacristias. Nesse sentido, na medida em que a figura do padre torna-se mais pública, passa a entrar no rol de opções profissionais ou vocacionais de uma juventude proveniente de camadas populares e com baixa capacidade de inserção na vida social”.De uma forma geral, entretanto, números do CERIS indicam que, nos últimos anos, tem aumentado o número de jovens que ingressam na vida religiosa. Em 1970, havia 4.181 seminaristas diocesanos; em 1980, eram 5.329 seminaristas; em 1990, eram 5.870 jovens nos seminários; enquanto, em 1998, já eram 7.893 jovens freqüentando os seminários. Na Diocese de Santo Amaro, a de padre Marcelo Rossi, o número de seminaristas passou de cinco para 115 em dez anos. O discurso do padre Marcelo Rossi é simples e se caracteriza pela repetição . Segundo ele, são “coisas rápidas para a sociedade de hoje, que tocam as necessidades da pessoa”. Suas homilias são curtas e se baseiam em exemplos compreensíveis para o católico, especialmente para aqueles que veneram Maria: “Jesus é o caminho, eu sou apenas a seta que aponta para esse caminho”. Ele incentiva a prática das novenas, da reza do terço e a realização das procissões, retomando símbolos do catolicismo tradicional , ao mesmo tempo em que se diz moderno, implementando mudanças na liturgia e ocupando espaço constante na mídia comercial. Para os progressistas, sua fala, que se baseia na RCC, prega uma nova romanização na Igreja Católica no Brasil, levando a uma ortodoxia cada vez mais espiritualizada deixando de lado a questão política e social. As críticas mais ferozes vieram de teólogos como Frei Betto, Dom Mauro Morelli, Dom Pedro Casaldáliga, Leonardo Boff e padre José Comblin . Frei Betto, por exemplo, até considera positivo o reavivamento espiritual, o consolo aos aflitos, a cura dos enfermos e o reencontro da fé. Mas, critica o que chama de “fórmula do sucesso”, os momentos de louvor em que há muita emoção, pouca razão e o privilégio do espiritual em detrimento do social. Já o teólogo Clodovis Boff, embora seja um dos nomes mais ligados à Teologia da Libertação, usa um discurso mais conciliador em relação à RCC . Segundo ele, a RCC “oferece um reforço da espiritualidade católica e conversão pessoal; propicia um reforço institucional através de sua ênfase na pertença comunitária” e “adequa-se à pós-modernidade porque responde às demandas de sentido e sabe falar ao coração do homem pós-moderno”. O frade Alberto Beckhauser , ligado à CNBB, diz que “a organização litúrgica feita pela RCC é inadequada havendo superficialidade na adaptação da linguagem simbólica da liturgia à linguagem televisiva”. Ele se refere diretamente aos padres Marcelo Rossi, Jonas Abib e Eduardo Dougherty, criticando a exposição midiática, considerado um grave problema, caracterizado pela busca de resultados imediatos como o aumento do número de fiéis e paróquias com mais recursos financeiros. Fenômenos autônomos um em relação ao outro, a Renovação Carismática e a Teologia da Libertação, na verdade, lutam por ideais que se complementam, na visão de Clodovis Boff . Para ele, enquanto a RCC vive a fé como experiência, enfatiza a oração, busca a transformação pessoal, dá importância à emoção, faz a opção pelos “perdidos”, está centrada na Igreja, liga-se à Igreja universal e visa à afirmação social da Igreja, os adeptos da Teologia da Libertação vivem a fé como prática, enfatizam o serviço, buscam a transformação social, dão importância à reflexão, fazem a opção pelos pobres, estão centrados no mundo, ligam-se à Igreja local e visam à renovação institucional da Igreja, não devendo as duas correntes ser tratadas, portanto, como setores antagônicos dentro da Igreja Católica, mas integrantes de uma só Igreja, voltada para a comunhão do homem com Deus.





5 A IGREJA CATÓLICA E O SÉCULO XXI


O anterior e o atual papa tiveram a mesma intransigência em relação a posições doutrinárias da Igreja. Mas, enquanto João Paulo II, ele próprio um comunicador que gostava de eventos de massa, incentivava a RCC e seus líderes, por entender que este poderia ser um caminho de estancar a fuga dos fiéis seduzidos pelos cultos evangélicos, o papa alemão pensa bem diferente. Por enquanto, não houve qualquer censura pública aos movimentos carismáticos, mas até mesmo a pouca participação de padre Marcelo Rossi na visita do papa a São Paulo no ano passado demonstra que a RCC perdeu força neste momento.Marcelo Rossi concorda com o papa em temas como aborto, homossexualidade, experiências com células-tronco e ordenação de mulheres, mas os ritos que utiliza em suas missas não “combinam” com o estilo ortodoxo do pontífice, que já incentivou o retorno das missas em latim. Bento XVI já disse que” a liturgia não é um show. É completamente contraditório introduzir nela pantomimas em forma de dança, que freqüentemente terminam em aplausos” .No passado, quando era prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, o então cardeal Joseph Ratzinger foi responsável por impor o silêncio a 140 teólogos de todo o mundo, principalmente progressistas. A expectativa agora é que ele, se não incentive como fazia João Paulo II, pelo menos não reprima ou os cale.Como a RCC se mostrou até agora a resposta mais eficiente da Igreja para combater o avanço dos evangélicos e de outras religiões no País, com suas missas marcadas por uma liturgia coreografada , atraindo de volta para o catolicismo parte do rebanho que se havia desgarrado em busca de uma visão mais mística e menos politizada da religião, acreditamos que seja mantida a tendência de crescimento e o movimento, que congrega cerca de 12 milhões de pessoas no Brasil, seja abençoado pelo novo papa.A RCC e seus seguidores, entre os quais estão os padres cantores, estão entre os movimentos que buscam reencantar o cristianismo, recuperando elementos antigos de religiosidade, ao mesmo tempo em que interpreta o momento atual da sociedade com base em padrões religiosos. Sua força está na organização do movimento, na sua ligação com os setores conservadores da Igreja (nacional e internacional) e de sua afinidade da sua mensagem religiosa voltada para a recuperação do catolicismo romanizado, mas, principalmente, por ter conseguido falar a língua de muitos que buscam Deus.


BIBLIOGRAFIA


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sábado, 10 de janeiro de 2009

Quadro de Jesus Cristo 'sangra' em igreja na Índia

Em uma Igreja na cidade de Munbai, na Índia aconteceu um fenômeno que levou centenas de fiéis a visitarem o quadro da imagem de Jesus, que se encontra no interior daquela igreja.

No quadro de Jesus começaram a aparecer supostas manchas de sangue (foto), abaixo do coração de Cristo.


Diversos fiéis ao visitarem a igreja, ficaram emocionados e de acordo com relato de vários deles, o sangue é verdadeiro.


"Jesus está nos dizendo que é o Deus vivo e único e que nós temos que crer nele. Temos que rezar pela Paz", disse uma devota.


Embora muitos devotos estejam convencidos de que as manchas são de sangue, os padres da igreja não atestam o milagre.
Para eles, o fenômeno é simplesmente conseqüência da humidade no local.


Fonte: Redigido através do texto de Rubio Rodrigues Claudio

sábado, 20 de dezembro de 2008

FENÔMENOS EUCARÍSTICOS NA HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA

Com este esboço da natureza sobrenatural da Eucaristia como fundo, um olhar aos 2.000 anos história da Igreja Católica em busca de evidências da real presença de Jesus na Eucaristia que seja observável aos sentidos ordinárias poderia ser instrutivo.
Relatos de "hóstias que sangram", hóstias que parecem levitar no ar por si mesmas e outros fenômenos inexplicáveis são registrados esporadicamente na literatura histórica católica, começando em aproximadamente 250 DC, nos escritos de São Cipriano. Ele escreveu que um dos apóstatas que viveram em seu tempo, ao tentar "abrir o tabernáculo no qual o corpo do Senhor era preservado, viu chamas que se projetavam para fora". Reproduzimos a seguir alguns das dúzias de relatos de milagres Eucarísticos do passado:

Lanciano, Itália

No séc. VIII, na Itália, na aldeia hoje conhecida como Lanciano, havia um mosteiro chamado St. Longinus. Um monge que vinha entretendo dúvidas sobre a real presença de Jesus na Eucaristia estava celebrando Missa no mosteiro. Enquanto consagrava, pedia a Deus com humildade que o esclarecesse. Ao dizer as palavras da consagração, viu a Hóstia mudar-se num círculo de "carne" em torno do "pão" do centro, e o vinho transformar-se em sangue "visível". A "carne" permaneceu intata mas o "sangue" dividiu-se subseqüentemente em cinco coágulos separados. O monge foi revigorado em sua fé ao testemunhar tal transformação. Mais tarde, ele decidiu pesar os "coágulos de sangue" e concluiu, para seu assombro, que qualquer combinação dos coágulos era igual em peso a qualquer outra combinação e que o coágulo menor pesava exatamente o mesmo que o maior - desafiando qualquer explicação natural. Foram mantidos a "carne" e "sangue" em recipientes especiais, alojados desde então no mosteiro, sob a guarda dos monges e seus sucessores. Uma avaliação moderna desta "carne" e "sangue", levada a cabo por vários professores universitários italianos em 1970, sob condições rigorosas, concluiu o seguinte:
O recipiente onde se guardou a "carne" não foi lacrado hermeticamente, de forma que a Hóstia Eucarística que remanescera ao centro da "carne" desapareceu. Os "coágulos de sangue" haviam endurecido e nenhuma diferença de peso incomum era notável.
Foram retiradas amostras da "carne" e "sangue" e enviadas a vários laboratórios para análise microscópica, bioquímica e outras avaliações científicas.
A "carne" foi qualificada como tecido muscular estriado do Miocárdio (a parede do coração) humano, sem nenhum traço de qualquer substância conservante. Era realmente Carne!
A "amostra de sangue" demonstrou ser sangue humano, tipo AB, verdadeiramente Sangue!. A carne também era do mesmo tipo sangüíneo. As proteínas achadas na amostra de sangue eram consistentes com proteínas achadas em sangue humano fresco.
Apesar do fato do recipiente onde se guardaram a carne e sangue Eucarísticos não ter sido hermeticamente lacrado, as amostras estavam intactas, não danificadas, similares às colhidas frescas. Assim, por mais de 1.200 anos a realidade física da real presença de Jesus na Eucaristia foi preservada, a fim de que todos possam observá-la e renovar sua fé.
Encontram-se mais de duas dúzias de relatórios documentados de milagres Eucarísticos semelhantes, acontecidos na Europa entre os sécs. X e XV, e dúzias mais desde então, muitos deles havendo preservado a carne e o sangue Eucarísticos como prova em recipientes especiais, onde ainda hoje podem ser contemplados.

