Ano VII - 2007/2013 - BLOG FENÔMENOS SOBRENATURAIS - Developed by IVSON DE MORAES ALEXANDRE - VOLTA REDONDA - ESTADO DO RIO DE JANEIRO - BRASIL.
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sábado, 2 de agosto de 2008

ESPÍRITOS - A MORTE ESTÁ AO SEU LADO

"A fotografia não reproduz a realidade. Depende de como a imagem é capturada, de como é revelada, de como é concebida", diz um professor de fotografia à sua classe em determinado momento do filme ESPÍRITOS - A MORTE ESTÁ AO SEU LADO, ao exibir fotografias de um mesmo cenário - uma ponte -, feitas com ângulos e exposições diferentes à luz (mais clara, mais escura), comprovando, assim, que as fotos, mesmo quando feitas de um mesmo lugar na mesma hora, podem sair completamente diferentes. Aí é que está o ponto desta excelente produção tailandesa (e a Tailândia anda dando um show de cinema ultimamente) de 2004: se a fotografia não reproduz a realidade, será que ela pode registrar coisas que não fazem parte da nossa realidade? Como, por exemplo, fantasmas?Por aí, já dá para perceber que ESPÍRITOS - A MORTE ESTÁ AO SEU LADO - cujo título original, bem mais popular, é SHUTTER, e por isso passará a ser usado a partir de agora até o final do texto - é mais um filme de horror vindo do Oriente onde o sobrenatural ataca utilizando a tecnologia moderna. Ou seja: nada de casas assombradas, a onda agora é incomodar os vivos através da eletricidade. Anteriormente, nós já havíamos visto como os fantasmas agem através de TV e videocassete (na série RINGU), através do telefone celular (em PHONE), e através de computadores (em KAIRO), entre outros aparelhos domésticos. Agora chega a vez da fotografia, esta ciência fascinante de registrar imagens em filme. Tudo bem que hoje, em pleno século 21, vivemos uma era de bits, bytes e pixels, onde qualquer telefone celular dos mais vagabundos tira fotos. Esquecendo um pouco esta era de fotografia digital, SHUTTER, mesmo com uma história passada nos dias modernos, enfoca um tipo de fotografia mais romântica, aquela com filme, aquela da revelação à base de produtos químicos, aquela do suspense de ter de esperar as fotos serem reveladas para ver o que elas registram - ao invés de tê-la prontinha na hora, como acontece hoje em dia, graças à tecnologia das máquinas digitais.Vi SHUTTER em junho de 2005, na tradicional cópia baixada via Emule. Com legendas em inglês, ainda por cima. Havia lido alguns bons comentários sobre o filme em sites do tipo Bloody Disgusting. Aparentemente, a gringada estava se borrando de medo desta bem-sucedida produção tailandesa. Não esperava nada de muito espetacular quando comecei a ver o filme no computador, numa sala mergulhada no mais completo silêncio e escuridão. Em mais de uma oportunidade, fiquei completamente apavorado, num estado de permanente ansiedade. SHUTTER é um filme minuciosamente feito para dar medo. Visto sob condições ideais (leia-se: NÃO em cinemas repletos de pirralhos gritando e rindo), ele pega o espectador de jeito, mergulhando-o numa atmosfera tensa, opressiva e sinistra de medo e mistério, que não dá nem um minuto de folga até a aterrorizante (ênfase no aterrorizante) e inesquecível cena final.Mas será que um filme de horror oriental ainda tem alguma coisa para mostrar de diferente, agora que uma boa parte do público já está saturada de ver atores de olhinhos puxados enfrentando fantasmas femininos, com longos cabelos compridos, que andam de um jeito engraçado? Convenhamos: depois de RINGU, JU-ON e seus remakes - mais DARK WATER, os dois THE EYE e tantos outros que só estão disponíveis pela Internet -, muitas das estratégias usadas pelos cineastas orientais para provocar medo no espectador já viraram clichê. Especialmente