Ano VII - 2007/2013 - BLOG FENÔMENOS SOBRENATURAIS - Developed by IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - ESTADO DO RIO DE JANEIRO - BRASIL.
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domingo, 12 de abril de 2009

É possível identificar o espírito que fala por um médium?

Por Natanael Rinaldi
A o falar do valor da alma, acima do valor do corpo, Jesus declarou: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e corpo” (Mt 10.28).Ora, se devemos ter cuidado com o nosso corpo, procurando sempre, quando enfermos, o melhor médico de que dispomos, não deveríamos, com muito mais atenção, cuidar da nossa alma que sobrevive à morte do corpo? Mas não é isso que tem acontecido. A maioria das pessoas não se importa com o que possa acontecer com a sua alma depois da morte. Assim, adotam certas crenças que as levarão a perder suas almas e seus corpos na geena eterna (Ap 20.15).

Evocação de mortos

Uma prática muito difundida no Brasil é a mediunidade, ou seja, a suposta comunicação entre mortos e vivos por meio de um médium. Essa doutrina é ensinada por Allan Kardec, conhecido como o codificador do Espiritismo. Os que não admitem essa doutrina declaram que, na verdade, não se trata de espíritos de mortos que se comunicam com os médiuns, mas, sim, espíritos demoníacos que se manifestam nas sessões em que se evocam os espíritos.Allan Kardec explica como se dá a evocação dos mortos: “Em nome de Deus Todo-Poderoso, peço ao espírito de tal que se comunique comigo; ou, então, peço a Deus Todo-Poderoso permitir ao espírito de tal comunicar-se comigo... Não é menos necessário que as primeiras perguntas sejam concebidas de tal forma que a resposta seja simplesmente sim ou não, como, por exemplo: ‘Estás aí?’, ‘Queres responder-me?’, ‘Podes me fazer escrever?’” etc.1

Quem é quem?

Um grande problema aflige os espíritas: é possível identificar os espíritos que baixam nas sessões, evocados em nome de Deus? São eles realmente os espíritos das pessoas evocadas? Allan Kardec reconhece esse problema de grande importância para a validade da evocação. E declara: “O ponto essencial temos dito: saber a quem nos dirigimos2”.“O ponto essencial” é identificar o espírito que fala pelo médium. Diz mais Allan Kardec: “A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático. É impossível, com freqüência, esclarecê-la, especialmente quando são espíritos superiores antigos em relação à nossa época. Entre aqueles que se manifestam, muitos não têm nome conhecido para nós, e, a fim de fixar nossa atenção, podem assumir o nome de um espírito conhecido que pertence à mesma categoria. Assim, se um espírito se comunica com o nome de São Pedro, por exemplo, não há mais nada que prove que seja exatamente o apóstolo desse nome. Pode ser um espírito do mesmo nível por ele enviado 3 ” (grifo nosso).Assim, fica claro que não se pode identificar o espírito que se manifesta para dar notícias ou instruções.Kardec pergunta e os espíritos respondem:“Os espíritos protetores que tomam nomes conhecidos são sempre e realmente os portadores de tais nomes?”. “Não. São espíritos que lhes são simpáticos e que muitas vezes vêm por ordem destes 4”.Então, como fica uma pessoa convidada pelos espíritas e levada pela saudade que vai ao centro para ter notícias de seu falecido parente, por exemplo, um pai, uma mãe, irmão ou irmã? E o problema não é só esse. Ainda que o médium seja uma pessoa honesta e digna de toda confiança, quem pode afirmar com segurança que tal espírito que se manifesta por meio dele é o da pessoa evocada? Como julgar se um espírito é fulano ou beltrano, como diz ser? Pode ser que sim, pode ser que não, mas também pode ser um espírito substituto.

Allan Kardec reconhece a dificuldade e desabafa:“A questão da identidade dos espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do espiritismo; é que, com efeito, os espíritos não nos trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles assumem nomes de empréstimos 5 ” (grifo nosso).

Pode-se confiar nos médiuns?

Allan Kardec declara que é duvidoso crer na honestidade dos médiuns, o que aumenta ainda mais o problema para aqueles que admitem que ele existe. “Os médiuns de mais altos merecimentos não estão isentos das mistificações dos espíritos mentirosos. Em primeiro lugar, porque nenhum médium é suficientemente perfeito para não apresentar ponto vulnerável que pode dar acesso aos maus espíritos 6”.

Espíritos levianos

O problema fica mais grave ainda quando as seguintes palavras de Kardec são levadas em consideração: “Esses espíritos levianos pululam ao nosso redor, e aproveitam todas as ocasiões para se imiscuírem nas comunicações; a verdade é a menor de suas preocupações, eis porque eles sentem um prazer maligno em mistificar aqueles que têm fraqueza, e algumas vezes a presunção de acreditar neles, sem discussão7”.Apreciemos mais um problema levantado por Kardec: “Um fato que a observação demonstrou e os próprios espíritos confirmam é o de que os espíritos inferiores com freqüência usurpam nomes conhecidos e respeitados. Quem pode, assim, garantir que os que dizem ter sido, por exemplo, Sócrates, Júlio César, Carlos Magno, Fenelon, Napoleão, Washington etc., tenham de fato animado essas personalidades? Tal dúvida existe até entre alguns fervorosos adeptos da doutrina espírita, os quais admitem a intervenção e a manifestação dos espíritos, porém indagam como pode ser comprovada sua identidade8” (grifo nosso).

As aparências enganam

De fato, os espíritos que se manifestam nas sessões espíritas se apresentam sob a aparência de espíritos puros, iluminados, “com linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade” e para enganar, como admite o próprio Kardec:“É extremamente fácil diferenciar os bons dos maus espíritos. Os espíritos superiores usam com freqüência linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, isenta de qualquer paixão inferior, a mais pura sabedoria transparece dos seus conselhos, que visam sempre o nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. Há falsários no mundo dos espíritos como neste; não é, portanto, senão uma presunção de identidade que só adquire valor pelas circunstâncias que a acompanharam... Para aqueles que ousam perjurar em nome de Deus, falsificar uma assinatura, um sinal material qualquer não pode oferecer-lhe obstáculo maior. A melhor de todas as provas de identidade está na linguagem e nas circunstâncias fortuitas9” (grifo nosso).Repete Allan Kardec:“Pode-se colocar como regra invariável e sem exceções que a linguagem dos espíritos é sempre proporcional ao grau de sua elevação10”.Kardec se torna tão específico que chega a admitir que se um espírito pode “falsificar uma assinatura” pode chegar ao extremo de imitar as próprias expressões de Jesus. “Dir-se-á, sem dúvida, que se um espírito pode imitar uma assinatura, ele pode igualmente imitar também a linguagem. Isto é verdadeiro, temos visto os que assumiram afrontosamente o nome do Cristo e, para melhor enganarem, simulavam o estilo evangélico e prodigalizavam a torto e a direito estas palavras bem conhecidas: ‘Em verdade, em verdade, eu vos digo...’. Quantos médiuns tiveram comunicações apócrifas assinadas por Jesus, Maria ou um santo venerado11” (grifo nosso).

O cristão e o estado intermediário

Nós evangélicos cremos que a alma sobrevive e permanece em estado inteligente e consciente no intervalo entre a morte e a ressurreição do corpo. Entendemos que a alma é uma entidade consciente e inteligente que habita no corpo e que se separa do corpo por ocasião da morte física: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas, e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos, como eles foram” (Ap 6.9-11, ver também Lc 12.4-5 – grifo nosso).Algumas vezes, as palavras alma e espírito são empregadas como sinônimas para falar da parte imaterial do homem que sobrevive à morte da matéria, o corpo. Quando isso acontece, os termos alma e corpo têm o mesmo sentido. Alguns exemplos bíblicos:“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12.7).“E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7.59).Os textos de Eclesiastes 12.7 e Atos 7.59 falam da sobrevivência do espírito enquanto que Apocalipse 6.9-11 e Lucas 12.4-5 abordam a sobrevivência da alma como a parte imaterial do homem que sobrevive à morte do corpo, com consciência e inteligência - o “eu” do ser humano. “Pois qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está?” (1Co 2.11). Depois da morte física o cristão vai estar com Cristo no céu.“Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor. Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2Co 5.6-8).“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1.21-23).

O estado intermediário do incrédulo

O incrédulo vai para o Seol-Hades (inferno), e lá permanece em estado consciente de tormento. Hades indica o lugar da alma no intervalo entre a morte do corpo e a ressurreição do corpo, e aparece dez vezes no Novo Testamento.“E morreu também o rico e foi sepultado. E no inferno (Hades), ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado” (Lc 16.22-25).Seol-Hades indica o lugar da alma, enquanto o corpo vai para a sepultura (em hebraico, kever, kevurah e, em grego, taphos, mnema e mnemeion). Geena indica o lugar do corpo e da alma depois da ressurreição do Juízo final.“E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, [geena] para o fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre e o fogo nunca se apaga” (Mc 9.43).“Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados” (2Pe 2.9).

Espíritos malignos

Se os espíritos dos cristãos evangélicos vão para o céu (2Co 5.6-8) e os espíritos dos incrédulos, para o Seol-Hades (inferno), e lá permanecem sem poder sair (Lc 16.24-28), só há uma alternativa para o que acontece nas sessões espíritas: a presença dos espíritos malignos! Os espíritas não acreditam em demônios, mas isso não significa que eles não existem.“Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra? Se houvesse demônios, seriam obras de Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente votados ao mal?12”.

Nomes e características de Satanás

O diabo existe! Também existem os demônios que cumprem suas ordens. A Bíblia mostra a existência e trabalho deles.Diabo - significa sedutor, acusador dos irmãos: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada diabo e Satanás, que engana a todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (Ap 12.9).Satanás - indica que o diabo é inimigo, o grande adversário de Deus e dos filhos de Deus:“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8).Príncipe deste mundo - Satanás governa os homens e os governos humanos: “Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Ef 2.2).Pai da mentira - a mentira é uma de suas táticas. Não é apenas o mentiroso, mas o pai da mentira: “Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44).Anjo de luz - ele se disfarça em anjo de luz por meio de seus ministros: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2Co 11.14-15).

A Bíblia proíbe evocação aos mortos

A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá a história do espiritismo. Em Êxodo ela mostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas, quando os magos foram chamados por Faraó para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés apareceu diante desse monarca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12, 8.18).Mais tarde, já nas portas de Canaã, Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo. A mediunidade, por exemplo, era uma prática abominável aos seus olhos (Dt 18.9-12). O castigo para quem desobedecesse aos mandamentos de Deus nesse particular era a morte:“Qualquer homem ou mulher que invocar os espíritos dos mortos ou praticar feitiçarias deverá ser morto a pedradas. Essa pessoa será responsável pela sua própria morte” (Lv 20.27, ver também Êx 22.18).A Bíblia também indica que as pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras são amaldiçoadas por Deus:“Não procurem a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o futuro. Isso é pecado e fará que vocês fiquem impuros” (Lv 19.31).“Se alguém procurar a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o futuro, eu ficarei contra essa pessoa por causa desse pecado e a expulsarei do meio do povo” (Lv 20.6).O rei Saul, antes da sua apostasia, quando ainda estava na direção de Deus, baniu os praticantes de várias modalidades do espiritismo (lSm 28.3-9). Mais tarde, o reto rei Josias agiu da mesma forma (2Rs 23.24-25). O profeta Isaías também se dirigiu aos antigos espíritas que vaticinavam para o povo de Israel dizendo-lhes que essa prática era inútil e detestável aos olhos de Deus:“Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos! Mas vocês respondam assim: ‘O que devemos fazer é consultar a Lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor” (Is 8.19-20).