Bolzano, Itália

Em 1.263, Pedro de Praga, o padre alemão, estava celebrando Missa na Igreja de São Chrisitan em Bolzano. Ele vinha entretendo sérias dúvidas sobre a realidade da presença de Cristo na Hóstia consagrada. Assim que ele completou as palavras da Consagração, o Sangue começou a escorrer da Hóstia Consagrada e correr por suas mãos abaixo, sobre o altar e sobre o linho (corporal). Vendo isto, ele interrompeu a Missa e viajou depressa a Orvieto onde o Papa Urbano IV residia. Ao ouvir a história dele, o Papa o perdoou por ter dúvidas e enviou os representantes a Bolzano, para investigarem. Paroquianos e outras testemunhas confirmaram a história do padre; e a Hóstia e os linhos manchados estavam lá para todos verem. A investigação confirmou tudo aquilo que o padre havia relatado. Um ano depois, em agosto 1.264, o Papa Urbano instituiu a Festa de Corpus Christi (Corpo de Cristo).

Stich, Alemanha

Na região Bávara da Alemanha, junto à fronteira suíça, há três povoados, o menos dos quais é Stich. Na noite de 9 de junho de 1970, enquanto um padre visitante da Suíça estava celebrando uma Missa Tridentina (Missa em latim, celebrada sob a rubrica do Conselho de Trento) numa capela, uma série incomum de eventos aconteceu. Depois da Consagração, o celebrante notou que uma pequena mancha avermelhada começou a aparecer no corporal, no lugar onde o cálice tinha estado descansando. Desejando saber se o cálice tinha começado a vazar, o padre correu a mão dele debaixo do cálice, mas achou-o completamente seco. A esta altura, a mancha crescera, atingindo o tamanho de uma moeda de dez centavos. Depois de completar a Missa, o padre inspecionou todo o altar, mas não conseguiu encontrar qualquer coisa que pudesse ser remotamente a fonte da mancha avermelhada. Ele trancou o corporal que apresentava a mancha num local seguro, até que pudesse discutir o assunto com o pároco.
A 11 de junho, depois de examinar o corporal com o pároco, o pano foi fotografado e enviado ao Instituto Clínico de Terapia Radial e Medicina Nuclear e para o instituto Policlínico da Universidade de Zurique, para análise química. Os resultados de quatro análises separadas administradas nas amostras de pano indicam a mancha é causada por sangue humano contendo indicadores bioquímicos de um homem em agonia.
A 14 de Julho o fenômeno repetiu-se na capela de Stich, aparecendo quatro manchas no corporal depois da Consagração. Vários dias depois, o pastor enviou o corporal com as manchas para o Hospital Distrital de Cercee para análise - o resultados: as manchas eram sangue humano!! Uma das testemunhas deste evento, Joseph Talscher, o sacristão da capela, relatou o seguinte:
"Na noite de 14 de Julho, o padre estava celebrando a Santa Missa na capela de Stich. Em vista do que havia acontecido em 9 de Junho, nós nos certificamos de que os panos que cobrem o altar estavam absolutamente imaculados ...após haver tomado a Santa Comunhão, o padre fez um sinal para mim e apontou para o altar. Então eu vi as manchas. Depois da Missa, todos nós examinamos mais de perto as manchas, e mais especialmente a maior, que era do tamanho da Hóstia que o Padre consagra. Ali distinguimos muito distintamente uma cruz".

Fenômenos Eucarísticos dos anos 1990

Há várias explicações alternativas para hóstias de Comunhão que assumem cor avermelhada. A mais comum é a presença da bactéria Marcescens de Serratia, a qual cresce prontamente em comestíveis à base de amido e imprime uma coloração avermelhada, sanguinolenta, à inspeção visual ordinária. Parece substancialmente diferente debaixo de exame microscópico e pode ser facilmente distinguida do sangue humano. Sem testes específicos, é difícil apenas a olho nu determinar-se se trata de sangue humano ou da presença da bactéria. Depois de eliminarem-se os fenômenos Eucarísticos que poderiam ser atribuídos à presença dessas bactérias, ainda restam vários relatórios de fenômenos Eucarísticos que merecem atenção do mundo inteiro nos anos 1990 - um número nunca antes testemunhado em tão pouco tempo na história da Igreja. O mais conhecido desses é o seguinte:

Betânia, Venezuela

Um evento inexplicável aconteceu em Betânia, Venezuela - local de uma série notável de Aparições Marianas - na vigília da Festa da Imaculada Conceição, em 1991, o Pe. Otty Ossa, capelão de Betânia, local e diretor espiritual da vidente mariana Maria Esperanza Bianchini, estava rezando Missa na capela ao ar livre próxima à gruta das aparições, quando a Hóstia começou a sangrar nas mãos dele depois da consagração. Pe. Otty explicou:
"Eu parti a Hóstia em quatro partes. Quando eu olhei para a patena, eu não pude acreditar nos meus olhos. Vi uma mancha vermelha formar-se na Hóstia e vi uma substância vermelha minar dela, semelhante ao modo como o sangue mina de uma ferida".
Este evento foi registrado em videotape, fotografado e sujeito a intensa avaliação pelo Episcopado local. O exame determinou tratar-se de sangue humano.

Worcester, Massachusetts

Foi o local de uma série de eventos inexplicáveis que cercam uma menina de doze anos que teve seu cérebro danificado por um acidente sofrido na piscina, quando ela tinha 3 anos. Impossibilitada de caminhar ou falar, a menina, Audrey Santo, tornou-se o foco de um número crescente de experiências místicas católicas. Durante os últimos nove anos, a única comida sólida que ela ingeriu foi a Santa Comunhão, que ela recebe diariamente. Vários anos atrás, o Bispo local permitira manter o Santo Sacramento num tabernáculo no quarto de Audrey. Em várias diferentes ocasiões, os dois anjos gravados a ouro na porta do tabernáculo exsudaram óleo fragrante. O óleo foi examinado por vários laboratórios químicos diferentes, mas sua composição e origem ainda são desconhecidas. Estátuas religiosas e quadros no quarto de Audrey exsudam óleo e às vezes sangue ...como nas aparições de Marianas em Damasco, Síria.
Em três ocasiões, a Hóstia Consagrada retirada do tabernáculo gotejou um fluido avermelhado. O fluido foi examinado por um laboratório de análises independente e confirmado como sangue humano. Na sexta-feira Santa de 1996, o tabernáculo no quarto de Audrey começou a sangrar. A própria Audrey apresenta agora os estigmas - as feridas visíveis de Jesus. Visitanntes ao quarto dela experimentaram curas inexplicáveis e conversões espirituais. Pelo menos três das enfermeiras de Audrey que não eram católicas quando começaram a cuidar dela, converteram-se ao Catolicismo.
No caso de Audrey, Deus escolheu uma pequena menina severamente ferida para ser um dos mensageiros dele para o mundo. Ele lhe deu manifestações múltiplas do Seu amor e cuidado para com ela e para com cada um de nós. Ele quer que nós saibamos que é Ele quem vem a nós na Eucaristia .. é Ele que nos quer com Ele por toda a eternidade.

Marlboro, Nova Jersey

Foi o local de aparições Marianas presumíveis durante quase dez anos. 10 de Abril de 1994, Festa da Misericórdia Divina. O Pe. Robert Rooney, diretor espiritual da vidente, estava celebrando uma Missa matutina em Yardville perto de Nova Jersey, na Igreja de S. Vicente de Paulo. Quando ele elevou a Hóstia e proferiu as palavras da Consagração, sangue fluiu da Eucaristia. Os coroinhas presentes e vários paroquianos viram isto acontecer e o Pe. Rooney ficou compreensivelmente abalado pelo sangramento da Hóstia. Após haver mostrado a Hóstia ao pároco, ficou decidido que a Hóstia deveria ser guardada no tabernáculo até que a cabeça do episcopado local, o Bispo Reiss, pudesse decidir que ação deveria ser tomada. Vários dias depois, o Bispo decidiu não investigar o fenômeno e o Pe. Rooney entregou a Hóstia ao seu diretor espiritual, Gere Valenta.
O Pe. Valenta fez fotografar a Hóstia e então fê-la examinar por dois doutores médicos, que usaram técnicas não-invasivas de análise microscópica. Técnicas não-invasivas tinham que ser usadas, já que a aprovação de um bispo é requerida para qualquer exame invasivo. Os cientistas declararam:

"Não há nenhuma explicação científica. O material vermelho veio de dentro da Hóstia e tem características de sangue humano; a Igreja tem que decidir sobre se houve milagre".
A 6 de junho de 1994, Festa de Corpus Christi, o Pe. Rooney declarou que a Santa Virgem lhe apareceu, em sua primeira e única aparição a ele, em sua sala de jantar, e lhe falou que o Filho dela tinha lhe enviado um presente - o presente da Hóstia que sangrava - e que de então em diante o diretor espiritual dele se encarregaria de tudo. O Pe.Rooney morreu seis semanas mais tarde, em 16 de Julho de 1996 - Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo. O Pe.Valenta entregou a Hóstia sangrenta ao Bispo Reiss da Diocese de Trenton, onde ainda reside.

Methuen, Missachusetts

Foi o local de outro fenômeno Eucarístico inexplicável, em 1995. Preparando-se para a distribuição da Comunhão, um ministro da Eucaristia da igreja Católica de Nossa Senhora do Monte Carmelo, descobriu ao abrir o tabernáculo, uma Hóstia Consagrada que sangra. A Hóstia foi guardada num recipiente, aparentemente ainda sangrando, e ali guardada para exames subseqüentes. À parte várias testemunhas, a Hóstia mesma foi enviada ao Dr. B. Lipinski, um bioquímico, para exames não-invasivos. Ele averiguou que a substância avermelhada era sangue humano. Uma pequena amostra da crosta de sangue foi enviada ao Laboratório de Ciências forenses da Califórnia. Depois que vários testes preliminares confirmaram a presença de sangue, a 30 de agosto de 1995, um teste cruzado de eletroforese foi administrado na amostra, identificando inequivocamente a substância avermelhada como sangue humano. O bispo local está presentemente avaliando todas as circunstâncias que cercam o aparecimento deste sangue.

Roma, Itália

Foi recentemente local de relatos de fenômenos inexplicáveis relacionados à Eucaristia. Desde 1971, uma vidente Mariana italiana, Marisa Rossi, tem presumivelmente recebido locuções e sinais de Nossa Senhora, que pede para a humanidade mudar seu comportamento e voltar a Deus - particularmente na Eucaristia. Estas aparições mudaram de caráter em meados dos anos 90, quando Marisa tomou parte num evento Eucarístico inexplicável.
14 de setembro de 1995 - Festa da Exaltação da Santa Cruz. Depois de rezar na capela, Marisa que anda em cadeira de rodas, permaneceu e beijou o crucifixo que Dom Claudio Gatti tinha removido do altar em preparação a uma procissão. Marisa disse que ela viu uma Hóstia emergir do lado do corpo na cruz e pousar na mão dela. Muitos ao redor dela notaram a Hóstia, que não estava lá momentos antes. Outro evento Eucarísticos aparentemente inexplicável ocorreu em Abril de 1996, quando Marisa foi fotografada no momento em que de repente uma Hóstia aparece nas mãos estendidas dela, durante uma aparição presumível de Nossa Senhora.