aquelas cenas que incluem água, seja em poços, banheiras ou pias - e, pior, há uma cena dessas também em SHUTTER! Porém, e aí é que está a boa notícia, esta produção tailandesa vai na contramão do clichê. Tem a fantasma de cabelos longos? Sim, tem! Mas esta é a única semelhança que você vai ver entre SHUTTER e tudo que veio antes. Logo, não precisa ficar com o pé atrás... A trama é centrada em Tun (Ananda Everingham), um jovem fotógrafo de Bangcok que nada tem de artístico, que está acostumado àqueles trabalhos burocráticos - tipo casamentos, aniversários de crianças e formaturas. Sua namorada, Jane (Natthaweeranuch Thongmee), é uma estudante de jornalismo. Mas a história não se preocupa com tempos mortos, vai apresentando os personagens em meio à ação e já começa indo direto ao ponto: logo nos cinco minutos iniciais, Tun e Jane estão bebendo na festa de casamento de um amigo do rapaz, Tonn (Unnop Chanpaibool). Eles saem de carro pela estrada escura, meio "altos" e "alegrinhos", e, durante um momento de desatenção de Jane ao volante, uma garota atravessa a pista, sendo colhida em cheio pelo automóvel. Após a violenta batida, o carro vai parar em uma valeta, batendo em cheio numa placa. Tun machuca a cabeça no vidro da porta do passageiro e fica atordoado. Então Jane olha apavorada pelo retrovisor e enxerga o corpo da pedestre esticado no meio da estrada. Com medo, Tun se desespera ao ver que um carro se aproxima. E faz o pior que poderia fazer naquela situação: obriga a namorada a fugir correndo dali, deixando para trás a pedestre atropelada, sem prestar socorro.No dia seguinte, Tun vai cumprir um de seus compromissos profissionais, fazendo fotos da formatura de uma turma na faculdade. Enquanto percorre as fileiras de formandos com sua câmera, ele tem a impressão de ver um vulto pálido em meio aos estudantes, que logo desaparece, num passe de mágica. Sem se abalar, achando que tudo é coisa da sua imaginação, o jovem volta para sua casa/estúdio e inicia o processo de revelação dos filmes. Mas ao mesmo tempo em que Tun leva a coisa na boa, Jane não consegue esquecer do que aconteceu na madrugada, muito menos do fato de terem deixado a moça atropelada no meio da estrada - provavelmente abandonando-a à morte.Sem dar ouvidos às preocupações de Jane, Tun vai ao laboratório de um velho amigo para pegar as fotos reveladas da formatura. É então que ele descobre, surpreso, que seu filme está "velado". Ou seja: de alguma forma, entrou luz no filme e "manchou" as fotos com grandes riscos luminosos, brancos. Sem uma explicação para o fenômeno, Tun volta para seu estúdio e começa a examinar atentamente as fotografias. Descobre, então, que o mesmo vulto pálido aparece de perfil em uma das fotos. E, no primeiro grande susto do filme, o vulto na fotografia se vira e encara o fotógrafo com uma expressão assustadora, fazendo qualquer ser humano normal pular da cadeira - a cena é realmente apavorante e pega de surpresa. Enquanto isso, Jane também está vivendo seus próprios problemas, sofrendo com pesadelos e alucinações onde vê a moça ensangüentada que eles atropelaram. Movido pelos apelos insistentes da namorada, Tun investiga o que aconteceu com a vítima; porém, não descobre nenhuma informação plausível na delegacia ou nos hospitais da cidade - é como se a atropelada tivesse literalmente desaparecido!Não demora muito para o casal desconfiar que há algo de sobrenatural nas fotografias. Eles vão até a redação de uma revista que trabalha com a publicação das chamadas "fotos espíritas", aquelas que supostamente registram fantasmas e espíritos. Porém, logo se frustram ao verem um diagramador manipulando algumas fotografias, sem a menor vergonha na cara, criando, num