Jesus, a solução!

Caro leitor, muitos motivos e intenções têm levado as pessoas a se enveredar pelos caminhos da mediunidade. Quase sempre esse rumo é tomado pela obsessão da saudade de alguém que partiu deste mundo. Sabemos que é indescritível a dor causada pela perda de um ente querido e, de fato, a separação abrupta das pessoas que amamos resiste ao conformismo da situação, mas não existe solução para esta adversidade no espiritismo.Jesus é e tem a solução! Cristo venceu a morte e, por isso, pôde declarar: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).Para seus seguidores, a morte não é nada mais do que tirar uma linda flor do deserto e plantá-la no jardim do paraíso. Pense nisso e considere, ainda, que, além da explícita reprovação bíblica, o próprio mentor do espiritismo, Allan Kardec, demonstrou a impossibilidade de confiar que os espíritos, que se manifestam nas sessões espíritas, sejam fulano ou beltrano.Não se deixe enganar pela emoção! Não se deixe guiar pelos seus próprios caminhos! A advertência bíblica é bem oportuna: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele sãos os caminhos da morte” (Pv 14.12).

sábado, 11 de abril de 2009

Partes do corpo que não usamos

Partes do corpo humano que não necessitamos, e que estão ali, vai se saber o por que. Algumas são realmente incômodas, outras passam despercebidas, mas todas elas coincidem em algo: estão sobrando em nosso corpo. Assim pêlos, cóccix e dente do siso são nada mais que sobras evolutivas... marcas do passado.

Dentes do Siso


Já não são necessários para o tipo de alimentos que ingerimos. A não ser que alguém gosta de andar mascando mato por ai. Só 5% da população tem um jogo destes terceiros molares sãos.

Músculos extrínsecos do pavilhão auricular


São os músculos que permitem a algumas pessoas moverem suas orelhas. Não têm nenhuma outra utilidade que a de transformar, em quem os tem, em atração bizarra.

Órgão Vomeronasal (ou de Jacobson)


Um diminuto buraco à cada lado do septo nasal que está unido aos quimiorreceptores não funcionais. É tudo o que resta de nossa outrora grande habilidade para detectar feromônios.

Costelas do pescoço


Um conjunto de costelas cervicais, possivelmente restos da idade dos répteis, ainda aparece em menos de 1% da população. Com freqüência provocam problemas nervosos e arteriais.

Terceira pálpebra


Um ancestral comum às aves e os mamíferos tinha uma membrana para proteger o olho e varrer os resíduos para o exterior. Do os humanos conservam só um pequena prega no canto interior do olho (justamente onde entra o cisco).

Ponto de Darwin (ou tubérculo)


Um pequeno ponto de pele grudada na parte superior de cada orelha que aparece ocasionalmente nos humanos modernos. Poderia tratar-se de um remanescente de uma formação maior que ajudava ao homem a se centrar nos sons distantes.

Músculo subclávio


Este pequeno músculo situado abaixo do ombro, que vai desde a primeira costela até a clavícula, poderia ser útil se os humanos ainda caminhassem de quatro. Algumas pessoas têm um, outras não têm nenhum, e alguns poucos têm os dois.

Músculo palmar


Este músculo longo e estreito percorre o cotovelo até o pulso e já não existe em 11% dos humanos modernos. Ele deve ter sido muito importante para pendurar-se e escalar. Os cirurgiões aproveitam este músculo para empregá-lo em cirurgia reconstrutiva.

Mamilos masculinos


As glândulas lactíferas formam-se antes de que a testosterona provoque a diferenciação do sexo no feto. Os homens têm tecido mamário que pode ser estimulado para produzir leite e inclusive para amamentar.

Músculo eriçador do cabelo


Conjunto de fibras musculares lisas que permitem aos animais arrepiar sua pelagem para melhorar sua capacidade de isolamento ou para intimidar outros animais. Os humanos conservam esta habilidade ainda que obviamente perderam a maior parte de sua pelagem.

Apêndice


Este estreito tubo muscular unido ao intestino grosso, servia como área especial para digerir a celulose quando a dieta dos humanos consistia mais em proteínas vegetais que em animais. Também produz alguns glóbulos brancos.

Pelo corporal


As sobrancelhas, evitam que o suor caia nos olhos, e a barba masculina poderia ter algum papel na seleção sexual, mas aparentemente, a maior parte do cabelo restante no corpo humano não tem nenhuma função.

Músculo plantar


Com freqüência confundido com um nervo pelos estudantes novatos de medicina, este músculo foi útil para outros primatas, que o usavam para agarrar objetos com os pés. Já desapareceu de 9% da população humana.

Décima terceira costela


Nossos parentes mais próximos, os chimpanzés e gorilas, contam com um jogo extra de costelas. A maioria de nós temos 12, mas 8% dos adultos ainda contam com um par a mais.

Útero masculino


Dentro da próstata, encontra-se um órgão reprodutor masculino não desenvolvido, lembrança do momento sem diferenciação de sexo pelo qual todo embrião passa.

Dedos do pé (menos o dedão)


O humano utiliza o dedão do pé para equilibrar-se. O resto só serve para fazer sofrer quando se choca contra a quina de algum móvel.

Cóccix


Nossos ancestrais hominídeos perderam o rabo bem antes de começar a andar. O que sobrou é o cóccix, um conjunto de três a cinco vértebras fundidas no fim da coluna dorsal. Sua única função é ajudar a manter os músculos da região estruturados, mas sua remoção não prejudica o paciente. Só serve para causar uma dor lancinante quando caímos de traseiro.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Como é feita a cremação de cadáveres?

Basicamente, os corpos são colocados em fornos e incinerados a temperaturas altíssimas, fazendo carne, ossos e cabelos evaporarem. Só algumas partículas inorgânicas, como os minerais que compõem o osso, resistem a esse calor para lá de intenso. São esses resíduos que compõem as cinzas, o pozinho que sobra como lembrança dos restos mortais de uma pessoa cremada. "No corpo humano, não existe nenhuma célula que tolere uma temperatura maior que 1 000 ºC. Um calor como esse é suficiente para derreter até metais", afirma o médico legista Carlos Coelho, do Instituto Médico Legal de São Paulo. Apesar da aparência de prática moderna, a cremação é uma tradição de quase 3 mil anos. "Para as religiões do Oriente, queimar o cadáver é uma prática consagrada.
O fogo tem uma função purificadora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando a alma", diz o perito criminal Ugo Frugoli. No mundo ocidental, por volta do século 10 a.C., os gregos já queimavam em fogo aberto corpos de soldados mortos na guerra e enviavam as cinza para sua terra natal. Apesar desse histórico, a cremação foi considerada ilegal em várias épocas, principalmente por motivos religiosos. Para os judeus, por exemplo, o corpo não pode ser destruído, pois a alma se separaria dele lentamente durante a decomposição. Já os espíritas pedem que o cadáver não seja incinerado antes de 72 horas - segundo eles, esse é o tempo necessário para a alma se desvincular do corpo. Entre os católicos, evangélicos e protestantes, não há restrições tão severas.
No Brasil, a cremação é regulada pela Constituição. Quem quiser ter o cadáver reduzido a pó precisa deixar essa vontade devidamente registrada, com documento assinado por testemunhas e reconhecido em cartório. No fim de tudo, pode ser opção econômica para quem não tem onde cair morto. Enquanto um sepultamento simples custa pelo menos 200 reais, o serviço pago em um crematório público numa cidade como São Paulo, por exemplo, sai a partir de 105 reais.
De volta ao pó
Incineração reduz um corpo de 70 quilos a menos de 1 quilo de cinzas
1. O processo de cremação começa quando a pessoa ainda está viva. Não se assuste - é que ela precisa registrar em cartório a vontade de ter seu corpo transformado em pó. Em relação a um sepultamento comum, as diferenças aparecem depois do velório, quando o caixão não é levado até a cova, mas para uma sala refrigerada. Em alguns crematórios, um elevador se abre no chão e desce com o corpo até o andar de baixo, onde ficam as geladeiras

2. No subsolo funciona a chamada câmara fria. No crematório de São Paulo, por exemplo, o cômodo gelado é uma sala revestida de azulejos e com isolamento térmico, onde ficam prateleiras metálicas com capacidade para até 4 caixões. Os falecidos passam 24 horas no frio. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, no caso de mortes violentas como assassinatos

3. Depois de um dia na geladeira, o cadáver entra em um forno com todas as roupas e ainda dentro do caixão - apenas as alças de metal são retiradas. Sustentado por uma bandeja que impede o contato direto com o fogo, o caixão é submetido a uma temperatura de 1 200 ºC. Esse calor faz a madeira do caixão e as células do corpo evaporarem ou volatilizarem, passando direto do estado sólido para o gasoso. O cadáver começa a sumir

4. Depois de até duas horas no forno, apenas partículas inorgânicas como os óxidos de cálcio que formam os ossos resistem à onda de calor. Esses restos são colocados no chamado moinho, uma espécie de liquidificador que tritura os ossos com bolas de metal que chacoalham de um lado para o outro

5. O moinho funciona por cerca de 25 minutos. Depois dessa etapa, as cinzas em pó são guardadas em urnas e entregues à família do morto. No final do processo, uma pessoa de 70 quilos fica reduzida a menos de um quilo de pó. Em uma cidade como São Paulo, uma cremação custa a partir de 105 reais, metade do preço de um enterro simples
Fonte: Mundoestranho
Foto: mortehumana

segunda-feira, 6 de abril de 2009

SOFRIMENTO DE UM SUICIDA

Nota do compilador: Abaixo, uma pequena mostra do sofrimento de um suicida no Plano Espiritual. Várias obras ditadas pelos espíritos nos dão conta que o suicídio é a pior saída para quem quer fugir de situação que acha impossível solucionar. Ninguém tem o direito de tentar impedir a ordem natural da vida. Quem desejar saber com profundidade as conseqüências de um suicídio, pode ler a obra "Memórias de Um Suicida", ditada pelo espírito do famoso e importante escritor Camilo Castelo Branco, onde nos conta todo o seu sofrimento após suicidar-se, em 1890.