Barbeau, Michigan

Pode ter sido o local de um evento Eucarístico inexplicável 4 de fevereiro de 1996. Durante Missa na igreja da Sagrada Família, um inexperiente ministro da Eucaristia deixou cair uma Hóstia consagrada sobre uma patena (espécie de prato usado para aparar partículas da Hóstia consagrada). Acreditando que esta Hóstia deveria ser colocada numa xícara de ablução, o ministro informou ao padre do fato, apesar de que a Hóstia não tinha tocado nem o solo nem qualquer pessoa. A Hóstia permaneceu na xícara durante uma semana, porque o tempo inclemente impediu a celebração de Missas durante a semana. No domingo seguinte, 11 de fevereiro, uma coloração vermelha do tamanho de uma moeda de dez centavos foi observada na superfície da Hóstia. A Hóstia que tinha estado imersa em água para que se dissolvesse, estava embebida de água, mas a despeito disso, reteve sua forma. O bispo local, que foi notificado desses acontecimentos por telefone, sugeriu ao pároco, o Pe. Mark A. McQuesten, que a coloração provavelmente era devida a um fungo que estaria se desenvolvendo na Hóstia e que ela deveria ser disposta da maneira aprovada. O padre continuou mostrando a Hóstia para os paroquianos dele e ela foi fotografada. A mídia local noticiou a história algumas semanas depois e após outro telefonema do Bispo, o Pe. McQuesten tocou finalmente pela primeira vez na Hóstia, a 26 de fevereiro. Ele planejava dispor da Hóstia da maneira prescrita pela Igreja. Porém, ele declarou que quando a tocou, sentiu-a como carne, que ele teve de rasgá-la, apresentando ela uma resistência incompatível com o que se poderia esperar de um pedaço de pão não-levedado encharcado de água. Durante todo esse tempo, a Hóstia jamais perdeu sua forma ou deixou de exibir a coloração vermelha que adquirira mais de um mês antes.
Estes são só alguns do muitos relatos de fenômenos Eucarísticos inexplicáveis ocorrendo presentemente mundo afora e sendo avaliados por autoridades episcopais e médicas. Esta proliferação de fenômenos Eucarísticos, se comprovada, é sem precedente na História da Igreja católica. A combinação do desdobramento das aparições Marianas e esta exibição assombrosa de amor Eucarístico parecem estar preparando o período mais notável conversão de fé na História moderna. Parece que a profecia de S. João Bosco será cumprida dentro dos próximos três anos!! Rezemos para que o mundo não continue combatendo o aparecimento do amor sobrenatural de Deus em nossa vida diária - porque essa é uma batalha que o mundo seguramente perderá!!

Fonte: MOURA, Jaime Francisco de. Apostolado Veritatis Splendor: FENÔMENOS EUCARÍSTICOS NA HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Luzes no mar

Em 4 de abril de 1901, nas útimas horas da noite, o capitão Hoseason, a bordo do vapor Kilwa , navegava pelo golfo Pérsico quando, de repente, viu surgir à superfície das águas uma larga esteira luminosa...
A esteira era de luminosidade fraca e extinguiu-se em quinze minutos, depois de ter movimentado-se a aproximadamente dez quilômetros por hora. O fenômeno provocou grande controvérsia porque naquele tempo não existia nenhuma técnica capaz de produzir tais efeitos. Quando muito, poderia ser o reflexo de raios do sol-nascente, mas ainda era noite.J. W. Robertson, o capitão Avern e M. Manning, terceiro oficial do Patna, um navio a vapor da Companhia das Índias Britânicas, fizeram uma observação curiosa no Golfo Pérsico, em Maio de 1880, portanto na mesma região do globo. Numa noite extremamente escura, viram aparecer bruscamente sobre o mar, de cada lado do navio, duas enormes rodas luminosas que giravam sobre elas mesmas e cujos raios pareciam aflorar o navio de raspão. Esses raios mediam entre duzentos e trezentos metros de comprimento e distinguiam-se nitidamente os dezesseis raios que continha.Sem outra luz visível no ar, por cima da água, aquela luminosidade fosforescente pareceu deslizar sobre a superfície do oceano. A aparência dos raios podia ser imitada exatamente agitando-se uma lanterna horizontalmente por cima da água e fazendo-lhe descrever círculos concêntricos.As "rodas" escoltaram o navio durante cinco minutos...O testemunho dos três marinheiros foi publicado na revista Knowledge. Suscitou vigorosas críticas e uma observação interessante que dizia que, "se as indicações eram exatas, as rodas deviam deslocar-se pelo menos a cento e sessenta quilômetros por hora". Claro que nessa época isso podia parecer impossível, absurdo e os três homens passaram por alucinados, calúnia clássica neste gênero de assuntos. Podemos concluir que convém relatar apenas o que não choca ou não perturba as idéias feitas, se não quisermos expor-nos ao descrédito. Mas hoje em dia o problema já não se põe da mesma maneira, sobretudo se o fenômeno observado não puder ter outra origem do que dois "objetos" situados próximo da superfície do mar, de dimensões certamente colossais.Costa do MalabarA verdade é que outros testemunhos vieram contradizer as opiniões do mundo científico. Na região do golfo Pérsico, ao largo da costa do Malabar, um mês depois das observações feitas pelos três marinheiros do Patna, em Junho de 1880, um novo fenômeno foi presenciado pelo comandante Harris , do vapor Shahjehan. No meio da noite, com o mar calmo e céu limpo, viu sobre as águas uma coisa tão estranha que mandou parar o navio. Tratava-se de vagas extremadas de luz brilhante e de uma substância desconhecida que flutuava sem emitir luz, mas parecendo alvo de gigantescos raios luminosos. Como declarou o próprio comandante: "As ondas sucediam-se umas às outras num dos espetáculos mais grandiosos e mais solenes que se possa imaginar!" Golfo de OmanNo golfo de Oman, sob os olhos de M.D. Carnegie surgiu um lençol luminoso e, segundo ele, fosforescente. Parecia tranqüilo. O navio aproximou-se até cerca de vinte metros, quando "raios ofuscantes atingiram a proa do navio a uma velocidade prodigiosa, que podemos calcular entre cem e duzentos quilômetros por hora. Recolhi um balde de água e examinei-a ao microscópio sem detectar nada de anormal", declarou ele. "Os raios pareciam vir das profundezas marinhas. Atingiram-nos primeiro pelo través e reparei que um navio vizinho não interrompia a sua trajetória : dir-se-ia que eles o atravessavam de lado a lado. . ."No mês de março de 1931, vários marinheiros a bordo de uma canhoneira do Yang-tseu-iang fizeram tabém uma observação estranha no golfo de Oman . Enquanto o seu navio, o Doudart de Lagrée, se dirigia para Colombo e se encontrava entre Guardaful e as Maldivas, esses homens viram surgir das profundezas imensos raios luminosos de cor amarelada. Estes raios giravam à volta de um eixo situado a uma grande distância do navio. Argentina Outro fenômeno similar se deu na noite de 21 para 22 de outubro de 1963, em Trancas, na província do Tucuman, na Argentina . Objetos desconhecidos, momentaneamente imobilizados próximos de uma linha férrea , tinham projetados raios de luz vermelha com intensidade tão violenta que os habitantes das proximidades tiveram que se refugiar em suas casas, no interior das quais a temperatura começara a elevar-se de maneira inquietante. Mas de que espécie de engenho se tratava? De que natureza seriam estes raios que, segundo as publicações La Razon e Phénomènes Spatiaux, atravessaram as paredes, penetrando em quartos sem janelas e iluminando-os completamente?!Estreito de MalacaEm junho de 1909, o capitão Gabe, a bordo do navio Bintang, avistou no estreito de Malaca uma "esfera de luzes movediças", situada exatamente abaixo do nível do mar. Declarou depois que longos braços pareciam descrever círculos partindo de um mesmo núcleo e "este era tão grande que só se via uma parte, estando dissimulada pelo horizonte". O capitão Gabe assegurou-se de que essas luzes formidáveis não podiam ter outra origem senão o mar. O próprio Bintang não podia emitir tal luminosidade e, sobretudo, os braços em forma de raios de luz eram demasiado longos e a sua origem não estava no navio. Daí a pouco, a esfera imensa aproximou-se lentamente do paquete, atenuando-se e desaparecendo nas águas. Ainda no estreito de Malaca, em 1907, M.S.C. Patterson, do vapor Delta, observou durante trinta minutos "raios que pareciam girar em torno de um centro, como os raios de uma roda: pareciam medir trezentos metros de comprimento. Depois observou-se, no Sul do mar da China, uma rotação de clarões: uma roda horizontal girando rapidamente por cima da água e produzindo um profundo sentimento de mal-estar sobre os que a presenciaram." Que poderiam ser estes gigantescos objetos imersos que emitem uma luminosidade tal que à superfice da água avista-se ainda o efeito dos seus raios luminosos, independentemente da distância a que se observam?Nestas observações tudo indica uma velocidade de rotação fantástica. O oceano Índico também contém muitos enigmas e parece que nele se desenrolam estranhas atividades, não falando nas catástrofes naturais, tais como tremores de terra e maremotos. Existe no estreito de Malaca e de Java uma fossa abissal particularmente fértil em mistérios. Foi nestas paragens que, em 1984, o brigue português Santa Maria foi encontrado com a sua carga de cadáveres, assim como o inglês Abbey S, Hart. Também foi lá encontrado o navio de carga Ourang Medan em 1948 , e foi lá que, em fins de 1971, desapareceu completamente uma fragata indiana durante o conflito indo-paquitanês quando nenhum submarino se encontrava naquelas paragens; trata-se do Khukri , unidade especialmente equipada para a luta anti-submarina . O barco a motor Holchu sofreu a mesma sorte em fevereiro de 1953: descobriram-no competamente vazio à deriva e em perfeito estado . . . sempre no estreito de Malaca. Devemos salientar que todas as observações mencionadas foram feitas em épocas diferentes, por pessoas que não se conheciam e que nas linhas gerais se assemelham muito, o que, em nosso parecer , destrói qualquer possibilidade de mistificação.


GASTON, Patrice. Desaparições Misteriosas - Editora Bertrand.

domingo, 31 de agosto de 2008

Levitação


Foto 01 Foto 02 Foto 03 Foto 04

O fenômeno que desafia as leis da gravidade

Foto 01: Collin Evans flutua no Conway Hall , nos anos 30.