programa de edição, "fantasmas" falsos para enganar os leitores. Mas o editor da revista (Abhijati Jusakul, que foi assistente de direção na superprodução americana ALEXANDRE, de Oliver Stone) aparece para dizer que nem todas as fotos do gênero são falsas. Neste momento, o jornalista mostra a Tun e Jane algumas fotos "reais", daquelas que circulam pela Internet, contendo toda uma variedade de espíritos e fenômenos esquisitos registrados em fotos (você certamente já recebeu alguma delas por e-mail). E explica: "Às vezes, os espíritos ficam ao lado de suas pessoas queridas. Estas fotos representam mais que lendas urbanas macabras. São sinais. Por que os mortos regressam ao mundo dos vivos? Eu acredito que estas sombras estão relacionadas com alguém que aparece na foto. Um pai, uma mãe, um amante... Ou alguém que cometeu alguma maldade àquela pessoa quando ela estava viva". Sentiu o drama?Tun, apesar de estar presenciando ele próprio alguns fenômenos macabros, não dá ouvidos ao editor e acredita que todas aquelas fotos fantasmagóricas são, na verdade, montagens. Então o editor da revista mostra uma pasta repleta de fotos Polaroid - aquelas câmeras instantâneas, que tiram fotos na hora, sem usar filme fotográfico. "Como você vai fazer montagem nestas?", questiona o jornalista, deixando claro que aquelas fotos registram o momento e não poderiam ser alteradas. Pois aquilo mexe tantao com Jane que, à noite, analisando as estranhas fotos da formatura feitas pelo namorado, ela descobre que as sombras parecem sair da janela de um prédio da universidade, que aparece no fundo das imagens. Jane então consegue uma câmera Polaroid e vai até a tal sala - um laboratório de ciências. Ela está sozinha na sala e começa a fazer fotos instantâneas dos corredores desertos. A cada flash, a foto sai prontinha na frente da câmera, registrando a sala vazia. Porém, numa delas, aparece um vulto parado junto a uma prateleira! Essa era a gota d'água: Jane começa a relacionar os fenômenos fotográficos com a garota atropelada, descobrindo que ela era uma tímida estudante chamada Natre (Achita Sikamana).Qual a relação de Natre com Tun e Jane? O que aconteceu na noite do atropelamento? Será que Natre está morta e quer infernizar a vida do casal por ter lhe negado socorro? Ou está viva e aqueles fenômenos fazem parte de um plano maior, tipo EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO? É isso que Tun e a namorada tentam descobrir, já que os amigos do fotógrafo começam a morrer como moscas, em supostos "suicídios". Tudo parece estar ligado a algum fato obscuro no passado de Tun, e logo o casal de heróis se entrega a uma investigação que rende diversos sustos, aparições fantasmagóricas e reviravoltas surpreendentes - quando você acha que já "captou" tudo sobre a trama, um novo detalhe surge para mudar o que você já tinha como certo! E, conforme citei anteriormente, a sucessão de fatos macabros vai se encaminhando à chocante conclusão, numa daquelas imagens que dificilmente vai sair da sua cabeça por um bom tempo - mais ou menos como a visão de Sadako atravessando a tela da TV para o mundo dos vivos no já clássico RINGU. Prepare-se para ficar com os nervos literalmente à flor da pele!!! SHUTTER é uma verdadeira aula de cinema de horror. Efeitos especiais, quase não há - e eles não fazem a menor falta! A maior parte dos sustos está ligada aos efeitos sonoros. Sabe quando algo vai acontecer e a música vai subindo, subindo, subindo... até aquele TCHAN! que te faz pular da cadeira? Pois é, os americanos também aprontam dessas de vez em quando, mas a diferença é que eles são uns enganadores, que adoram usar o artifício em sustos falsos - por exemplo, o TCHAN! é seguido de um