Henri Numiers não acreditava que houvesse uma alma imortal animando seu saudável corpo de homem. Para ele, existiam apenas os ossos, as carnes, os nervos, artérias carreando o sangue necessário à vida. Era materialista. Por isso matou-se, assim tentando fugir à situação moral que o incomodava. Uma vez morrendo o homem, acreditava ele, a alma, se existisse, se extinguiria também com ele. Pensamento, amor, inteligência, sentimento, ação, honra, desonra, ódios, amarguras, decepções, tudo o que constitui o ser moral humano cria ele que se aniquilava no túmulo juntamente com o corpo. Dos belos sermões filosóficos de Rômulo e de Thom sobre os graves problemas do homem e sua alma imortal, feita à imagem e semelhança de Deus, Henri só guardava a lembrança da ansiedade com que esperava o fim para regressar a Numiers e rever Berthe. Contudo, o maior desapontamento o desgraçado moço colheu do seu ato de suicídio quando, ao primeiro amargor que a vida lhe apresentara, desejou furtar-se a ele, matando-se.

Caíra de todo a noite e em Numiers e suas imediações pairava completo silêncio. Havia alguns meses que Henri desaparecera do mundo terreno, mas a desolação era porventura maior tanto em Numiers como em Stainesbourg e Fontaine. Pai Arnold não mais trabalhava, desinteressando-se da prosperidade da Quinta, e Marie continuava enferma. Era inverno. Contudo, naquela noite, o luar irradiava, emprestando àquele recanto da velha Flandres certa doçura de ambiente.

Na aldeia de Numiers uns dormiam, outros velavam, alguns sofriam e choravam, e o silêncio presidia tudo. De súbito, um grito agudo e forte repercutiu do vale do ribeiro estendendo-se pela aldeia. Na Quinta, que ficava próxima a esse vale, o grito fora também ouvido. Os cães uivaram tristemente, as ovelhas baliram, dolorosas, no aprisco, cochicharam os galináceos, assustados... e Marie e Arnold, que se achavam ainda despertos, entreolharam-se tomados de pavor e caíram em pranto. Haviam reconhecido naquele grito a voz do filho que morrera havia pouco.

Rômulo, padre e médico, achava-se à cabeceira de Marie. Benzeu-se discretamente, dizendo consigo mesmo, comovido:
- É a alma alucinada do meu pobre Henri...
- Ouvistes, meu Padre? - interpelou pai Arnold.
- Não, Arnold, nada ouvi. Que foi?
- Um grito de desespero, a voz do meu rapaz...
- É a tua impressão, meu pobre Arnold. Afasta da idéia esses pensamentos lúgubres...
- Marie também ouviu, meu Padre, os cães uivaram, as ovelhas gemeram.
- Ora, Marie está enferma e a febre excita-lhe os nervos e a imaginação. Os cães ladram sempre, as ovelhas choram a cada instante...
Mas no íntimo, dolorosamente, ele repetiu:
- Sim, é a alma alucinada do meu pobre Henri...
No andar térreo, sozinho, diante da lareira acesa Thom também ouvira, compreendera e pusera-se a orar com fervor.
Com efeito, Henri Numiers não morrera.

Supondo aniquilar-se para sempre, ao atirar-se da montanha, ele conseguira aniquilar apenas o corpo carnal. Seu espírito, com a tenebrosa queda, como que desmaiara, anulara-se como se tudo ao derredor dele se extinguisse. A violência do gênero de morte que escolhera traumatizara o seu corpo espiritual, despedaçando-lhe a harmonia das vibrações de tal forma que um século não bastaria para que elas retornassem ao ritmo normal necessário a um estado de vida satisfatório.

Passados que foram alguns dias, porém, Henri começou a voltar a si do longo desmaio, isto é, um estado de pesadelo angustioso sobreveio ao desmaio e ele começou a sentir a sensação da queda, as dores insuportáveis do seu corpo batendo nas pedras, partindo-se, esmagando-se. Estava cego, pois nada via, uma faixa negra e gelada envolvia-o, seus pensamentos eram um caos, não podia reunir as idéias, refletir, compreender o que se passava consigo, por que razão rolava, rolava da montanha mas sem jamais atingir o solo. Somente podia refletir em que quisera morrer para fugir à tortura de viver sem a sua Berthe e que, para isso, saltara para o abismo num gesto pavoroso de completo louco. Um pavor alucinante invadira sua mente e ele pusera-se a gritar, a gritar desesperadamente, pedindo socorro. Fora um desses gritos que as três aldeias testemunharam e que, daquela noite em diante, começara a repetir-se periodicamente, pelas imediações. Por vezes, envolvido por aquele pesadelo, sentia-se no fundo do vale ao mesmo tempo que rolava pela montanha, apavorava-se com a negra solidão que o rodeava, presenciava, sem saber como, o desespero de seus pais e as lágrimas dos amigos, chorava também, desesperado, e contemplava, apesar de cego para as demais ocorrências, os próprios despojos sangrentos, mutilados, sepultados sob um montão de terra e pedras. Nada compreendia senão que continuava a sofrer o desprezo da mulher amada e as humilhações daí conseqüentes, sofrimentos que, agora, reunidos ao martírio da inconcebível queda que nunca chegava ao fim, dele fazia um Espírito enlouquecido no mais alto grau que a mente humana poderá conceber. Tudo isso, porém, uma confusão atrocíssima para o desgraçado que a sofre, passava-se nele com dificuldade, em pequenos intervalos, pois, de quando em vez, ele perdia-se dentro de um caos, num penoso estado de colapso. E quando o infeliz esforçava compreender o que se passava, seus pensamentos, traumatizados, negavam-se a atendê-lo e desapareciam naquela negridão interior que o confundia. Mas isso era apenas os vislumbres do despertar, o momento dramático e solene da ocasião em que o Espírito que abandona seu corpo carnal, valendo-se do suicídio, começa a se desenraizar dos liames magnéticos que o atavam à matéria. Esse desprendimento, lento, doloroso, que poderia durar meses e anos, valeria a Henri períodos infernais, indescritíveis ao entendimento humano. Sua impressão era de que estava atado por um ímã poderoso a um objeto do qual, no entanto, precisava desprender-se. Esse objeto encontrava-se ao sopé da montanha da qual ele rolava sem jamais parar, na escuridão do vale. Eram os seus despojos sangrentos, que ele via, apesar de cego, no fundo de uma cova, visão satânica da qual quisera fugir, mas que se agarrara a ele com um poder dominador, incapaz de ser repelida. Sobrevinham, em seguida, terríveis convulsões, fazendo-o estorcer-se como se seus nervos, absolutamente traumatizados, sofressem choques elétricos ao despenhar-se ele da montanha. Era como se ataques epilépticos o atingissem avassalando sua mente, suas vibrações, todas as moléculas do seu ser espiritual; era a sensação da queda sofrida pelo perispírito, estado depressor que o acompanharia até a reencarnação futura e que somente o Evangelho, revigorador de vibrações, reeducando-lhe a mente, poderia reencontrar. Nesse inconcebível estado traumático gritava de horror e procurava agarrar-se a qualquer coisa a fim de se deter na queda, e o desgraçado, apesar de tudo, através do pesadelo que o torturava, sente que continua sendo a personalidade Henri Numiers, que ele mesmo é que rola da montanha, que ele mesmo é que está estirado sob o montão de terra, apodrecido, corroído pelos vibriões, despojos de carnes sangrentas, negras, asquerosas, miseráveis, ele, que fora belo e forte, e que, a despeito disso, está vivo, sofredor e desgraçado, mas vivo, pensante, sensível.

Por vezes, sem saber como, vencido pelo cansaço e o desânimo, todos os atos de sua vida se lhe desenham no interior da consciência com uma minúcia de detalhes que o infeliz, já alucinado, converte-se em verdadeiro réprobo: seus modos de orgulhoso, sua indiferença pelos que o rodeiam em sua aldeia, o menosprezo a conselhos sensatos que recebia, a ingratidão para com os pais, sua arrogância de ateu, suas baixezas de ébrio e devasso, primeiro em Stainesbourg, ao perder Berthe, depois em Bruges; suas refregas com os moços da aldeia, todos marcados nas faces por sua faca, o suicídio de Franz Schmidt, a que dera causa, tudo o que constituíra o seu eu atuante na intimidade do lar e na sociedade agora desfilava diabolicamente em torno dele como cenas vivas que o enlouqueciam de mistura com as torturas que já o afligiam. Quer furtar-se à imposição do panorama de si mesmo, mas, em vão. A visão do que ele próprio foi e de como se conduziu na vida ali está, à sua frente, dentro dele, quais faixas de fogo que lhe devorassem o ser na desaprovação própria a que chamam arrependimento, remorso!

Não podendo mais ou julgando-se exausto de tantas dores e sofrimentos, pensou em sua casa, saudoso do conforto desfrutado entre seus pais, da solidariedade de sua mãe, que ele tão mal soubera compreender e menos ainda agradecer. Num esforço supremo da própria vontade conseguiu locomover-se... e ei-lo à procura de socorro no lar paterno.
Penetra naquela casa que o viu nascer e lhe dera os dias mais felizes que vivera. Diante de sua mãe, a quem encontra enferma e alquebrada, exclama cheio de queixas, julgando-se ouvido e compreendido:
- Mãe, minha mãe! Tem compaixão de teu filho, que está ferido, enterrado vivo. Não, minha mãe, eu não estou morto, eu não morri, estou vivo, todos se enganaram a meu respeito. Olha em que estado me encontro: todo corroído por vermes, que me mordem e maltratam como lobos. Não posso sair de lá e sofro satanicamente, debaixo daquela terra pestilenta, que cheira a imundície. Não posso mais, tira-me de lá, tenho horror àquela caverna onde me prenderam, vejo fantasmas, que se riem do estado em que me encontro. Franz Schmidt está lá e culpa-me do que lhe aconteceu, tira-me de lá, minha mãe, eu estou vivo, estou vivo, estou vivo!

Mas Marie, que nada via nem ouvia do que ele lhe dizia, não respondia, continuando a chorar, como sempre.
A angústia do pobre suicida recrudescia então e ele saía, desesperado, a procurar socorro noutra parte. Visitava o Presbitério, dirigia-se a Padre Rômulo e ao amigo Thom, suplicava auxílio, queixando-se sempre, e via que ambos o entendiam, mas, em vez de empunharem uma enxada e irem ao vale, a fim de desenterrá-lo, punham-se a orar banhados em lágrimas. E corria a aldeia rogando piedade e socorro a quantos encontrava. Ninguém lhe respondia, ninguém lhe dava atenção, mas alguns poucos se benziam e oravam.

Entretanto, começou a correr o boato de que a alma de Henri sofria suplícios e que fora vista e reconhecida por alguns antigos amigos, e que ele mostrava-se horrorosamente feio: as vestes despedaçadas, rasgadas pela queda, o rosto esfolado e ensangüentado, as pernas quebradas, mutilado, imagem perfeita daqueles destroços que haviam sido sepultados no vale.
Entrementes, o suicida não encontrava refrigério em parte alguma. Por toda parte onde tentasse o socorro alheio acompanhava-o as terríveis sensações que descrevemos. Por toda parte a sensação da queda que o alucinava. Por toda parte a sentir-se grilheta do próprio corpo que apodrecia no vale, a saudade da esposa, a humilhação do seu desprezo, o desespero de uma situação confusa, enigmática, atroz.