Foto 02: São José de Copertino um dos melhores relatos de levitação da história aconteceu em 16 de dezembro de 1868 e envolveu respeitados membros da sociedade londrina: o visconde Adare, o senhor de Lindsay e o capitão Winne viram o famoso médium Daniel Douglas Home elevar-se no ar, flutuar para fora, através de uma janela e entrar por outra, a 24 metros de altura, numa grande e elegante casa de Londres. D. D. Home tornou-se conhecido inicialmente por levitar e por fazer certos objetos levitarem (em certa ocasião foi um grande piano). Mas não foi o único a possuir essa "impossível" capacidade de desafiar a lei da gravidade.

Foto 03: O iogue indiano Subbayah Pullavar levita diante do público. No final da sessão, os membros do iogue estavam tão rígidos, que nem cinco homens conseguiram curvá-los.
São José de Copertino (1603-1663) voava todas as vezes que ficava emocionado. Um domingo, durante a missa, elevou-se no ar e pairou sobre o altar, em meio às velas, ficando gravemente queimado em conseqüência disso. Durante 35 anos, foi excluído de todos os rituais públicos, devido a seus hábitos desconcertantes, mas mesmo assim a fama de suas levitações espalhou-se. Um dia, andando pelos jardins do mosteiro em companhia de um monge beneditino, subitamente voou até uma oliveira. Infelizmente, não conseguia voar para baixo, portanto os monges colegas tiveram de buscar uma escada. Um cirurgião, pelo menos dois cardeais e um papa (Urbano VIII), entre muitos outros, presenciaram os extraordinários momentos de total ausência de peso de José - que ele chamava de "minhas vertigens".

Foto 04: Os ilusionistas profissionais orgulham-se de fazer suas assistentes 'flutuarem no ar', sem nenhum apoio visível.
Existe hoje uma corrente de pensamento que propaga a idéia de que qualquer pessoa pode levitar, desde que tenha o treinamento necessário - os estudantes de meditação transcendental dizem praticar a levitação constantemente.

sábado, 23 de agosto de 2008

A casa assombrada


A pequena Paróquia de Borley está em uma região desolada e pouco povoada perto da costa leste da Inglaterra. É um lugar de aparência sombria, cenário adequado para um dos casos mais bem documentados e controversos de assombração dos tempos modernos.
Todos os moradores da Paróquia de Borley foram perturbados por aparições fantasmagóricas desde sua inauguração em 1863. Até então, os fantasmas pareciam relativamente benignos. Isso mudou quando o reverendo Lionel Foyster e sua esposa Marianne Foyster se mudaram para lá, em Outubro de 1930. As batidas dentro das paredes ficaram mais fortes e mais insistentes, os móveis eram deslocados e as portas pareciam trancar-se sozinhas. E um novo fenômeno manifestou-se: misteriosas mensagens escritas começaram a aparecer nas paredes e em pedaços de papel espalhados pela habitação. Um dia Marianne encontrou um velho envelope com o nome dela, e escreveu: "O que quer?", colocando o envelope no mesmo lugar. A patética resposta ("descansar") apareceu debaixo da pergunta.

Mas Borley deve sua fama principalmente ao irrefreável Harry Price, o mais famoso caçador de fantasmas de sua época. Em 1937, dois anos após os Foyster terem se mudado, Price alugou a casa por um ano e instalou um rodízio de observadores para documentar os fenômenos. Escreveu mais tarde dois livros populares sobre o caso, dando também inúmeras palestras e entrevistas nas rádios sobre o assunto. A incansável publicidade promovida por Price fez com que Borley ficasse famosa e fosse alvo de pesquisadores rivais, que por décadas se debateram com o mistério. Os pesquisadores afirmaram que todo o caso era suspeito, zombando das técnicas de pesquisa de Price e, em particular de sua equipe de observadores amadores, recrutados por anúncios em jornais. Os críticos chegaram até a sugerir que Price houvesse orquestrado pelo menos alguns dos supostos fenômenos de poltergeist. No final, porém, o controvertido caçador de fantasmas acabou encontrando indícios de uma tragédia do passado longínquo que parecia explicar as assombrações convencendo muita gente de que as manifestações eram autênticas.
Em 1939, o novo proprietário, o capitão W. G. Gregson, estava desempacotando seus livros quando uma lamparina caiu no chão do saguão, dando ínicio a um incêndio. O fogo alastrou-se rapidamente e a antiga casa paroquial de Borley foi destruída, dando finalmente a Price uma oportunidade para procurar sob a terra alguma prova física que servisse para explicar a assombração.
Em seu primeiro livro publicado em 1940, um ano depois do incêndio, Price deixou implícito que desconfiava do uso de prestidigitação por Marianne Foyster para montar alguns dos distúrbios. Ao mesmo tempo, porém, afirmou categoricamente que pelo menos um dos espíritos que assombraram Borley por tantas décadas encontrou em Marianne uma alma solidária. Julgou que essa teoria era apoiada pelas arrepiantes mensagens escritas nas paredes, dirigidas a Marianne. As mensagens, pedidos queixosos de ajuda escritos com caligrafia infantil, pareciam ser de outra mulher jovem. Price acabou descobrindo uma história que explicaria o mistério de Borley.
Durante o ano em que alugou a antiga casa paroquial de Borley, Price e sua equipe não descobriram fenômenos novos, mas um acontecimento sensacional deu a Price informações para chegar a solução que ele estava procurando. A descoberta deu-se através do uso da planchette, instrumento equipado com um lápis que se move (supostamente guiado por espíritos) em uma prancheta, escrevendo mensagens pela mão de um assistente. Um suposto espírito que se identificou como Marie Lairre contou que havia sido freira na França do século XVII, mas deixou o habito para se casar com Henry Waldegrave, membro da abastada família cuja casa senhorial se erguerá um dia no ponto em que agora existia a Paróquia de Borley. Tempos depois, ela teria sido estrangulada pelo marido que esconderá seus restos mortais no porão.
Novamente de volta aos restos do incêndio da Paróquia de Borley, Price e sua equipe começam a procurar sob os escombros. "Procurem sob o chão de tijolos, no porão", implorava uma das mensagens dos espíritos; após um só dia de escavações, a equipe de Price descobriu alguns ossos frágeis que acabaram sendo identificados como pertencentes a uma mulher jovem, para Price, a evidência de que havia algo verdadeiro naquela história da freira assassinada.

Aparentemente, um enterro cristão para os ossos deu ao fantasma da casa paroquial de Borley o sossego que ele tanto buscava havia tempos. Nunca mais se ouviu falar de assombrações na casa em ruínas, que foi finalmente demolida em 1944

Fonte: Geocities

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Chuvas de meteoros em Agosto

Em agosto vários radiantes se manifestam.

A seguir listamos os mais significativos.

Iota-Aquarídeos Austrais e Delta-Aquarídeos Boreais: Os dois radiantes podem ser vistos desde as 21 horas (a leste), até o amanhecer quando estão a oeste; por volta da 1h atingem a região mais alta do céu. São chuvas de pequena intensidade e com meteoros de fraco brilho. Os Iota-Aquarídeos Austrais se manifestam desde 25 de julho até 15 de agosto, atingindo um máximo em 4 de agosto, quando exibem uma taxa horária de cerca de 15 meteoros. Já os Delta-Aquarídeos Boreais mostram um máximo em 8 de agosto (taxa horária variável entre 4 e 10 meteoros), mas podem ser vistos desde 15 de julho até 25 de agosto. Estes meteoros estão associados ao Cometa 2P/Encke e são melhor observados no final da madrugada.

A Persêida: É uma clássica chuva e seus meteoros podem ser observados desde 17 de julho até 25 de agosto, com um máximo que ocorre geralmente de 11 para 12 de agosto. Para o ano de 2008 as previsões indicam que o máximo deve ocorrer próximo ao amanhecer do dia 12 de agosto, quando se espera uma taxa horária em torno dos 50 meteoros. Em São Paulo, o radiante (ponto do céu de onde parecerão surgir os meteoros) surge a nordeste por volta das 2h e permanece visível até o amanhecer; em torno das 4h 45min encontra-se à meia-altura para os lados do norte. Devemos, então, concentrar nossas observações na madrugada de 12 de agosto (de 11 para 12 de agosto). Associados ao cometa 109P/Swift-Tuttle, os persêidas são rápidos, com traços finos, geralmente brancos, amarelos ou alaranjados, com vários bólidos que se fragmentam e explodem. A Lua, entre as fases de quarto crescente e cheia na data de máxima ocorrência não deve prejudicar a observação dos meteoros.

Kappa-Cygnídea: chuva de baixa intensidade, com período de ocorrência entre 3 e 25 de agosto, com um máximo no dia 17. Apresenta lentos meteoros visíveis no início da noite. A área do radiante (ponto do céu de onde parecerão provir os meteoros) eleva-se a nordeste em torno das 19h, cruza a região do meridiano celeste, para os lados do norte, por volta das 22h; pode ser observada até a 1h, quando se encontra a noroeste. Em poucas aparições dessa chuva, a taxa horária atingiu 20 meteoros mas, normalmente, são relatadas taxas menos otimistas em torno dos 5 meteoros por hora, de fraco brilho, de coloração branco-azulada, com eventuais fireballs bastante lentos.

Iota-Aquárida Boreal: apresenta meteoros de fraco brilho aparente, como quase todos os do complexo de radiantes de Aquarius, ativo no período de julho a agosto. Junto à data de máxima ocorrência (19 de agosto), a taxa horária é de cerca de 10 meteoros, mas alguns observadores são menos otimistas e relatam taxas próximas dos 3 meteoros. O período de observação dos meteoros estende-se desde 11 de agosto até 20 de setembro. Em meados de agosto, o radiante é visto desde o início da noite (a leste) até o amanhecer (a oeste); por volta das 23h 30min encontra-se na região mais alta do céu.

Alpha-Aurígida Boreal: chuva que se manifesta no período de 10 de agosto a 1 de outubro, com máxima ocorrência de meteoros em 28 de agosto. Os observadores relatam o surgimento de meteoros lentos e brilhantes e, ocasionalmente, fireballs. No final de agosto e início de setembro, o radiante é visto a partir das 3h e pode ser observado até o amanhecer. Descritos como meteoros lentos pelos habitantes do hemisfério norte onde o radiante é circumpolar, acreditamos que, nessas latitudes, eles sejam vistos mais no começo da noite. No Brasil, o radiante surge apenas na madrugada. No sul do país eleva-se pouco em relação ao horizonte norte dificultando as observações.
Fonte: Observatório Céu Austral

domingo, 3 de agosto de 2008

DISCO VOADOR EXISTE?


A fotografia foi encontrada em um álbum de imagens antigas por um japonês da cidade de Tomioka, Província de Gunma, Japão. Ela é original da China, tomada durante o período da Segunda Guerra Mundial.Note à direita um garoto apontando para o disco voador.