gato pulando do armário ou de um amigo da mocinha que veio por trás e lhe deu um susto. Aqui não: toda vez que a música começa a ficar sinistra, pode se preparar que o susto vem, e não é susto falso, sempre vem coisa feia pela frente! O máximo de "efeito especial" no filme é fazer a imagem em uma foto se mover. Ora, quantas vezes isso já foi mostrado pelo cinema antes? E mesmo assim o "clichê" não tira o impacto da cena. Outro "efeito especial" é a fantasma andando como aranha, outra coisa que não é lá muito novidade, mas que continua assustando...E o que dizer da figura da fantasma que inferniza a vida de Tun e Jane? Ora, não pense naqueles fantasmas feitos em computação gráfica no cinema americano, ou mesmo nas bizarrias compostas por Stan Winston, Tom Savini e outros especialistas de efeitos especiais. Na verdade, o fantasma de SHUTTER é bem parecido com aquele da série JU-ON: trata-se de uma garota com o rosto branco e umas lentes de contato sinistras, eventualmente com algum sanguinho no rosto, mas normalmente apenas pálida. Sem graça, você acha? Pois prepare-se para morrer de medo da dita cuja! Em alguns momentos, acredite, ela consegue colocar no chinelo até a famosa Sadako! E já que citei JU-ON, é interessante comprovar que tanto neste quanto em SHUTTER existem cenas onde o protagonista é assombrado em sua própria cama, normalmente o local onde pensamos estar mais seguros e protegidos. No caso, em SHUTTER, a fantasma lentamente puxa o cobertor de Tun enquanto ele tenta dormir. Caramba, quantas vezes, na infância, a sua mãe lhe disse que um fantasma iria lhe puxar o cobertor caso não se comportasse? Pois o filme evoca não só os "medos modernos", ligados à tecnologia, mas também estes medos da infância, como o pavor de não estarmos protegidos nem mesmo debaixo das cobertas de nossa própria cama! Além dos efeitos sonoros e da maquiagem da fantasma, SHUTTER conta ainda com uma arrepiante trilha sonora, que realça os momentos mais sinistros. A cena em que Tun e Jane olham as fotografias espíritas é macabra, em grande parte, por causa da música de Chartchai Pongprapapan - até porque muitas das fotos mostradas são evidentemente montagens. Porém, com a trilha que embala a cena, você quase começa a acreditar em fantasmas. E é a música também que ressalta a - lá vamos nós de novo - chocante imagem final.Não bastassem tantas qualidades, o filme ainda se desenvolve com rapidez, empilhando os sustos um atrás do outro, sem tempo para deixar o espectador respirar. A maior parte dos sustos explora lugares comuns, principalmente salas escuras. Este, por sinal, é mais um pavor da infância evocado pelo roteiro: o medo do escuro. Para completar, quase todos os sustos funcionam, e vários são completamente imprevisíveis. SHUTTER também acerta ao mostrar o mínimo, preferindo assustar o espectador ao esconder o que os personagens vêem - muitos, por exemplo, terão um ataque de ansiedade na cena em que Tun fica preso numa sala escura, iluminada apenas por repentinos flashes das câmeras fotográficas! Por estes fatores citados - efeitos sonoros, maquiagem simples, trilha macabra e ritmo -, é que eu recomendo que SHUTTER seja visto com todo aquele "clima" necessário para a imersão total na assustadora trama. Não com adolescentes lambões gritando e conversando ao redor. No final, como é comum nas produções orientais, algumas coisas ficam sem explicação. Acontece que os filmes vindos do Oriente privilegiam mais o medo e menos as justificativas, ao contrário do que fazem as produções ocidentais. Uma coisa que nunca fica bem clara é o porquê do acidente de carro no começo (quem viu o filme sabe do que estou falando). Falta ainda também uma justificativa para o tempo que