Henri Numiers trazia o inferno dentro de si.
Querendo furtar-se ao desgosto que, pela primeira vez o visitara, matou-se para dormir o eterno sono do esquecimento. Mas não encontrou o sono depois do suicídio. Não encontrou esquecimento. Encontrou apenas o seu próprio ser sofrendo novas fases de angústias criadas por ele próprio. Assim é o suicídio.
(Espírito de Charles - Médium Yvonne A. Pereira - Obra: O Cavaleiro de Numiers)

A inspiração para fazer este texto veio de um suicídio de uma garota relativamente conhecida na cidade em que moro que cometeu tal ato.

Sempre que algo assim acontece, muito se comenta e pouco se faz. Na verdade não há muito que se fazer. Independente dos motivos que a levaram a isso, sempre questionamos se foi um ato de covardia ou coragem. Tenho para mim que o suicídio é um misto de ambos.



É covardia de enfrentar os problemas conhecidos e coragem de enfrentar os novos problemas que virão.Se é que virão.Essa ambigüidade nos leva a outra dupla. O ceticismo e a religiosidade.O suicida deveria obrigatoriamente ser cético. Se um suicida fosse religioso dificilmente se mataria, pois acreditaria que o pior ainda está por vir.


Então o se o cético tiver razão...Ele se deu bem. Depois da morte não existe mais nada. Acabou. Finito. Inexistência de alma e conseqüentemente de obrigações futuras no desenvolvimento da mesma.O problema é que, por mais que se acredite em uma coisa, sempre vai ser crença. Ninguém tem provas do “depois”.Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa: A visão de algumas religiões a respeito do suicídio.


Religiões cristãs e judaísmo:Essas duas religiões condenam totalmente o suicida e é crime espiritual sem salvação.

No judaísmo o suicídio é um crime dirigido a Deus por que este ato faz com que o homem se declare senhor de sua própria vida. O suicida não é nem enterrado de acordo com ritual utilizado normalmente ("Kaddish") e é enterrado longe dos demais.

No cristianismo a alma do suicida vai direto para o inferno sem escalas e fica a disposição do Diabão


Budismo:Sem entrar muito na descrição da religião (deixo para outra oportunidade), digamos que não existe um Deus ou deuses no budismo. O que vale é a iluminação espiritual de cada indivíduo. Buda não foi um deus e sim um humano que atingiu a máxima iluminação. Mesmo não havendo um ser supremo, a alma humana é muito valorizada. Então vamos para o suicida.No budismo o que vale é o motivo do suicídio. Se foi um motivo honrado e a pessoa partiu sem mágoas ou ressentimentos, seu espírito está tranqüilo e poderá ir para a anrakukoku (Terra Pura...onde os budistas esperam ir depois da morte)Já que uma morte com honra é válida, os budistas ficaram conhecidos na história das guerras por seus atos.Os suicidas vietnamitas e os Kamikazes japoneses durante as guerras e a cerimônia do seppuku ( cerimônia suicida) dos samurais foram consideradas mortes honradas e sem penalidades para a alma dos indivíduos.


Candomblé:Antes de falar do destino do suicida, precisamos conhecer um pouco de Exu.O Exu é um Orixá (semelhante a um Deus) do candomblé. Ele é guardião entre os mundos material e espiritual. É o único orixá que poder caminhar entre esses mundos e, por isso mesmo, acaba sendo um mensageiro, levando os pedidos dos homens para outros orixás.Suas cores são o vermelho e o preto e seu elemento é o fogo. Como o candomblé é muito parecido com a religião voodu (explanado no texto anterior do blag) também não existe uma separação efetiva do bem e do mal. O Exu lembra um pouco o Barão Samedi. Ele é que faz o trabalho sujo. Suas características acabaram o aproximando no sincretismo religioso com o diabo (erroneamente... é claro).Então vamos para o Suicida... Após a morte, o suicida se reúne a outros mortos no séqüito de Exu. Assassinados, suicidas e pessoas que não foram muito boas em vida acabam no mesmo barco. Obrigatoriamente ficam unidos ao Exu por sete anos, vagando pelo mundo e ajudando em suas ações.


Islamismo:Em tempos de terrorismo crescente no mundo o islamismo acabou ficando com uma marca negativa devido a atos isolados justamente de suicidas.O Islamismo puro não é a favor do suicídio e o condena.O problema é que existem as “brechas na lei”. Só dando um exemplo de outra religião sobre essas “brechas”, o catolicismo deixa bem claro em seus mandamentos o “não matarás”. Mas durante as cruzadas os soldados matavam, estupravam, roubavam e torturavam...Estavam, porém cobertos espiritualmente por uma Bula Papal que os absolvia por antecipação de todos os pecados cometidos durante a missão da igreja!Voltando ao islamismo, o líder religioso tem o poder de absolver previamente os pecados cometidos pelos fiéis em função da religião. Numa guerra santa, se o suicida comete tal ato para matar infiéis, ele provavelmente será recompensado na outra vida. Mas o suicídio cometido como fuga de problemas mundanos é altamente condenado e o suicida provavelmente queimará durante a eternidade no mármore do inferno.


Espiritismo:Para o espírita não existe necessariamente Céu e inferno. O que vale é a evolução da alma durante as diversas encarnações. Quando um indivíduo se mata, interrompe seu processo de evolução...Afinal, os problemas terrenos existem para que, ao enfrentá-los, o indivíduo se desenvolva.“O suicida é qual o prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado.”Para o espírita, a alma do suicida não está condenada eternamente...Sua alma, no entanto, tem sua evolução comprometida por um tempo indefinido.Uma alma que desencarna antes da hora fica perdida em sua própria consciência e precisa de muita ajuda para retornar ao caminho da evolução.

Seitas diversas com suicídio coletivo:Em 73 D.C., comandados por Eleazar Ben Yair, cerca de 960 zelotes judeus - homens, mulheres, inclusive crianças e anciãos - se mataram dentro de uma fortaleza construída no alto de uma rocha chamada Massada, região de Israel, para que o grupo revolucionário não fosse capturado pelo exército romano, ficando vivas somente duas mulheres e cinco crianças para contar a história.Em 18 de novembro de 1978 , em Jonestow, uma aldeia no meio da selva da Guiana, mais de 900 pessoas morreram ao ingerir uma mistura de suco de laranja com cianureto. Os que se recusaram a beber o veneno foram assassinados. Este suicídio associado ao fanatismo religioso foi obra do pastor americano Jim Jones e sua seita, o Templo do Povo.

O cadáver de Jim Jones foi encontrado ao pé de sua cadeira com um bala no crânio. A autópsia mostrou que não bebera o veneno. Foram contadas 275 crianças e 12 bebês entre os mortos.Em setembro de 1985, nas Filipinas, a sacerdotisa suprema Mangay Anon Butaog matou seus fiéis com formicida para que todos vissem "a imagem de Deus".Em 29 de agosto de 1987, na cidade de Yongin, Coréia do Sul, a sul-coreana Park Soon Ja, conhecida como "mãe benevolente", realizou um ritual macabro onde morreram 28 mulheres e quatro homens.Em abril de 1993, em Waco, Texas, sudoeste dos EUA, um incêndio provocado pelos fiéis da seita Ramo Davidiano (dissidentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, separados dela desde 1934) destruiu o Rancho do Apocalipse, sede do culto liderado por Vernon Howell, que se intitulava a reencarnação de Cristo. Morreram mais de 80 pessoas, inclusive crianças, escapando nove fiéis vivos.Em 1995, os seguidores da seita Ordem do Templo Solar morreram em um ritual de assassinato consentido seguido de suicídios.Chegamos ao fim de mais um texto do nosso “Blag”. Peço perdão antecipadamente se escrevi algo errado a respeito das religiões e peço que me corrijam pois não tenho tanto conhecimento e pesquisei na Internet ( viva o google!!!)Independente de questões religiosas...Pensamentos suicidas são muito comuns na mente das pessoas.É difícil encontrar alguém que diga que nunca pensou na possibilidade. É inclusive freqüente na adolescência devido a gama de emoções e paixões vividas nesta fase.Mas acreditem quando eu digo...Não existe problema sem solução nem sentimento que não passe. Tudo é uma questão de dar tempo ao tempo.


Quantas vezes na vida enfrentamos situações chatas na vida e , depois de alguns meses, até rimos daquilo? Lembra aquela vez no colégio que você até chorou por causa de uma prova pois tinha medo de tirar nota baixa? Não ficou para trás?Todos Durante a vida enfrentam problemas sérios. Alguns familiares, outros financeiros, emocionais...aquela garota não gosta de mim...ohhhh vou me matar!!!!Gente...enfrentem tudo com cabeça erguida e saiam por cima das situações.Ame você mesmo acima de tudo!
Postado por Claudio Gaspari
Foto: Sapo

segunda-feira, 30 de março de 2009

O que é paranormal e pseudociência?

Paranormal é toda a experiência que parece transcender as leis naturais e estar fora dos limites da experiência normal ou dos fenômenos explicáveis pelos conhecimentos científicos existentes.O que define a paranormalidade de certos fenômenos é que os cientistas não podem referendar sua existência ou ocorrência com uma explicação ou teoria considerada plausível.


Por exemplo, os fenômenos parapsicológicos tais como a telepatia, a telecinese, a clarividência e a precognição são exemplos típicos do paranormal, pois não podem ser aprovados e explicados pela ciência atual.Pseudociência e paranormalidade não são a mesma coisa. Muitas crenças não são científicas porque violam as regras de evidência e os métodos de pesquisa científica, porém não são paranormais no sentido de invocar um poder ou mecanismo causal que contraria as leis da natureza.Crenças em fenômenos exóticos, tais como, o Mapinguari, Nessie, Yeti e Big Foot representam exemplos típicos de pseudociência. Teoricamente, dentro dos parâmetros atuais da ciência, tais criaturas poderiam existir sem violar nenhuma lei natural, porém a maioria dos cientistas considera que as evidências que poderiam apoiar sua existência são fracas, inconclusivas, contraditórias ou não-confirmatórias.


Os fenômenos do paranormal e pseudociência também tem sido referidos por alguns como "fenômenos fronteiriços" (fringe phenomena, em inglês), na medida em que seu equacionamento e tratamento os situa às margens da ciência atual.Terence Hines advoga um ponto de vista interessante ao considerar a paranormalidade como um subconjunto da pseudociência. Ele argumenta que todas as crenças paranormais são pseudocientíficas, porém nem toda a pseudociência tem natureza paranormal.