Será um OVNI?
Uma das explicações mais usadas para justificar o avistamento de “luzes estranhas” no céu é a de que se tratavam de “satélites artificiais”. É certo que muitas das vezes podemos nos confundir com estes satélites que ficam orbitando o nosso planeta. Mas como saber se o que foi avistado se trata ou não de um satélite artificial? Os satélites artificiais não possuem luz própria. Logo, só refletem a luz solar quando penetram a zona de penumbra da Terra. Portanto, tão somente nesses momentos podem ser vistos a olho nú, se o observador se encontra na zona próxima. Naturalmente, o fato de ver um desses satélites artificiais depende também de seu tamanho e da altitude da órbita que ele descreve. Se o aparelho estiver a 30.000 quilômetros da Terra, não o vemos... Porém, se estiver a uma altura de 100, 200, 300, 400 e até 500 quilômetros, na hora de crepúsculo e dependendo de seu tamanho, pode ser localizado à simples vista. Isto significa que os satélites artificiais só podem ser vistos ao amanhecer, ou no crepúsculo. Assim que o satélite sai da zona de penumbra e penetra no cone de sombra da Terra, se torna impossível vê-lo, uma vez que a luz do Sol não mais incide sobre sua superfície. Sendo assim, não há qualquer possibilidade de se ver passar um satélite artificial durante o dia pois a luz do Sol “absorve-os”, assim como faz com as estrelas. Outro fato revelador é que a visão destes objetos quando uma pessoa se encontra no momento de penumbra ocorre muito poucas vezes. O tempo que um destes objetos leva para cruzar na totalidade toda a abóbada celeste pode variar entre três e trinta minutos, dependendo de diversos fatores como velocidade, altura, etc e sempre possuem a forma de uma estrela. Na verdade, a única diferença de um satélite para uma estrela é que estas piscam, e não se movimentam. Descartando as Possibilidades Temos acima que se o objeto avistado foge a estas características citadas, então não é um satélite artificial. Mas pode ser um balão metereológico, um jato, ou qualquer coisa do gênero passando por ilusões de ótica e efeitos estranhos provocados pelas forças da natureza. Vamos então explorar as possibilidades: Foi um Balão? Esta é outra das “desculpas” corriqueiras para os avistamentos, como o foi (desastrosa e ridiculamente) feito no caso Roswell, por exemplo. Uma maneira fácil e rápida de descartar quaisquer dúvidas sobre esta possibilidade, é observar a velocidade e a trajetória do objeto proposto. Um balão ou sonda metereológica não pode se movimentar muito rápido já que não possui motores. Estes se movimentam à velocidade e ao sabor das correntes de ar. Também não são capazes de realizar “manobras”, mudar de curso e altura repentinamente e seguidas vezes. Um fato que confunde é que algumas pessoas acham que balões não possuem luzes. Isso é motivo de enganos. Alguns balões possuem luzes sim, principalmente se forem balões de pesquisa – para que se tornem mais fáceis de serem localizados e recuperados por causa de seu alto preço. Mas raramente são tripulados.... Portanto, algo que se movimente de forma extremamente ágil e rápida, ou varie de altura e curso não pode ser um balão ou sonda. Uma Arma Secreta Talvez... Existe a possibilidade de que muito do que é avistado sejam protótipos, tecnologia de ponta, algo ainda não divulgado. Avaliemos esta hipótese: os objetos avistados conseguem fazer manobras fantásticas, mudar de curso e velocidade num piscar de olhos (segundo relatos de testemunhas, cruzam a abóboda celeste em 3 uo 4 segundos), e são capazes de pairar no ar, emitir luzes fortíssimas e ainda ssim não fazer ruído algum.
Será que o homem já desenvolveu esta tecnologia?
Será que já dominamos a gravidade, ou anti-gravidade?
Se a resposta for sim, como explicar que tais naves sejam vistas pela humanidade desde a pré-história segundo os registros encontrados?
Não posso afirmar que não temos tecnologia para tais façanhas. Só o que estou dizendo é que se existem tais tecnologias, não são conhecidas pela quase totalidade das pessoas. Mesmo assim, como explicaríamos a presença destas “naves” desde o começo de nossa história? Meteoros e Meteoritos? Estes são cristais de rocha ou de gelo que circulam pelas galáxias. Quando penetram em nossa atmosfera, a grande velocidade e o atrito com esta faz com que se superaqueçam e fiquem incandescentes, provocando sua luminosidade. Estes, assim como os satélites artificiais, não mudam sua rota, seguindo sempre em linha reta, salvo em casos de interferência externa. Normalmente, dependendo de seu tamanho, se desintegram antes de atingir a superfície do planeta. Seria o que nós chamamos de “estrela-cadente”. Outros Efeitos naturais? Me parece improvável que algum evento natural possa produzir uma forte e intensa luz a qual possa se movimentar no ar com incrível rapidez, alterar a intensidade da luz e mudar de cor, variar sua altura, mudar de curso e também pairar no ar, não citando os casos em que estas são vistas “pousadas”. Conclusão Quando um objeto não pode ser identificada como um avião, sonda, fenômeno meteorológico ou natural, e, entretanto, apresenta uma série de características concretas, essa coisa é designada como sendo um OVNI, ou “Objeto Voador Não Identificado”. Quando mais, um objeto voador não identificado desenvolve velocidades ascencionais inatingíveis pelos nossos veículos, a que outra conclusão poderíamos chegar? Se a essas velocidades fantásticas acrescentarmos movimentos de giro tático e evoluções impossíveis de serem realizadas pelos nossos atuais sistemas de navegação aérea, o que pensar?

sábado, 2 de agosto de 2008

ESPÍRITOS - A MORTE ESTÁ AO SEU LADO

"A fotografia não reproduz a realidade. Depende de como a imagem é capturada, de como é revelada, de como é concebida", diz um professor de fotografia à sua classe em determinado momento do filme ESPÍRITOS - A MORTE ESTÁ AO SEU LADO, ao exibir fotografias de um mesmo cenário - uma ponte -, feitas com ângulos e exposições diferentes à luz (mais clara, mais escura), comprovando, assim, que as fotos, mesmo quando feitas de um mesmo lugar na mesma hora, podem sair completamente diferentes. Aí é que está o ponto desta excelente produção tailandesa (e a Tailândia anda dando um show de cinema ultimamente) de 2004: se a fotografia não reproduz a realidade, será que ela pode registrar coisas que não fazem parte da nossa realidade? Como, por exemplo, fantasmas?Por aí, já dá para perceber que ESPÍRITOS - A MORTE ESTÁ AO SEU LADO - cujo título original, bem mais popular, é SHUTTER, e por isso passará a ser usado a partir de agora até o final do texto - é mais um filme de horror vindo do Oriente onde o sobrenatural ataca utilizando a tecnologia moderna. Ou seja: nada de casas assombradas, a onda agora é incomodar os vivos através da eletricidade. Anteriormente, nós já havíamos visto como os fantasmas agem através de TV e videocassete (na série RINGU), através do telefone celular (em PHONE), e através de computadores (em KAIRO), entre outros aparelhos domésticos. Agora chega a vez da fotografia, esta ciência fascinante de registrar imagens em filme. Tudo bem que hoje, em pleno século 21, vivemos uma era de bits, bytes e pixels, onde qualquer telefone celular dos mais vagabundos tira fotos. Esquecendo um pouco esta era de fotografia digital, SHUTTER, mesmo com uma história passada nos dias modernos, enfoca um tipo de fotografia mais romântica, aquela com filme, aquela da revelação à base de produtos químicos, aquela do suspense de ter de esperar as fotos serem reveladas para ver o que elas registram - ao invés de tê-la prontinha na hora, como acontece hoje em dia, graças à tecnologia das máquinas digitais.Vi SHUTTER em junho de 2005, na tradicional cópia baixada via Emule. Com legendas em inglês, ainda por cima. Havia lido alguns bons comentários sobre o filme em sites do tipo Bloody Disgusting. Aparentemente, a gringada estava se borrando de medo desta bem-sucedida produção tailandesa. Não esperava nada de muito espetacular quando comecei a ver o filme no computador, numa sala mergulhada no mais completo silêncio e escuridão. Em mais de uma oportunidade, fiquei completamente apavorado, num estado de permanente ansiedade. SHUTTER é um filme minuciosamente feito para dar medo. Visto sob condições ideais (leia-se: NÃO em cinemas repletos de pirralhos gritando e rindo), ele pega o espectador de jeito, mergulhando-o numa atmosfera tensa, opressiva e sinistra de medo e mistério, que não dá nem um minuto de folga até a aterrorizante (ênfase no aterrorizante) e inesquecível cena final.Mas será que um filme de horror oriental ainda tem alguma coisa para mostrar de diferente, agora que uma boa parte do público já está saturada de ver atores de olhinhos puxados enfrentando fantasmas femininos, com longos cabelos compridos, que andam de um jeito engraçado? Convenhamos: depois de RINGU, JU-ON e seus remakes - mais DARK WATER, os dois THE EYE e tantos outros que só estão disponíveis pela Internet -, muitas das estratégias usadas pelos cineastas orientais para provocar medo no espectador já viraram clichê. Especialmente aquelas cenas que incluem água, seja em poços, banheiras ou pias - e, pior, há uma cena dessas também em SHUTTER! Porém, e aí é que está a boa notícia, esta produção tailandesa vai na contramão do clichê. Tem a fantasma de cabelos longos? Sim, tem! Mas esta é a única semelhança que você vai ver entre SHUTTER e tudo que veio antes. Logo, não precisa ficar com o pé atrás... A trama é centrada em Tun (Ananda Everingham), um jovem fotógrafo de Bangcok que nada tem de artístico, que está acostumado àqueles trabalhos burocráticos - tipo casamentos, aniversários de crianças e formaturas. Sua namorada, Jane (Natthaweeranuch Thongmee), é uma estudante de jornalismo. Mas a história não se preocupa com tempos mortos, vai apresentando os personagens em meio à ação e já começa indo direto ao ponto: logo nos cinco minutos iniciais, Tun e Jane estão bebendo na festa de casamento de um amigo do rapaz, Tonn (Unnop Chanpaibool). Eles saem de carro pela estrada escura, meio "altos" e "alegrinhos", e, durante um momento de desatenção de Jane ao volante, uma garota atravessa a pista, sendo colhida em cheio pelo automóvel. Após a violenta batida, o carro vai parar em uma valeta, batendo em cheio numa placa. Tun machuca a cabeça no vidro da porta do passageiro e fica atordoado. Então Jane olha apavorada pelo retrovisor e enxerga o corpo da pedestre esticado no meio da estrada. Com medo, Tun se desespera ao ver que um carro se aproxima. E faz o pior que poderia fazer naquela situação: obriga a namorada a fugir correndo dali, deixando para trás a pedestre atropelada, sem prestar socorro.No dia seguinte, Tun vai cumprir um de seus compromissos profissionais, fazendo fotos da formatura de uma turma na faculdade. Enquanto percorre as fileiras de formandos com sua câmera, ele tem a impressão de ver um vulto pálido em meio aos estudantes, que logo desaparece, num passe de mágica. Sem se abalar, achando que tudo é coisa da sua imaginação, o jovem volta para sua casa/estúdio e inicia o processo de revelação dos filmes. Mas ao mesmo tempo em que Tun leva a coisa na boa, Jane não consegue esquecer do que aconteceu na madrugada, muito menos do fato de terem deixado a moça atropelada no meio da estrada - provavelmente abandonando-a à morte.Sem dar ouvidos às preocupações de Jane, Tun vai ao laboratório de um velho amigo para pegar as fotos reveladas da formatura. É então que ele descobre, surpreso, que seu filme está "velado". Ou seja: de alguma forma, entrou luz no filme e "manchou" as fotos com grandes riscos luminosos, brancos. Sem uma explicação para o fenômeno, Tun volta para seu estúdio e começa a examinar atentamente as fotografias. Descobre, então, que o mesmo vulto pálido aparece de perfil em uma das fotos. E, no primeiro grande susto do filme, o vulto na fotografia se vira e encara o fotógrafo com uma expressão assustadora, fazendo qualquer ser humano normal pular da cadeira - a cena é realmente apavorante e pega de surpresa. Enquanto isso, Jane também está vivendo seus próprios problemas, sofrendo com pesadelos e alucinações onde vê a moça ensangüentada que eles atropelaram. Movido pelos apelos insistentes da namorada, Tun investiga o que aconteceu com a vítima; porém, não descobre nenhuma informação plausível na delegacia ou nos hospitais da cidade - é como se a atropelada tivesse literalmente desaparecido!Não demora muito para o casal desconfiar que há algo de sobrenatural nas fotografias. Eles vão até a redação de uma revista que trabalha com a publicação das chamadas "fotos espíritas", aquelas que supostamente registram fantasmas e espíritos. Porém, logo se frustram ao verem um diagramador manipulando algumas fotografias, sem a menor vergonha na cara, criando, num programa de edição, "fantasmas" falsos para enganar os leitores. Mas o editor da revista (Abhijati Jusakul, que foi assistente de direção na superprodução americana ALEXANDRE, de Oliver Stone) aparece para dizer que nem todas as fotos do gênero são falsas. Neste momento, o jornalista mostra a Tun e Jane algumas fotos "reais", daquelas que circulam pela Internet, contendo toda uma variedade de espíritos e fenômenos esquisitos registrados em fotos (você certamente já recebeu alguma delas por e-mail). E explica: "Às vezes, os espíritos ficam ao lado de suas pessoas queridas. Estas fotos representam mais que lendas urbanas macabras. São sinais. Por que os mortos regressam ao mundo dos vivos? Eu acredito que estas sombras estão relacionadas com alguém que aparece na foto. Um pai, uma mãe, um amante... Ou alguém que cometeu alguma maldade àquela pessoa quando ela estava viva". Sentiu o drama?Tun, apesar de estar presenciando ele próprio alguns fenômenos macabros, não dá ouvidos ao editor e acredita que todas aquelas fotos fantasmagóricas são, na verdade, montagens. Então o editor da revista mostra uma pasta repleta de fotos Polaroid - aquelas câmeras instantâneas, que tiram fotos na hora, sem usar filme fotográfico. "Como você vai fazer montagem nestas?", questiona o jornalista, deixando claro que aquelas fotos registram o momento e não poderiam ser alteradas. Pois aquilo mexe tantao com Jane que, à noite, analisando as estranhas fotos da formatura feitas pelo namorado, ela descobre que as sombras parecem sair da janela de um prédio da universidade, que aparece no fundo das imagens. Jane então consegue uma câmera Polaroid e vai até a tal sala - um laboratório de ciências. Ela está sozinha na sala e começa a fazer fotos instantâneas dos corredores desertos. A cada flash, a foto sai prontinha na frente da câmera, registrando a sala vazia. Porém, numa delas, aparece um vulto parado junto a uma prateleira! Essa era a gota d'água: Jane começa a relacionar os fenômenos fotográficos com a garota atropelada, descobrindo que ela era uma tímida estudante chamada Natre (Achita Sikamana).Qual a relação de Natre com Tun e Jane? O que aconteceu na noite do atropelamento? Será que Natre está morta e quer infernizar a vida do casal por ter lhe negado socorro? Ou está viva e aqueles fenômenos fazem parte de um plano maior, tipo EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO? É isso que Tun e a namorada tentam descobrir, já que os amigos do fotógrafo começam a morrer como moscas, em supostos "suicídios". Tudo parece estar ligado a algum fato obscuro no passado de Tun, e logo o casal de heróis se entrega a uma investigação que rende diversos sustos, aparições fantasmagóricas e reviravoltas surpreendentes - quando você acha que já "captou" tudo sobre a trama, um novo detalhe surge para mudar o que você já tinha como certo! E, conforme citei anteriormente, a sucessão de fatos macabros vai se encaminhando à chocante conclusão, numa daquelas imagens que dificilmente vai sair da sua cabeça por um bom tempo - mais ou menos como a visão de Sadako atravessando a tela da TV para o mundo dos vivos no já clássico RINGU. Prepare-se para ficar com os nervos literalmente à flor da pele!!! SHUTTER é uma verdadeira aula de cinema de horror. Efeitos especiais, quase não há - e eles não fazem a menor falta! A maior parte dos sustos está ligada aos efeitos sonoros. Sabe quando algo vai acontecer e a música vai subindo, subindo, subindo... até aquele TCHAN! que te faz pular da cadeira? Pois é, os americanos também aprontam dessas de vez em quando, mas a diferença é que eles são uns enganadores, que adoram usar o artifício em sustos falsos - por exemplo, o TCHAN! é seguido de um gato pulando do armário ou de um amigo da mocinha que veio por trás e lhe deu um susto. Aqui não: toda vez que a música começa a ficar sinistra, pode se preparar que o susto vem, e não é susto falso, sempre vem coisa feia pela frente! O máximo de "efeito especial" no filme é fazer a imagem em uma foto se mover. Ora, quantas vezes isso já foi mostrado pelo cinema antes? E mesmo assim o "clichê" não tira o impacto da cena. Outro "efeito especial" é a fantasma andando como aranha, outra coisa que não é lá muito novidade, mas que continua assustando...E o que dizer da figura da fantasma que inferniza a vida de Tun e Jane? Ora, não pense naqueles fantasmas feitos em computação gráfica no cinema americano, ou mesmo nas bizarrias compostas por Stan Winston, Tom Savini e outros especialistas de efeitos especiais. Na verdade, o fantasma de SHUTTER é bem parecido com aquele da série JU-ON: trata-se de uma garota com o rosto branco e umas lentes de contato sinistras, eventualmente com algum sanguinho no rosto, mas normalmente apenas pálida. Sem graça, você acha? Pois prepare-se para morrer de medo da dita cuja! Em alguns momentos, acredite, ela consegue colocar no chinelo até a famosa Sadako! E já que citei JU-ON, é interessante comprovar que tanto neste quanto em SHUTTER existem cenas onde o protagonista é assombrado em sua própria cama, normalmente o local onde pensamos estar mais seguros e protegidos. No caso, em SHUTTER, a fantasma lentamente puxa o cobertor de Tun enquanto ele tenta dormir. Caramba, quantas vezes, na infância, a sua mãe lhe disse que um fantasma iria lhe puxar o cobertor caso não se comportasse? Pois o filme evoca não só os "medos modernos", ligados à tecnologia, mas também estes medos da infância, como o pavor de não estarmos protegidos nem mesmo debaixo das cobertas de nossa própria cama! Além dos efeitos sonoros e da maquiagem da fantasma, SHUTTER conta ainda com uma arrepiante trilha sonora, que realça os momentos mais sinistros. A cena em que Tun e Jane olham as fotografias espíritas é macabra, em grande parte, por causa da música de Chartchai Pongprapapan - até porque muitas das fotos mostradas são evidentemente montagens. Porém, com a trilha que embala a cena, você quase começa a acreditar em fantasmas. E é a música também que ressalta a - lá vamos nós de novo - chocante imagem final.Não bastassem tantas qualidades, o filme ainda se desenvolve com rapidez, empilhando os sustos um atrás do outro, sem tempo para deixar o espectador respirar. A maior parte dos sustos explora lugares comuns, principalmente salas escuras. Este, por sinal, é mais um pavor da infância evocado pelo roteiro: o medo do escuro. Para completar, quase todos os sustos funcionam, e vários são completamente imprevisíveis. SHUTTER também acerta ao mostrar o mínimo, preferindo assustar o espectador ao esconder o que os personagens vêem - muitos, por exemplo, terão um ataque de ansiedade na cena em que Tun fica preso numa sala escura, iluminada apenas por repentinos flashes das câmeras fotográficas! Por estes fatores citados - efeitos sonoros, maquiagem simples, trilha macabra e ritmo -, é que eu recomendo que SHUTTER seja visto com todo aquele "clima" necessário para a imersão total na assustadora trama. Não com adolescentes lambões gritando e conversando ao redor. No final, como é comum nas produções orientais, algumas coisas ficam sem explicação. Acontece que os filmes vindos do Oriente privilegiam mais o medo e menos as justificativas, ao contrário do que fazem as produções ocidentais. Uma coisa que nunca fica bem clara é o porquê do acidente de carro no começo (quem viu o filme sabe do que estou falando). Falta ainda também uma justificativa para o tempo que a fantasma esperou para iniciar sua "vingança" (outra dúvida que só vai fazer sentido para quem já viu). Se o roteiro não se preocupa em explicar estes detalhes, por outro lado não faz a menor diferença: a trama é tão bem bolada (e simples!) que você aceita com naturalidade os acontecimentos, e só vai se questionar sobre alguns detalhes bem depois que o filme terminou. Para arrematar: SHUTTER é um filme que você provavelmente vai ter que ver duas vezes, para pinçar algumas coisas que ficam meio "no escuro" na primeira vez. Só vou deixar uma pista: um dos elementos aparentemente mais importantes da trama na verdade NÃO tem nada a ver com o que acontece! SHUTTER é o primeiro filme de uma dupla de diretores tailandeses que logo deverá estar sendo contratada para trabalhar em Hollywood. Seus nomes são complicados e não muito fáceis de lembrar: Banjong Pisanthanakum e Parkpoom Wongpoom. O roteiro foi escrito pela dupla com a ajuda de um terceiro homem, Sopon Sukdapisit. Nenhum dos três têm lá muita experiência no cinema - e a maior parte do elenco está aqui trabalhando em seu primeiro filme. Mas os diretores já mostram uma grande experiência, principalmente ao reaproveitar clichês já manjados do gênero. A forma como eles trabalham o suspense é primorosa, e SHUTTER ainda tem alguns momentos incríveis. Um deles é o take único em que Tun vê um amigo se atirando da sacada de um prédio; ele então corre até a sacada, SEM CORTES, e vê o corpo estatelado sobre um carro, no térreo!!!O filme de Banjong e Parkpoom estreou nos Estados Unidos num pequeno festival de cinema, sem grandes divulgações (até porque muitos pensavam que era apenas mais um terror oriental). Mas logo acabou gerando uma fantástica propaganda boca-a-boca. Alguns espectadores saíam verdadeiramente aterrorizados do cinema, pálidos e tremendo, chamando a atenção de outros que queriam ver o que havia ali de tão aterrador. Surpreendentemente, as críticas negativas eram mínimas, e normalmente feitas por aqueles chatonildos de plantão.Bem, já finalizando, se você, como muitos chatonildos por aí, acha que o terror vindo do Oriente já deu o que tinha que dar, SHUTTER é o filme ideal para fazê-lo mudar de idéia. Sem sombra de dúvida, uma das melhores e mais bem-boladas histórias de fantasmas em muitos anos - além de verdadeiramente assustadora. Claro, sempre tem aqueles que pensam que os filmes japoneses, chineses, tailandeses, coreanos, etc. são todos iguais, com suas meninas-fantasmas de cabelo comprido que aparecem e desaparecem de repente. Agora, se você também pensa assim... Meu amigo, você está cometendo uma injustiça sem tamanho!Talvez até você pense, depois de ler este artigo, que SHUTTER é mais uma cópia de O CHAMADO e de O GRITO - até porque algumas cenas envolvem água e cabelos compridos, e até porque os fantasmas de SHUTTER e O GRITO são bem parecidos. Porém as semelhanças param por aí: SHUTTER é uma história original - apesar de simples. E se você não tem o discernimento de perceber a diferença entre todas estas produções, e continua achando que filme oriental é tudo igual, acho que o negócio é você continuar de quatro para o cinema americano, onde os filmes são bem diferentes uns dos outros e os roteiros são originalíssimos - quantas vezes os filmes made in EUA mostraram assassinos mascarados correndo atrás de adolescentes, mesmo? E para quem não gosta do cinema oriental, sempre existirá a produtora Dark Castle e seus "filmaços de horror" cheios de efeitos especiais e garotas peitudas, como 13 FANTASMAS e A CASA DE CERA... Agora, se você é um espectador de cabeça aberta, ciente que o horror se faz com histórias assustadoras e sem abusar dos efeitos especiais, então o negócio é render-se a SHUTTER - e preparar-se para ficar com receio toda vez que for tirar uma fotografia em algum lugar ermo. Quem sabe não sai uma pessoa indesejada - e inexistente! - na imagem??? Você nunca mais vai olhar do mesmo jeito para aquelas manchas e sombras que às vezes aparecem nas fotos...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mediunismo - Mediunidade - Animismo e Mistificação