A pseudociência atrai e fascina as pessoas na medida em que apregoa a obtenção de grandes resultados com aplicação de um esforço mínimo. Luis Alfonso Gámez, no livro “Skeptical Odysseys”, com muita propriedade assim descreve o charme e sedução bem como os malefícios causados pela pseudociência:
“... esta é a imagem oferecida pela pseudociência: o acesso a conhecimento mágico, fama e dinheiro fácil sem precisar de estudo ou perseverança, está ao alcance de qualquer um capaz de ler um par de livros. Para esses, o estudo do paranormal vale mais que o esforço gasto em estudos tradicionais, tais como cursar uma faculdade ou lutar por um título de pós-gradução. Não é preciso nada para virar um especialista do paranormal. É por isso que há muitos deles por aí. Contudo, é preciso um tipo especial de caráter.”“


A pseudociência mata, pura e simplesmente. Deve-se à pseudociência, por exemplo, as mortes prematuras de pessoas que caíram nas mãos de curandeiros e recusaram terapias da medicina convencional tais como cirurgias cardíacas ou tratamentos contra o câncer que poderiam ter salvo suas vidas. Graças aos que administram a “cura pela fé”, muitas centenas de diabéticos são hospitalizados em estado de coma após interrupção do seu tratamento insulínico seguindo as recomendações desses 'terapeutas'. Muitos doentes de câncer abandonam a medicina científica e passam a tomar poções homeopáticas, extratos de ervas, cartilagem de tubarão ou submetem-se a cirurgias mediúnicas. Muitas famílias (nos E.U.A.) foram destruídas quando um de seus membros denunciou abuso sexual infantil com base em memórias reprimidas relatadas em sessões de hipnose, e admitidas nos tribunais como prova única.”“Devemos tudo isso, e muito mais, à pseudociência: pessoas inocentes são burladas em bilhões de reais por falsos profetas e com total impunidade; muitas empresas selecionam seu pessoal com base em análise de caligrafia orientada por consultores em grafologia ou em horóscopos de astrólogos em vez de dar atenção às capacidades genuínas dos candidatos a um posto de trabalho; o desperdício da curiosidade de milhares de jovens que caem nas mãos de místicos que oferecem explicações simplistas da realidade; enormes somas de dinheiro que alguns governos desperdiçaram em projetos de pesquisa mal concebidos, dinheiro esse que poderia ter sido usado para melhores finalidades.” “A maioria das pessoas, em toda a parte, adotam alguma forma de crença esotérica. Os levantamentos estatísticos indicam que, pelo menos entre o grande público, a pseudociência está avançando a passo firme. Algumas pessoas não se importam, mas eu afirmo que a pseudociência é perigosa não só para os seus discípulos, mas também para a sociedade inteira.”


O que é ceticismo?
Ser cético é "ver para crer" continuando assim a pôr em prática a antiga sabedoria de São Tomé. É não aceitar alegações extraordinárias sem provas ou evidências concretas. É trocar a fé pela ciência, esta última muito mais útil, produtiva e confiável.Falamos aqui do chamado "ceticismo científico" (diferente do ceticismo filosófico e epistemológico), uma ferramenta muito útil que nos permite uma análise crítica e moderna do Paranormal, Pseudociência e todos aqueles fenômenos ditos "fronteiriços", que ocorrem em áreas à margem da ciência.


A situação atual da ciência em todo o mundo é sombria. Em vez de ensinar os jovens a pensar, as escolas entulham suas cabeças com um amontoado de conhecimentos em sua maioria inúteis. O resultado é que campeiam a superstição e a ignorância num mundo infestado de anjos, OVNIs, ETs, astrólogos, videntes, seitas esotéricas e filosofias estranhas. A ciência vem paulatinamente estudando e desmistificando esses fenômenos misteriosos. Após 122 anos de investigação séria nenhum fenômeno paranormal foi cientificamente comprovado, e 57 anos de investigação de OVNIs e ETs resultaram em nada de concreto.A mídia vem tendo uma atuação simplesmente deplorável. No afã de criar notícias, livros e programas sensacionais, deixa-se de lado a análise crítica do conteúdo e dá-se guarida a qualquer boato e alegação extraordinária. A triste realidade é que sensacionalismo vende, ao passo que ceticismo não vende!Nas palavras de Michael Shermer, "há muitas razões pelas quais as pessoas acreditam em coisas fantásticas, mas certamente a mais comum é simplesmente porque nunca ouviram uma boa explicação para as coisas misteriosas que ouviram ou leram.


Por falta de uma boa explicação, elas aceitam a má explicação que é tipicamente oferecida. Só isto já justifica todo o trabalho duro feito pelos céticos em prol da causa da ciência e pensamento crítico. Isso faz 'aquela' diferença."Se você é um cético, saiba que não está só! Aproveite este maravilhoso meio de comunicação que é a Internet para trocar idéias e informação com os seus companheiros de jornada.


O ceticismo do cientista Marcelo Gleiser
O Ônus do Ceticismo Carl Sagan
Falsas ciências e teorias pseudocientíficas Valdir Gomes
Ávida Credulidade Renato Sabbatini
Desafios Daniel Sottomaior


"Na verdade, não existe o paranormal ou sobrenatural; há somente o normal e o natural – e mistérios a serem ainda explicados. É tarefa da ciência, não da pseudociência, solucionar esses enigmas com explicações naturais em vez de sobrenaturais."Michael Shermer


"É importante perceber que, em cem anos de pesquisas parapsicológicas, nunca houve uma única demonstração adequada da realidade de qualquer fenômeno paranormal (psi)."Terence Hines


"As guerras religiosas e a caça às bruxas teriam sido bem menos numerosas ao longo da história houvessem as alucinações sido conhecidas como fenômenos naturais e houvessem os 'possuídos pelo diabo' sido considerados doentes."Robert L. Thorndike


"O que se quer não é a vontade de acreditar mas o desejo de descobrir, que é exatamente o oposto."Bertrand Russell


"As ilusões de uma pessoa é insanidade, ilusões de uns poucos uma seita, e de muitos uma religião."Autor desconhecido


"A mais comum de todas as loucuras é acreditar apaixonadamente no que é evidente não ser verdadeiro. É a principal ocupação da humanidade."H. L. Mencken


"Liberdade para investigar espíritos, mas não 'espíritos santos', não é liberdade coisa nenhuma."Bruce L. Flamm e Janice R. Goings


"O maior inimigo da verdade é freqüentemente não a mentira – deliberada, planejada, desonesta – mas sim o mito – persistente, entranhado e irreal."John F. Kennedy


"Eu fiz um esforço incessante para não ridicularizar, não menosprezar, não escarnecer as ações humanas, mas sim para compreendê-las."Baruch Spinoza


"Então, quando estiver diante da pseudociência, mantenha a navalha de Ockham ao seu lado e entoe o mantra 'Hipótese, Experimento, Análise' para manter o tridente da Idiotice longe das suas partes carnudas."Steve Cook


Fonte:Geocities

Poltergeist

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Esta página é sobre o fenômeno.
Capa da revista francesa "La Vie Mysterieuse", sobre o caso Therese Selles (1911).
Poltergeist (do alemão polter, que significa ruído, e geist, que significa espírito) é um tipo de evento sobrenatural que se manifesta deslocando objetos e fazendo ruídos.
Acredita-se que o foco dessa perturbação é muitas vezes uma criança na fase da puberdade, em geral do sexo feminino. O evento caracteriza-se por estar relacionado a um indivíduo e por ter curta duração. Difere da chamada assombração, que pode-se estender por anos, sempre associada a uma área, geralmente uma casa.
No fenômeno poltergeist um espírito perturbado usa o indíviduo para se manifestar, às vezes de forma agressiva, fazendo objetos como pedras, por exemplo, voarem pelos ares atingindo objetos e outras pessoas. Para a manifestação desse espírito, segundo a literatura espírita, é necessária a presença de um médium de efeitos físicos, ainda que seja completamente alheio à sua faculdade, para que os fenômenos ocorram.
Há casos famosos na literatura parapsicológica, como o da família Lutz que, em 1976, foi atormentada por entidades inferiores durante os 27 dias que viveram em uma casa na pequena cidade de Amityville, nos Estados Unidos da América, que passaria às telas de cinema com o nome de Horror em Amityville. Um dos integrantes da família, George Lutz afirmou que durante a noite ouvia o ruido de uma banda marcial tocando na sua sala de estar, evento só constatado por ele.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O Relâmpago e o Trovão

Durante a formação de uma tempestade, verifica-se que ocorre uma separação de cargas elétricas, ficando as nuvens mais baixas eletrizadas negativamente, enquanto as nuvens mais altas se eletrizam positivamente. Várias experiências realizadas por pilotos de avião voando perigosamente através de tempestades, comprovaram a existência desta separação de cargas.
Podemos concluir que existe, portanto, um campo elétrico entre as nuvens mais baixas e mais altas. A nuvem mais baixa, carregada negativamente, induz na superfície terrestre uma carga positiva , criando um campo elétrico entre elas.
À medida que vão avolumando as cargas elétricas nas nuvens, a intensidade destes campos vão aumentando, acabando por ultrapassar o valor da rigidez dielétrica do ar..
Quando isso acontece, o ar torna-se condutor e uma enorme centelha elétrica
( relâmpago ) salta de uma nuvem para outra ou de uma nuvem para a Terra
Esta descarga elétrica aquece o ar, provocando uma expansão que se propaga em forma de uma onda sonora que chega diretamente da descarga, como também pelas ondas refletidas em montanhas, prédios, etc.
Fonte: educar.sc.usp

sexta-feira, 20 de março de 2009

A ALMA APÓS A MORTE

A VIDA E A MORTE
Qual é a causa da morte, nos seres orgânicos?
- A exaustão dos órgãos.

Pode - se comparar a morte à cessação do movimento numa a máquina desarranjada?
- Sim, pois se a máquina estiver mal montada, a sua mola se quebra: se o corpo estiver doente, a vida se esvai.

Por que uma lesão do coração, mais que a dos outros órgãos, causa a morte?
- O coração é uma máquina de vida. Mas não é ele o único órgão em que uma lesão causa a morte; ele não é mais do que uma das engrenagens essenciais.

Em que se transformam a matéria e o princípio vital dos seres orgânicos, após a morte?
- A matéria inerte se decompõe e vai formar novos seres; o princípio vital retorna à massa.

Após a morte do ser orgânico, os elementos que o formaram passam por novas combinações, constituindo novos seres, que haurem na fonte universal o princípio da vida e da atividade, absorvendo-o e assimilando-o, para novamente o devolverem a essa fonte, logo que deixarem de existir.
Os órgãos estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital. Esse fluido dá a todas as partes do organismo uma atividade que lhes permite comunicarem-se entre si, no caso de certas lesões, e restabelecerem funções momentaneamente suspensas. Mas quando os elementos essenciais do funcionamento dos órgãos foram destruídos, ou profundamente alterados, o fluido vital não pode transmitir-lhes o movimento da vida, e o ser morre.
Os órgãos reagem mais ou menos necessariamente uns sobre os outros; é da harmonia do seu conjunto que resulta essa reciprocidade de ação. Quando uma causa qualquer destrói esta harmonia, suas funções cessam, como o movimento de um mecanismo cujas engrenagens essenciais se desarranjaram; como um relógio gasto pelo uso, ou desmontado por um acidente, que a força motriz não pode pôr em movimento.
Temos uma imagem mais exata da vida e da morte num aparelho elétrico. Esse aparelho recebe a eletricidade e a conserva em estado potencial, como todos os corpos da Natureza. Os fenômenos elétricos, porém, não se manifestam enquanto o fluido não for posto em movimento por uma causa especial, e só então se poderá dizer que o aparelho está vivo. Cessando a causa da atividade, o fenômeno cessa: o aparelho volta ao estado de inércia. Os corpos orgânicos seriam, assim, como pilhas ou aparelhos elétricos nos quais a atividade do fluido produz o fenômeno da vida: a cessação dessa atividade ocasiona a morte.