Por: Freddy Brandi - Foto: Allan Kardec

A expressão mediunismo, criada por Emmanuel, designa as formas primitivas de mediunidade que fundamentam as crenças e a religião primitivas. Primitivismo; adoração inclusive de objetos inanimados, broches, talismãs, amuletos, e etc., o fetichismo nas crenças indignas e religiões africanas. A diferença entre Mediunismo e Mediunidade está na conscientização do problema mediúnico. "A mediunidade é o mediunismo desenvolvido, racionalizado e submetido à religião religiosa, filosófica e às pesquisas científicas necessárias ao esclarecimento dos fenômenos, sua natureza e suas leis.O mediunismo divide-se em vários ramos correspondentes, as noções africanas de que procedem. Existem as mais e as menos elevadas:Umbanda: - São as práticas mais elevadas e voltadas para o bem.Quimbanda: - Rituais selvagens provocados pelo sangue dos animais sacrificados e queima de pólvora e outros rituais relacionados a inferioridades dos espíritos. Candomblé: - São as Danças nativas de origem africana e indígena.A Macumba: - É um ritual muito antigo. Diz Herculano Pires que a Macumba é um instrumento de sopro, geralmente, de bambu, que é tocado para chamar os espíritos do mato, é o "despacho", ao contrário do que se pensa, não é a oferenda de comidas e bebidas que é colocada nas encruzilhadas, mas o envio de espíritos inferiores para atacar as pessoas visadas.
Mediunidade: É a faculdade humana pela qual se estabelece a relação entre homens e espíritos. Não é um poder oculto que se possa desenvolver através de praticas, rituais ou pelo poder misterioso, desenvolve-se naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para captação mental, de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca e nos afeta, com as suas vibrações afetivas e psíquicas.
É a faculdade ou aptidão que possuem certos indivíduos determinados médium, de servirem de intermediário entre o mundo físico e espiritual. A mediunidade é dada sem distinção a fim de que os espíritos possam levar a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico, os virtuosos, para os fortalecer no bem, e os viciosos para os corrigir.
Mediunidade é simplesmente uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dócil, aos espíritos em geral. O bom médium é aquele que constrói boas qualidades morais e constantemente cultiva bons pensamentos, possui o hábito da oração e da leitura.
Dessa maneira , a mediunidade é a condição natural do homem, uma faculdade geral da espécie humana, que se revela em dois campos paralelos de fenômenos: os Anímicos: Que são os fenômenos mediúnicos, com há maior influência do espírito do médium na relação entre duas esferas, como nos casos de vidência. Espíritas: são fenômenos mediúnicos, quando, na relação, há uma atuação direta do espírito desencarnado sobre o encarnado, como ocorre na audiência e na psicografia.
Mistificação: São os escolhos mais desagradáveis da prática espírita; mas há um meio de evita-los, o de não pedires ao espiritismo nada mais do que ele pode e deve dar-vos; seu objetivo é o aperfeiçoamento moral da humanidade. Desde que, não vos afasteis disso, jamais sereis enganados, pois não há duas maneiras de compreender a verdadeira moral, aquela de que todo homem de bom senso pode admitir; mesmo que o homem nada peça, nem que evoque, sofre mistificações, se aceitarem o que dizem os espíritos mistificadores. Se o homem recebesse com reserva e desconfiança tudo que se afasta do objetivo essencial do espiritismo, os espíritos levianos não o enganariam tão facilmente.
Mistificar: Quer dizer; enganar , trapacear, burlar, tapear, iludir, iniciar alguém nos mistérios de um culto, torna-lo iniciado, abusar da boa fé.
“Do que se conclui que só é mistificado aquele que merece”
Animismo: (anima – alma) Sistema fisiológico que considera a alma como causa primária de todos os fatos intelectuais e vitais, isto é, expõe o fenômeno anímico como a manifestação da alma do médium, portanto, á alma do médium pode manifestar-se como qualquer ouro espírito, desde que goze de certo grau de liberdade, pois recobra os seus atributos de espírito e fala como tal e não como encarnado. Para que se possa distinguir, se é o espírito do médium ou outro que se comunica, é necessário observar a natureza das comunicações, através das comunicações e da linguagem.
Outro grande engano é confundir Animismo com Mistificação. "Na verdade a questão do Animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, manifestações anímicas".A conclusão que chegamos é que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. Existem também manifestações de animismo puro, ou seja, comunicação produzida pelo espírito do médium, sem a participação de outro espírito - encarnado ou desencarnado, pode ocorrer um processo espontâneo de regressão de memória. Existem fraudes de médiuns e de Espíritos que nada têm a ver com o animismo e o mediunismo. Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos. Existem a dos Espíritos que usam nomes falsos para desequilibrarem àqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais. Devemos conservar a humildade e agradecer constantemente a oportunidade de servir.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Terra Oca




Segundo esta teoria, a terra não é uma esfera sólida com um centro ígneo de metal fundido , como ensinam os livros didáticos, mas apresenta o seu interior oco , com aberturas localizadas nos pólos norte e sul



1o. Enfoque :
Foi formulado por um escritor americano , Willian Reed, em 1906 , sendo posteriormente ampliada por outro americano , Marshall B. Gardner, em 1920.
Willian Reed, em seu livro Phanton of the polos (Fantasma dos Polos) , publicado em 1906 , reúne a primeira compilação de evidências científicas, baseadas nas narrativas dos exploradores árticos . são suas afirmativas:
"A terra é oca. Os polos há tanto buscados são fantasmas. Há aberturas nas extremidades norte e sul. No interior estão grandes continentes, oceanos, montanhas e rios. É evidente a vida vegetal e animal neste novo mundo, que é provavelmente povoado por raças desconhecidas dos moradores da superfície da terra . "

Reed chama a atenção para o fato de não ser a terra uma esfera perfeita, e sim achatada nos polos, e que começa a se achatar quando se aproxima dos hipotéticos pólos e sul. Assim, os polos , estão na realidade no ar, dada a existência ali das aberturas. Daí o comportamento estranho da bússola nas altas latitudes. Ele narra os acontecimentos dos navegadores Peary e Cook nas proximidades das latitudes 70 e 75 graus. É nessa latitude que a terra principia a se curvar para dentro . O clima e as temperaturas existentes no interior da terra, segundo a teoria de Reed , eram devidas à erupções vulcânicas .
Foi observado também que em latitudes próximas de 90 graus, a bússola sofre a tendência de apontar sua agulha verticalmente (perpendicularmente ao seu plano) .
Segundo todas estas teorias a terra era originalmente uma bola de fogo e de metal fundido. A força centrífuga, resultante da sua rotação em torno do seu eixo, fez com que seu material sólido fosse arremessado para a periferia e com o resfriamento foi sendo formado uma crosta sólida . Como a velocidade desta massa ignea nas regiões polares era menor , formou-se duas aberturas nestas extremidades.

2o. Enfoque :
Quatorze anos mais tarde , Marshall B. Gardner publicou o livro : A Journey to the Earth's Interior ou Have the Poles Really Been Discovered ?. Ele apresenta praticamente os mesmos conceitos da estrutura da terra, mas acrescenta a existência de um sol central como causador da aurora boreal e responsável pelo clima ameno do interior e temperaturas mais elevadas nas aberturas polares.
De acordo com Marshall Gardner , a borda da abertura polar - o verdadeiro polo magnético - é um grande círculo de 2250 km de diâmetro. É tão grande , que , quando um explorador passa por ele, como muitos o fizeram , não percebe que está seguindo para o interior da terra, e sim imagina que continua na sua superfície, devido à sua declividade ser muito suave.
No livro de Gardner existem um diagrama indicando as várias etapas de uma jornada imaginária através do interior do planeta . No ponto D temos a primeira visão da coroa do sol central. Do ponto E o sol é visto inteiramente.

A atração gravitacional é mais forte ao redor da curvatura que liga o exterior ao interior do planeta . Um homem de 68 kg , provavelmente pesaria 136 kg neste trecho da viagem , e quando alcançasse o interior da terra pesaria somente 34 kg.

Gardner amplia a sua teoria , afirmando que não só a terra mais todos os planetas do sistema solar apresentam a mesma conformação e faz comparações com as nebulosas espiraladas , procurando evidências astronômicas para reforçar sua teoria .