A ALMA APÓS A MORTE
Em que se transforma a alma no instante da morte?
- Volta a ser Espírito, ou seja, retoma ao mundo dos Espíritos, que ela havia deixado temporariamente.


A alma conserva a sua individualidade após a morte?
- Sim, não a perde jamais. O que seria ela, se não a conservasse?


Como a alma constata a sua individualidade, se não tem mais o corpo material?
- Tem um fluido que lhe é próprio, que tira da atmosfera do seu planeta e que representa a aparência da sua última encarnação: seu perispírito.


A alma não leva nada deste mundo?
- Nada mais que a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembrança é cheia de doçura ou de amargor, segundo o emprego que tenha dado à vida. Quanto mais pura ela for, mais compreenderá a futilidade daquilo que deixou na Terra.


Que pensar da opinião de que a alma, após a morte, retorna ao todo universal?
- O conjunto dos Espíritos não constitui um todo? Quando estás numa assembléia, fazes parte integrante da mesma, e não obstante conservas a tua individualidade.


Que prova podemos ter da individualidade da alma após a morte?
- Não tendes esta prova pelas comunicações que obtendes? Se não estiverdes cegos, vereis; e se não estiverdes surdos, ouvireis; pois freqüentemente uma voz vos fala e vos revela a existência de um ser que está ao vosso redor.


Os que pensam que a alma, com a morte, volta ao todo universal estarão errados, se por isso entendem que ela perde a sua individualidade como uma gota d'água que caísse no oceano. Estarão certos, entretanto, se entenderem pelo todo universal o conjunto dos seres incorpóreos de que cada alma ou Espírito é um elemento.
Se as almas se confundissem no todo, não teriam senão as qualidades do conjunto, e nada as distinguiria entre si; não teriam inteligência nem qualidades próprias. Entretanto, em todas as comunicações elas revelam a consciência do eu e uma vontade distinta. A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a conseqüência da sua individualização. Se não houvesse, após a morte, senão o que se chama o Grande Todo, absorvendo todas as individualidades, esse todo seria homogêneo, e então as comunicações recebidas do mundo invisível seriam todas idênticas. Desde que encontramos seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados, desde que há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e sérios, etc., é evidente que se trata de seres distintos.
A individualização ainda se evidencia quando estes seres provam a sua identidade por meio de sinais incontestáveis, de detalhes pessoais relativos à vida terrena, e que podem ser constatados; ela não pode ser posta em dúvida quando eles se manifestam por meio das aparições. A individualidade da alma foi teoricamente ensinada como um artigo de fé, mas o Espiritismo a torna patente e, de certa maneira, material. (As teorias psicológicas, metapsíquicas e outras, sobre as aparições são hipóteses pessoais e parciais, que não abrangem a totalidade dos fatos e bastaria isso para provar a sua fragilidade e insustentabilidade científicas. (N. do T.))


Em que sentido se deve entender a vida eterna?
- É a vida do Espírito que é eterna: a do corpo é transitória, passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna.


Não seria mais exato chamar vida eterna a dos Espíritos puros, que tendo atingido o grau de perfeição, não têm mais provas a sofrer?
- Essa é a felicidade eterna. Mas tudo isto é uma questão de palavras: chamai as coisas como quiserdes, desde que vos entendais.



SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO
A separação da alma e do corpo é dolorosa?
- Não; o corpo, freqüentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte; neste, a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.
Na morte natural, que se verifica pelo esgotamento da vitalidade orgânica, em conseqüência da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de energia.


Como se opera a separação da alma e do corpo ?
- Desligando-se os liames que a retinham, ela se desprende.


A separação se verifica instantaneamente, numa transição brusca? Há uma linha divisória bem marcada entre a vida e a morte?
- Não; a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo que fosse libertado. Os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem.


Durante a vida, o Espírito está ligado ao corpo pelo seu envoltório material ou perispírito; a morte é apenas a destruição do corpo, e não desse envoltório, que se separa do corpo quando cessa a vida orgânica. A observação prova que no instante da morte o desprendimento do Espírito não se completa subitamente; ele se opera gradualmente, com lentidão variável, segundo os indivíduos. Para uns é bastante rápido e pode dizer-se que o momento da morte é também o da libertação, que se verifica logo após. Noutros, porém, sobretudo naqueles cuja vida foi toda material e sensual, o desprendimento é muito mais demorado, e dura às vezes alguns dias, semanas e até mesmo meses, o que não implica a existência no corpo de nenhuma vitalidade, nem a possibilidade de retorno à vida, mas a simples persistência de uma afinidade entre o corpo e o Espírito, afinidade que está sempre na razão da preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É lógico admitir que quanto mais o Espírito estiver identificado com a matéria, mais sofrerá para separar-se dela. Por outro lado, a atividade intelectual e moral e a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida corpórea, e quando a morte chega é quase instantânea. Este é o resultado dos estudos efetuados sobre os indivíduos observados no momento da morte. Essas observações provam ainda que a afinidade que persiste, em alguns indivíduos, entre a alma e o corpo, é às vezes muito penosa, porque o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso é excepcional e peculiar a certos gêneros de morte, verificando-se em alguns suicidas.


A separação definitiva entre a alma e o corpo pode verificar-se antes da cessação completa da vida orgânica?
-Na agonia, às vezes, a alma já deixou o corpo, que nada mais tem do que a vida orgânica. O homem não tem mais consciência de si mesmo, e não obstante ainda lhe resta um sopro de vida. O corpo é uma máquina que o coração põe em movimento. Ele se mantém enquanto o coração lhe fizer circular o sangue pelas veias e, para isso, não necessita da alma.


No momento da morte a alma tem às vezes uma aspiração ou êxtase que lhe faz entrever o mundo para o qual regressa?
- A alma sente, muitas vezes, que se desatam os liames que a prendem ao corpo e então emprega todos os seus esforços para os desligar de uma vez. Já parcialmente separada da matéria, vê o futuro desenrolar-se ante ela e goza por antecipação do estado de Espírito.


O exemplo da larva que primeiro se arrasta pela terra, depois se fecha na crisálida, numa morte aparente, para renascer numa existência brilhante, pode dar -nos uma idéia da vida terrena, seguida do túmulo e por fim de uma nova existência?
- Uma pálida idéia. A imagem é boa, mas é necessário não tomá-la ao pé da letra, como sempre fazeis.


Que sensação experimenta a alma no momento em que se reconhece no mundo dos Espíritos?
- Depende. Se fizeste o mal com o desejo de fazê-lo, estarás, no primeiro momento, envergonhado de o haver feito. Para o justo, é muito diferente: ele se sente aliviado de um grande peso, porque não receia nenhum olhar perquiridor.


O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que morreram antes dele?
- Sim, segundo a afeição que tenham mantido reciprocamente. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a libertar-se das faixas da matéria. Vê também a muitos que havia perdido de vista durante a passagem pela Terra; vê os que estão na erraticidade, bem como os que se encontram encarnados, que vai visitar.


Na morte violenta ou acidental, quando os órgãos ainda não se debilitaram pela idade ou pelas doenças, a separação da alma e a cessação da vida se verificam simultaneamente ?
- Geralmente é assim; mas, em todos os casos, o instante que os separa é muito curto.


Após a decapitação, por exemplo, o homem conserva por alguns instantes a consciência de si mesmo?
- Freqüentemente ele a conserva por alguns minutos, até que vida orgânica se extinga de uma vez. Mas muitas vezes a preocupação da morte lhe faz perder a consciência antes do instante do suplício.


Não se trata, aqui, senão da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo como homem, por meio do corpo, e não como Espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplício, ele pode conservá-la por alguns instantes, mas de duração muito curta, e a perde necessariamente com a vida orgânica do cérebro. Isso não quer dizer que o perispírito esteja inteiramente desligado do corpo, mas, pelo contrário, pois em todos os casos de morte violenta, quando esta não resultada da extinção gradual das forças vitais, os liames que unem o corpo ao perispírito são mais tenazes, e o desprendimento completo é mais lento.
A quantidade de fluído vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie. Há os que estão, por assim dizer, saturado de fluído vital, enquanto outros o possuem apenas em quantidade suficiente. É por isso que uns são mais ativos, mais enérgicos e, de certa maneira, de vida superabundamente.
A quantidade de fluído vital se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida, se não for renovada pela absorção e assimilação de substâncias que o contém. O fluído vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos, e em certos casos fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se.


Allan Kardec - O Livro dos Espíritos

quarta-feira, 18 de março de 2009

CORPOS de SANTOS são mantidos intactos pela igreja



Quando o corpo do Papa João XXIII foi exumado, em março de 2001, estava em boas condições, apesar de morto há 37 anos. Na época, o Papa João Paulo II decidira que João XXIII precisava de um novo local para abrigar seus restos mortais de modo atender mais convenientemente ao grande número de visitantes que se dirigiam à sua tumba, que ficava na Cripta de Basílica de São Pedro, em Roma. Hoje, em 2005, João Paulo II, filho de camponeses e conhecido como “Papa do Povo”, está a caminho da santificação e um dos primeiros passos deste processo é a exumação do cadáver a fim de se possa proceder à identificação, um procedimento de praxe.Embora os corpos dos Papas não sejam inteiramente embalsamados, são “preservados” com formol a fim de prolongar o período possível de exposição pública. Sobre o caso do Papa João XXIII, Joseph Watts, que coordena funerais e exumações do Vaticano, comentou no New York Daily News: “Ele foi embalsamado como de costume. Isso é feito por médicos e o lugar em que o corpo foi colocado, as Catacumbas, é perfeito. Watts, que visitou a tumba na ocasião da exumação, disse que o estado de preservação do Papa, provavelmente, foi resultado de uma combinação de fatores: o fluído balsâmico era um composto com base em um formolaldeído e outras substâncias químicas; o caixão possui três camadas e foi colocado em uma cripta de mármore. Não havia infiltração de água ou qualquer coisa que favorecesse a desintegração do corpo.