3o. Enfoque :
Com a publicação do livro de Raymond Bernard - A terra Oca- a informação sobre a existência dos mundos interiores atingiu um certo nível de massificação. Tornou-se imensa a variedade das formas de conceber esses mundos , das descrições que deles se fazem.
Bernard o concebe como uma realidade física e objetiva. A superfície interna da crosta terrestre possui acidentes geográficos - campos , florestas, rios e mares. Ali existem cidades, vias de comunicação, equipamentos, bibliotecas - toda uma civilização.
Muitos exoteristas, principalmente no Brasil, entre teosofistas não ortodoxos, teúrgicos, eubióticos - afirmam que essa civilização está muito avançada em relação à nossa, em todos os aspectos . Ali, é a região da Eterna Primavera, com um sol interior brilhando perenemente no meio do céu interno. Os intraterrenos (como são chamados os seres que habitam no interior da terra) têm interesse diretor no que se passa na terra exterior , sempre nos vigiando e ajudando na nossa evolução. Suas formas de atuação incluem a visita de naves, tripuladas ou não. Há uma versão disto, de certa forma registrada por Raymond Bernard, segundo o qual extraterrestre e intraterrestres são, afinal de contas, os mesmos seres. Para que isto se torne possível, os defensores da idéia elaboraram uma teoria. Sustentam eles que os Intraterrenos mantém um intenso intercâmbio como os ExtraTerrestres. O trânsito das naves se faz pela via de um hiperespaço, onde a natureza funciona segundo outras leis. O portal de entrada e saída estaria no centro do sol interior .

Evidências Apresentadas:
As teorias de Reed e Gardner encontram confirmação nas expedições que o contra almirante Bird fez ao Ártico e à Antártica . Na primeira expedição, realizada em 1947. Nesta 1a. expedição Bird voou em direção ao polo norte , percorrendo 2730 km, retornando para se reabastecer. Nas suas narrativas, conta que progrediu para além do polo, encontrando terras sem gelo, com lagos e montanhas cobertas de florestas , vendo no seu sobrevoo um enorme animal parecido com o mamute, deslocando-se na vegetação rasteira . Na segunda expedição,comandada por Bird foi realizada na Antarctica ; ultrapassando 3.690 km além do polo sul . o voo, realizado pelo contra almirante no dia 13 de janeiro de 1956 , conta com fatos inusitados . Ao retornar desta expedição, teria Bird declarado : "a atual expedição descobriu uma vasta terra nova ". Contemporâneos seus teriam declarado : "Havia um estranho vale embaixo, era verde e luxuriante. Havia montanhas cobertas por vastas florestas e havia grama viçosa e vegetação rasteira ". em 1957, o mesmo almirante Bird teria dito : "aquele continente encantado no céu , terra de mistério eterno . " e assegurou que a sua expedição polar do sul foi "a expedição mais importante , na história do mundo - tendo descoberto uma terra nova vasta ." Naturalmente , por ser militar , muitos segredos permaneceram ocultos aos civis ; e estes fatos caíram no esquecimento.

Em fevereiro de 1947 , quase na mesmo ocasião em que Bird fez a sua grande descoberta de terra além do polo norte ,foi feita outra constatação do continente Antártico , o do Oásis de Bunger. Esta outra descoberta foi feita pelo capitão de corveta David Bunger, que pilotava um dos 6 aviões de transporte na operação Highjunber, da marinha dos EUA(46/47) . Ele estava voando terra adentro , da barreira de gelo de Shakleton, perto da costa da Rainha Mary , na terra de Wilkes, cerca de seis km da linha da costa , quando avistou uma terra livre de gelo . Os lagos observados neste oasis eram de diferentes cores, variando do vermelho ferruginoso ao verde e azul escuros, cada um deles com aproximadamente 5 km de extensão.Amerissando com seu hidroavião em um dos lagos, observou praias e declives suaves . Em alguns dos lados do oasis, observou grandes paredões de gelo de aproximadamente 30 m de altura ,e em outros declives de gelo suaves e graduais .

Existem também relatos de civis, que se aproximaram dos polos norte e sul .
Um dos relatos veio de um homem de ascendência nórdica : "vivia perto do círculo polar Ártico , na Noruega . Num verão, eu e um amigo, resolvemos fazer uma viagem de barco juntos, e ir tão longe quanto pudessemos para o Norte. Assim, armazenamos provisões de boca para um mês,num pequeno barco de pesca, e nos fizemos ao mar, com vela e também com um bom motor de popa.

No fim de um mês , tinhamos viajado bem longe, para o norte, além do polo e numa estranha e nova região.Ficamos muito espantados com o clima de lá .Quente, e às vezes as noites eram tão cálidas , que quase não se podia dormir (Narrativa semelhante de alguns navegadores que passaram naquelas latitudes) . Depois vimos algo tão estranho que ficamos ambos assombrados. Em frente do mar aberto e quente, em que estávamos, vimos o que parecia uma grande montanha. Naquela montanha, num determinado ponto, o oceano parecia estar desembocando. Confusos, continuamos naquela direção e nos encontramos navegando num vasto e profundo vale, que levava para o interior da Terra. Continuamos navegando e vimos então o que nos surpreendeu ainda mais - um sol brilhando dentro da Terra ! . "

"O oceano que nos tinha levado para dentro do interior oco da Terra, gradualmente transformou-se num rio. O rio percorria toda a superfície interna do mundo, de uma extremidade a outra. Ele pode ir, se se o segue sempre, de um polo a outro ."
"Vimos que na superfície interna existia terra e água. Há abundância de luz solar e m uita vida, tanto animal como vegetal. Navegamos mais e mais , para dentro desta região fantástica, porque tudo era de tamanho grande em comparação com as coisas do lado de fora. As plantas são grandes, as árvores enormes e , finalmente , chegamos até os GIGANTES . "
"Eles viviam em lares e cidade, da mesma maneira que o fazemos aqui. Usavam um tipo de condução elétrica, semelhante a um monotrilho, para transportar as pessoas. Corria ao longo das margens do rio, de cidade para cidade. "
"Vários dos habitantes do interior da Terra - gigantes enormes - descobriram nosso barco no rio e ficaram muito surpresos. Entretanto , foram bastante amistosos . Fomos convidados a jantar com eles, nos seus lares, e assim separei-me do meu companheiro, que foi para o lar de um dos gigantes, enquanto eu ia para a casa de outro . "

"Meu amigo gigantesco me levou para a sua casa, apresentou-me a sua família e fiquei completamente aterrorizado ao ver o tamanho enorme de todos os objetos do seu lar. A mesa de refeições era colossal. Foi posto na minha frente um prato com uma quantidade tão grande de comida que poderia me alimentar abundantemente por uma semana . O gigante me ofereceu um cacho de uva e cada uma delas tinha o tamanho de um pêssego . Provei uma e achei bem mais doce do que qualquer uma que tivesse comido 'do lado de fora' . No interior da Terra todos os frutos e hortaliças são bem mais gostosos e saborosos do que os que temos aqui na superfície externa . "

Permanecemos um anos com os gigantes, apreciando tanto o seu companheirismo quanto apreciavam nos conhecer. Observamos muitas coisas estranhas e fora do comum, durante nossa visita à esse povo notável e ficávamos continuamente assombrados diante do seu progresso científico e das suas invenções. Durante todo o tempo, jamais foram inamistosos para conosco, e permitiram que retornássemos para os nosso próprios lares , oferecendo-nos proteção caso precisassemos . "

Uma experiência semelhante de uma visita ao interior da terra pela abertura polar, foi citada por um norueguês chamado Olaf Jansen, e registrada no livro The Smoky God, de autoria de Willis George Emerson, um escritor americano. O livro é baseado numa narrativa feita por Jansen ao Sr. Emerson, antes da sua morte, descrevendo suas experiências reais, durante a visita que fez ao interior da terra e aos seus habitantes. O título faz referência ao sol central do interior oco da terra, que sendo menos brilhante e menor que o nosso sol, aparece como "esfumaçado". O livro conta a experiência verdadeira de um pai e seu filho escandinavos que , com seu pequeno barco de pesca e ilimitada coragem, tentam encontrar a "terra além dos ventos do norte ". de cuja beleza e calor tinham ouvido falar. Uma tempestade de vento enorme os leva através da abertura polar em direção ao interior oco da terra. Ficando lá por dois anos, regressaram pela outra extremidade sul (Antártica). O pai, foi acidentado quando um Iceberg destruiu o barco, vindo a falecer. Seu filho foi salvo e quando contou o ocorrido foi considerado como louco, ficando 24 anos em um manicômio.Silenciando-se posteriormente, veio para os Estados Unidos, e somente com 90 anos contou a história ao novelista Willis George Emerson, deixando-lhes os mapas e o manuscrito narrativo da sua experiência .As suas narrativas coincidem com a anterior , acrescido que os habitantes vivem de 400 a 800 anos .

Outra evidência é a presença de inúmeros animais selvagens numa terra considerada inóspita como o polo norte .
Os exploradores polares mencionam a existência tanto de fauna quanto de flora no extremo norte. Muitos animais como o boi almiscarado, estranhamente, migram em direção ao norte, no inverno, o que fariam somente se lá existisse uma terra mais quente. Também observam-se a presença cada vez mais frequente de ursos polares e raposas naquelas regiões. Borboletas, abelhas e até mosquitos numa região circundada por gelos eternos. Encontram-se variedades desconhecidas de flores.Revoada de pássaros são vistas constantemente e as lebres são abundantes , transformando esta região num viveiro para os predadores . Outro escritor disse que "viu todos os tipos de animais de clima quente e milhões de pássaros tropicais .Eram tantos que até um cego podia derrubar várias delas com um tiro. A vista era adorável , tanto do céu como da terra, e era mais magnífica do que qualquer outra já observada no exterior da terra . "

Lendas Indígenas e de outros povos:

Dizem os esquimós que os seus ascestrais vieram de uma terra paradisíaca no interior da terra e muitas das suas lendas mencionam uma grande abertura ao norte , e existem referências de migrações de alguns indivíduos naquela direção .
Os índios carajás (no Brasil) afirmam que são originários de um mundo subterrâneo, onde a luz do sol penetra enquanto aqui é noite . E dentro deste mundo viviam seus antepassados . Eram muito felizes e morriam de velhice só mesmo depoisde terem cansado de viver. Um dia saíram de lá e passaram a percorrer a terra. Entretanto , um deles, por ser muito robusto, não conseguiu passar seu corpo pelo furo de pedra, e lá ficou entalado . Como não conseguiu passar, retornou para o interior e disse : "Não quero ir para este lugar, lá as coisas morrem cedo. Veja os galhos secos das árvores. Voltem para o nosso lugar, onde viveremos para sempre . "
Os irlandeses tem uma lenda acerca de uma terra adorável além do norte, onde a luz e o clima de verão são contínuos. Lendas escandinavas falam de uma terra maravilhosa, bem longe ao norte, chamada Última Thule