Vicenzzo Pascalli, da Universidade de Roma, também considera normal o estado de preservação do corpo do Papa João XXIII: “Isso é muito mais comum do que geralmente se pensa. O corpo do Santo Padre estava bem protegido e o oxigênio era escasso no interior do caixão que, em sua estrutura de três camadas, contém materiais como chumbo e zinco que capturam o oxigênio, o que ajuda a retardar o processo de decomposição.”
Fonte:curiosidadesnanet

domingo, 15 de março de 2009

O Horror do Passado

Múmias descobertas no Peru permitem nova visão de uma civilização perdida
Mariana Bazo/Reuters





Um gesto de dor preservado para a eternidade: a posição fetal podia ser uma forma de preparar para o renascimento

As múmias egípcias são as mais famosas e estudadas do mundo. Mas, quando o assunto é impacto dramático, as andinas podem surpreender. De doze múmias da cultura chachapoya encontradas nas florestas do norte do Peru , uma em especial impressionou os arqueólogos por seu gesto e expressão. Suas mãos sustentam a cabeça e, entre elas, uma boca escancarada urra de dor, lembrando o quadro O Grito, do pintor norueguês Edvard Munch. Sete anos atrás, exploradores encontraram três múmias de crianças incas de aparência igualmente impressionante nas encostas de um vulcão ao norte da Argentina. A 6.000 metros de altitude, a baixa temperatura fez com que os corpos fossem preservados. Órgãos internos, o sangue e até a pele permaneceram praticamente intactos, o que permitiu uma visão perfeita da serena fisionomia dos pequenos, como se a morte deles tivesse sido recente.
Os corpos dos chachapoyas permaneceram por 600 anos em uma caverna a 25 metros de profundidade até ser descobertos por um fazendeiro. Os chachapoyas se instalaram na região por volta do ano 800. Criavam lhamas e construíram cidades e fortalezas em áreas montanhosas de difícil acesso. A cidade mais bem preservada é Cuelap, a 3.000 metros acima do nível do mar, onde ruínas de 400 edifícios e torres de defesa, com paredes e frisos decorados, se escondem na mata. Apesar de sua elevada estatura e da fama de aguerridos lutadores, não conseguiram impedir, no século XV, a conquista pelos incas, que os chamavam de "povo das nuvens" (chachapoyas, na língua quíchua). A civilização então entrou em decadência. Como parte da política inca de subjugação de outros povos, adultos foram deportados para diversas regiões do império, que ia do Equador ao norte do Chile. Com a chegada dos conquistadores espanhóis, no século XVI, os poucos sobreviventes aliaram-se aos europeus na luta contra seus antigos dominadores.





Saedi Press/AP
O faraó Tutancâmon: tomografia para reconstituir a face


Foram os incas que ensinaram aos chachapoyas os métodos para embalsamar os mortos. Pedaços de algodão eram colocados debaixo das bochechas, na boca e no nariz, as vísceras eram retiradas, pernas e braços eram dobrados imitando um feto. A posição tem pelo menos duas explicações possíveis. "Pode ser uma forma de ocupar menos espaço ou de preparar o falecido para um renascimento no futuro", diz a arqueóloga Márcia Severina Vasques, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para evitarem a decomposição dos corpos na úmida Floresta Amazônica, os chachapoyas construíram plataformas de pedras e de madeira em penhascos que se elevam abruptamente no meio da mata. Também instalaram tumbas no interior de cavernas. A técnica funcionou. O mais difícil foi sobreviver ao vandalismo. Em 1996, camponeses descobriram mais de 200 múmias chachapoyas num penhasco próximo ao Lago dos Condores, a noroeste do Peru. Abriram os túmulos com ferramentas em busca de tesouros e roubaram peças. Quando souberam da notícia, arqueólogos do mundo todo correram para o local para barrar o vandalismo. Em 2000, um museu foi inaugurado na cidade próxima de Leimebamba para acolher os objetos.






Osvaldo Stigliano/El Tribuno/AP
Múmia inca: expressão facial preservada

Hoje as múmias dão um testemunho de enorme valor sobre sociedades do passado. O avanço da tecnologia de imagem, por exemplo, permite enxergar o corpo com precisão e em três dimensões – assim, recolhem-se informações difíceis de obter, como seus hábitos alimentares, rituais fúnebres e de que enfermidades sofriam. A tomografia realizada na múmia do faraó Tutancâmon, cuja tumba foi encontrada em 1922, permitiu reconstituir sua face, vista pela primeira vez em 3 300 anos. Encontrou-se também uma grave fratura no fêmur. Especialistas acreditam que uma infecção provocada por esse ferimento poderia ter sido o motivo da misteriosa morte do faraó, aos 19 anos. Outra múmia famosa é a de um caçador com mais de 5.000 anos encontrado nos Alpes italianos em 1991. Exames feitos em 2001 descobriram a ponta de uma flecha encravada no seu ombro esquerdo e vestígios de sangue de outras quatro pessoas, o que indicaria sua morte em luta. No caso das múmias chachapoyas, os achados são de imenso valor para compreender essa civilização perdida, que não dominava a escrita e não deixou documentos para auxiliar seu estudo. As múmias são uma ferramenta privilegiada para compreender o passado

sábado, 14 de março de 2009

O fenômeno físico

A chuva

A energia que faz a chuva vem do sol.
Esquenta e ilumina o planeta provocando evaporação das águas,
fotossíntese e evapotranspiração das plantas, etc.
Esta umidade vai sendo acumulada no ar.

A simples existência do calor do sol provoca movimentação das massas de ar
formando alguns tipos de ventos, e a radiação solar diferenciada pelo giro da terra
forma outros, que se misturam e interagem.

Uma quantidade imensa de água paira invisível sobre nossas cabeças.
Está em toda parte, inclusive entre seus olhos e a tela do seu computador.
Entra e sai de nossas narinas, etc..

Esta água é denominada umidade relativa do ar.

É ela que, sob certas circunstâncias,
forma nuvens e depois cai sob a forma de chuva.


A umidade relativa do ar

A umidade do ar é dita relativa,
porque se relaciona com a temperatura do ar.

Isto se dá de forma diretamente proporcional, ou seja:

quanto maior a temperatura do ar,
maior sua capacidade de conter umidade

É fácil percebermos se está alta ou baixa, pendurando roupa úmida no varal, à sombra.
Se a roupa secar logo, é porque "coube" facilmente mais umidade no ar, ou seja,
o ar estava com baixa umidade relativa.
É importante considerar a velocidade do vento, que quanto maior,
tanto mais renova o ar que passa imediatamente próxima ao tecido,
apressando a evaporação da água.

Um dos aparelhos utilizados para medir a umidade relativa,
a que dá-se o nome de psicrômetro,
consta simplesmente de dois termômetros iguais,
mas um deles tem um cadarço úmido envolvendo o seu bulbo.
(A outra ponta do cadarço está num pequeno vaso com água,
para que todo o cadarço permaneça úmido).

Seu princípio físico de funcionamento é mais ou menos assim:
quando a água vai evaporando do cadarço,
passa de estado líquido (do cadarço) para o estado gasoso (para o ar).
Nesta passagem de estado,
há um consumo de energia térmica.
Este mesmo processo é utilizado por algumas espécies de animais,
para que possam perder calor, o que chamamos comumente de suor.

Para se saber então, a umidade relativa do ar naquele momento,
basta que se tome a diferença de temperatura entre os dois termômetros,
e se confira o resultado em uma tabela pré-estabelecida
que relaciona a temperatura com a umidade.
Daí, obtemos a chamada Umidade Relativa do Ar.

Veja em "A formação das nuvens" abaixo,
como é que ocorre o processo inverso,
em que a umidade relativa do ar volta a ser água novamente.


A formação das nuvens

As nuvens se formam pela perda da capacidade do ar de conter umidade.

Isto ocorre normalmente,
quando massas de ar que estão com alta umidade relativa,
sofrem resfriamento.

Na atmosfera, isto se dá normalmente pela elevação destas massa de ar.

Ao subir, o ar vai se expandindo pela diminuição da pressão atmosférica.
Esta expansão, desconcentra calor, resfriando-o.

À medida que o ar vai se resfriando,
ele vai perdendo a capacidade de conter umidade,
ou seja,
sua umidade relativa vai aumentando até chegar a 100% da sua capacidade.
Daí para frente, a umidade começa a aparecer sob a forma de pequenas gotículas de água
que pairam no ar, levadas pelos ventos.

Quando o fenômeno ocorre a certa altura, chamamos de nuvem,
quando está próximo do chão, chamamos de neblina, serração, névoa, etc..

Se o processo continuar se intensificando,
haverá a precipitação da umidade em forma de chuva.

Tipos de chuvas

É muito simples identificar os tipos de chuvas, e prever sua ação e duração.
Veja a seguir:

A elevação das massa de ar, na América do Sul, ocorrem comumente de três formas,
as quais originam os três tipos básicos de chuva. São eles:

Chuva
Convectiva


Características: típica chuva de verão, com grande intensidade
e curta duração (é menos comum no inverno).
Pode produzir ventos locais e muitos raios. Ocorre pela formação de "corredores" verticais de ar, provocados pela elevação de massas de ar quente.

Como se forma: quando o sol aquece a terra, formam-se células convectivas.
Estas células são imensas massas de ar aquecido na superfície da terra,
que iniciam uma subida em algum local.
Esta subida tende a puxar para cima mais ar aquecido da superfície da terra.
O ar aquecido que está subindo empurra para cima e para os lados o ar que está acima dele. Acelera-se o processo como numa ampla e gigantesca chaminé.
Por isto, estas nuvens tem um formato típico de cogumelo.
São muito grandes, podendo ter dezenas de quilômetros de diâmetro,
e vários quilômetros de altura.

Podem ocorrer isoladas (com céu azul em volta),
o que é facilmente observado por pessoa que não esteja sob a imensa nuvem.

Quando o processo produz nuvens muito altas e de grande energia cinética,
criam ambiente ideal para formação de granizo.

Apresentam grande atividade elétrica interna,
com infinidades de raios e violentos ventos verticais e turbulências diversas.
São um enorme perigo para aeronaves.
Podem produzir grandes diferenças de potencial elétrico com a terra,
possibilitando intensa ocorrência de raios.
É uma nuvem muito sonora e relampagueante.

Chuva
Frontal


Características: é uma chuva de menor intensidade, com pingos menores, e de longa duração. Pode ocorrer por vários dias,
apresentando pausas e chuviscos entre fases mais intensas.

Na metade sudeste do continente, pode ocorrer em qualquer época do ano, mas tem maior duração nos meses frios, quando os fenômenos atmosféricos são menos intensos.
Pode produzir ventos fortes e grande quantidade de raios. Ocorre em uma imensa área simultaneamente.

Como se forma: ocorre pelo encontro de duas grandes massa de ar.
Uma quente e úmida, estacionária ou vinda do quadrante norte,
outra fria, vinda do quadrante sul.
A frente fria, mais densa, entra por baixo,
levando para cima a massa de ar quente.
Quando esta massa de ar quente possui elevada umidade relativa,
a chuva é iminente.

A intensidade dos fenômenos (chuvas, ventos, raios),
depende da intensidade dos elementos envolvidos
(velocidade dos deslocamentos, umidade e temperatura das massas de ar).
Frentes frias ocorrem comumente a cada 6 a 8 dias,
e poderão ou não provocar chuva.

Chuva
Orográfica

Características: ocorre quando uma nuvem encontra um alto obstáculo em seu caminho, como uma grande elevação do terreno, cadeia de morros, serra, etc.

Como se forma: para a massa de ar transpor o obstáculo, é forçada a subir.
Aí ocorre aquela velha história: ar que sobe é ar que se expande pela menor pressão atmosférica, e ar que se expande é ar que "dilui" calor. Massa de ar que perde calor, perde junto a capacidade de conter umidade, o que gera nuvens e em segmento, chuva.
Daí a grande incidência de nebulosidade e chuvas, muitas vezes torrenciais,
nas altas encostas dos morros.

Estas nuvens podem provocar tempestades elétricas perigosas,
pela proximidade da terra com as nuvens, sobretudo quando ocorre juntamente com outro tipo de chuva (frontal, convectiva).
Fonte: Lua.pop

domingo, 1 de março de 2009

FENÔMENOS ESPIRITUAIS

Sócrates e Platão na antiguidade e mais recentemente Paracelso e Swedenborg já haviam vislumbrado o mundo espiritual, mas foi no início do século XIX que os fenômenos aconteceram de forma avassaladora. Inclusive eram usadas por muitos incautos para exibições públicas. O povo adorava as manifestações, mas achava que se tratava de ilusionismo.



ALLAN KARDEC

Em 1857, Allan Kardec (pseudônimo adotado por Hyppolite Léon Denizard Rivail), nascido em 1804 em Lyon, na França, publica "O Livro dos Espíritos". O Público soube então que aquilo que vinha considerando uma diversão era na realidade uma espantosa realidade que merecia muito respeito. Kardec continuou com as suas pesquisas e lançou outros livros: O Livro dos Médiuns e "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de nítido cunho religioso. Os livros, segundo Kardec, eram ditados por espíritos (seus guias espirituais) em sessões reservadas. O cuidado com as entidades espirituais para evitar informações propositadamente inverídicas, ditadas por espíritos brincalhões se fazendo passar por sérios, era a técnica de Allan Kardec para chegar à verdade. Nasceu assim o espiritismo (termo criado por ele).
Depois, diversos estudiosos pesquisaram os fenômenos espirituais: Mesmer, Zöllner, Lombroso, Flammarion, Lodge, Bozzano, Geley e muitos outros, mas um cientista notável se destacou pelos resultados que conseguiu e que injustamente não foram, até hoje, definitivamente reconhecidos por todos, principalmente pela Comunidade Científica, embora o seu relatório não tenha deixado dúvidas. O nome dele é Sir William Crookes.

PESQUISAS DE WILLIAM CROOKES

William Crookes foi um dos mais brilhantes físicos da história da humanidade. Sua descoberta do elemento químico que denominou Thallium e as invenções do radiômetro(*), do espintariscópio(**) e da ampola Crookes (***) constitui apenas uma parcela da sua grande colaboração científica para o progresso da humanidade. Crookes recebeu as maiores honrarias da sociedade inglesa.
Foi eleito membro da Sociedade Real em 1863 e recebeu dessa entidade em 1875 a Royal Gold Medal, por suas pesquisas nos campos da física e da química. Depois foi agraciado com a Davy Medas (1888) e a Sir Joseph Copley Medas (1904). Foi nomeado Cavalheiro pela Rainha Vitória em 1897 e recebeu a Ordem do Mérito em 1910. Foi, por diversas vezes, presidente da Royal Society, da Chemicak Society, da Institution of Eletrical Engineers, da Society for Psychical Research e da British Association.
Em 1859, Crookes fundou o Chemical News. Depois foi redator do Quarterley Jounal of Science. Em 1880, a Academia de Ciências da França lhe conferiu uma medalha de ouro em reconhecimento ao seu inestimável trabalho. Justamente nessa época estavam em voga, na Europa e na América, os fenômenos espirituais. Era um desafio para a ciência que Crookes resolveu enfrentar. Iniciou as pesquisas pensando que tudo fosse tramóia dos apresentadores. Seus colegas de ciência achavam o mesmo e ficaram satisfeitos com a atitude de Crookes em pesquisar o assunto, achando eles que o eminente colega colocaria logo um ponto final naquilo que consideravam uma farsa.
Com o auxilio da médium Florence Cook e o Sr. Home, Crookes pesquisou durante quatro anos os fenômenos a seguir:
Movimento de corpos pesados com contato, mas sem esforço mecânico; fenômenos de percussão e outros sons semelhantes; movimento de objetos pesados colocados à distância do médium; mesas e cadeiras elevadas do solo sem ninguém lhes tocar; elevação de corpos humanos; aparições luminosas diversas; aparição de mãos luminosas ou visíveis à luz fraca; aparições de fantasmas; casos particulares demonstrando a ação de uma inteligência exterior; manifestações outras. Crookes fotografou ainda Katie King, o espírito que se materializava nas sessões de pesquisa, por 42 vezes. Esse material foi uma das mais contundentes provas da veracidade dos fenômenos.
Após a pesquisa Crookes publicou o seu relatório e enviou uma carta ao Sr.Stokes, Secretário da Sociedade Real, pedindo que viesse constatar os fatos in loco. Recusando-se Stokes assumiu a mesma postura dos cardeais que não quiseram ver as luas de Júpiter no telescópio de Galileu.
Crookes foi a partir daí ridicularizado pelos pensadores daquela época e até por colegas cientistas. Mesmo assim, prosseguiu com as pesquisas. Teve uma grande decepção ao receber uma das mais significativas homenagens da Coroa Britânica, o título nobiliárquico de "Sir". Foi-lhe sugerido que abandonasse as pesquisas e o que é pior, mudasse a conclusão do seu relatório e admitisse que tudo se tratava de uma alucinação psicológica. Crookes refutou com energia a sugestão indigna e continuou com os mesmos propósitos e a mesma certeza da existência da consciência humana depois do desaparecimento do corpo físico.



MAX PLANCK E A FÍSICA QUÂNTICA

Embora suas pesquisas não tivessem nada, diretamente, a ver com os fenômenos espirituais, um físico iluminado chamado Max Planck fez, em 1900, uma descoberta que provou, de maneira incontestável, a existência de outras dimensões (planos). Questão fundamental para se entender cientificamente para onde vão as nossas consciências depois da morte do corpo físico.
A Mecânica Quântica demonstrou a incerteza da localização e "momentum" de um elétron em uma órbita. Isso liquidou com o determinismo matemático e absoluto da física clássica, dando lugar então, ao determinismo das probabilidades e estatístico. A nova descoberta provocou a interação entre a ciência formal e o espiritismo científico (Kardecismo) . "Trocados em miúdos": Quando os corpúsculos do átomo desaparecem, vão pra onde?... Vão para algum lugar, é claro... E se voltam... Então esse lugar representa, sem nenhuma dúvida, uma outra dimensão, um outro ou inúmeros outros universos, onde podem estar também as consciências humanas que já deixaram o corpo material.

Os cientistas sempre tiveram uma postura cética em relação aos fenômenos sem explicação formal. Novas técnicas de comprovação desses fenômenos, no entanto, estão sendo criadas e cada vez mais a verdade vem à tona. O problema dos cientistas é que eles ainda teimam em usar métodos convencionais, exigindo a reprodutibilidade do fenômeno como se um espírito fosse uma reação química qualquer ou coisa que o valha. Ora, os espíritos não estão interessados em servir de cobaia e ainda mais, para quem a priori duvida de tudo.
Aos poucos no entanto, alguns cientistas vão reconhecendo o valor inestimável das pesquisas de Crookes, Charles Richet, Arthur Conan Doyle, Zöllner e outros pesquisadores. Reconhecendo também a ineficácia dos métodos convencionais para pesquisar fenômenos desse tipo.

O Prof. Álvaro Vannucci - do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, é um deles e diz no seu site:
"Tenho muito interesse nos assuntos ligados ao espiritismo codificado por Allan Kardec. No meu entender, os fenômenos mediúnicos (paranormais) ocorrem segundo leis naturais, que ainda não foram descobertas ou devidamente entendidas pela ciência atual. A principal dificuldade de se investigar esses fenômenos corresponde ao fato deles não serem reprodutíveis. Isto, no entanto, não impediu, que grandes cientistas como William Crookes, Charles Richet e Arthur Conan Doyle, se envolvessem intensamente com este fascinante assunto".

FATOS IMPRESSIONANTES
O redator desta matéria já teve experiências espontâneas, no ano de l974, como se sentir fora do corpo e sonhar com situações que logo aconteciam. Mas, o mais importante foi ter sido curado de uma grave moléstia pulmonar, não diagnosticada. A cura aconteceu logo depois de uma sessão de passes no Centro Espírita dirigido, na época, pelo Major Weyne (já falecido), no bairro de Messejana, em Fortaleza. No dia seguinte, as radiografias, tiradas no Hospital de Messejana, que antes apresentavam manchas que mudavam de lugar a cada nova chapa, nada mais revelavam de anormal e o paciente passou a gozar da mais perfeita saúde. As radiografias, ainda existentes, constituem uma prova irrefutável.
PS - "A eternidade será pouca para agradecer aos espíritos Bezerra de Menezes, Wilson de Brito, Diomendes Cordeiro Cavalcante (meu avô), José Araripe Cavalcante (meu tio), Helda Freire, que ainda em vida muito e primeiramente me ajudou, juntamente com um espírito amigo que se comunicava com ela através do Código Morse, e, muito especialmente, minha eterna gratidão vai para Nossa Senhora, mãe adotiva de todos nós, a quem roguei por minha vida e a minha querida mãe que procurou os meios certos para a minha cura, com muita fé e amor pelo filho (Nivardo Cavalcante Nepomuceno)".

"DÉJÀ VU", PREMONIÇÃO, CHAME DO QUE QUISER...
A mãe do redator também já teve experiências espontâneas, recebendo entidades, em diversas oportunidades, no próprio lar. O mais impressionante no entanto, foi ter tido uma visão, nítida, com quinze dias de antecedência, do funeral do Senhor Cancão, proprietário da loja do mesmo nome (antiga Ótica Cancão).
Um dos detalhes mais interessantes da visão foi a colocação do caixão: deixando o corpo com os pés voltados para o interior da casa, posição contrária ao procedimento costumeiramente adotado. Exatamente como a mãe do redator havia visto na sua estranha visão. Outros detalhes impressionantes: os castiçais de madeira, ao invés dos usuais de metal e os adereços que depois foram identificados como de origem maçônica. Isso tudo, sem se falar da morte em si, já que o citado senhor nem estava doente.
As explicações para fenômenos semelhantes, por parte dos parapsicólogos, tipo Padre Quevedo, são simplórias e até ridículas. Falam apenas em "déjà vu" ou premonições e pronto, está explicado... Quando esses pretensos estudiosos vão cair na realidade?

As Leis de Planck
Expressão matemática que descreve a quantidade de potência irradiada por um corpo negro em diferentes comprimentos de ondas. A lei foi formulada em 1900, pelo físico alemão Max Planck e assinalou o início da mecânica quântica. Foi deduzida a partir da percepção de que a energia é sempre trocada em pacotes discretos, os quais Planck chamou de "quanta". Em particular, a luz é emitida na forma de fótons (quanta de luz), cuja energia depende de seu comprimento de onda no vácuo


Nivardo Cavalcante