a fantasma esperou para iniciar sua "vingança" (outra dúvida que só vai fazer sentido para quem já viu). Se o roteiro não se preocupa em explicar estes detalhes, por outro lado não faz a menor diferença: a trama é tão bem bolada (e simples!) que você aceita com naturalidade os acontecimentos, e só vai se questionar sobre alguns detalhes bem depois que o filme terminou. Para arrematar: SHUTTER é um filme que você provavelmente vai ter que ver duas vezes, para pinçar algumas coisas que ficam meio "no escuro" na primeira vez. Só vou deixar uma pista: um dos elementos aparentemente mais importantes da trama na verdade NÃO tem nada a ver com o que acontece! SHUTTER é o primeiro filme de uma dupla de diretores tailandeses que logo deverá estar sendo contratada para trabalhar em Hollywood. Seus nomes são complicados e não muito fáceis de lembrar: Banjong Pisanthanakum e Parkpoom Wongpoom. O roteiro foi escrito pela dupla com a ajuda de um terceiro homem, Sopon Sukdapisit. Nenhum dos três têm lá muita experiência no cinema - e a maior parte do elenco está aqui trabalhando em seu primeiro filme. Mas os diretores já mostram uma grande experiência, principalmente ao reaproveitar clichês já manjados do gênero. A forma como eles trabalham o suspense é primorosa, e SHUTTER ainda tem alguns momentos incríveis. Um deles é o take único em que Tun vê um amigo se atirando da sacada de um prédio; ele então corre até a sacada, SEM CORTES, e vê o corpo estatelado sobre um carro, no térreo!!!O filme de Banjong e Parkpoom estreou nos Estados Unidos num pequeno festival de cinema, sem grandes divulgações (até porque muitos pensavam que era apenas mais um terror oriental). Mas logo acabou gerando uma fantástica propaganda boca-a-boca. Alguns espectadores saíam verdadeiramente aterrorizados do cinema, pálidos e tremendo, chamando a atenção de outros que queriam ver o que havia ali de tão aterrador. Surpreendentemente, as críticas negativas eram mínimas, e normalmente feitas por aqueles chatonildos de plantão.Bem, já finalizando, se você, como muitos chatonildos por aí, acha que o terror vindo do Oriente já deu o que tinha que dar, SHUTTER é o filme ideal para fazê-lo mudar de idéia. Sem sombra de dúvida, uma das melhores e mais bem-boladas histórias de fantasmas em muitos anos - além de verdadeiramente assustadora. Claro, sempre tem aqueles que pensam que os filmes japoneses, chineses, tailandeses, coreanos, etc. são todos iguais, com suas meninas-fantasmas de cabelo comprido que aparecem e desaparecem de repente. Agora, se você também pensa assim... Meu amigo, você está cometendo uma injustiça sem tamanho!Talvez até você pense, depois de ler este artigo, que SHUTTER é mais uma cópia de O CHAMADO e de O GRITO - até porque algumas cenas envolvem água e cabelos compridos, e até porque os fantasmas de SHUTTER e O GRITO são bem parecidos. Porém as semelhanças param por aí: SHUTTER é uma história original - apesar de simples. E se você não tem o discernimento de perceber a diferença entre todas estas produções, e continua achando que filme oriental é tudo igual, acho que o negócio é você continuar de quatro para o cinema americano, onde os filmes são bem diferentes uns dos outros e os roteiros são originalíssimos - quantas vezes os filmes made in EUA mostraram assassinos mascarados correndo atrás de adolescentes, mesmo? E para quem não gosta do cinema oriental, sempre existirá a produtora Dark Castle e seus "filmaços de horror" cheios de efeitos especiais e garotas peitudas, como 13 FANTASMAS e A CASA DE CERA... Agora, se você é um espectador de cabeça aberta, ciente que o horror se faz com histórias assustadoras e sem abusar dos efeitos especiais, então o negócio é render-se a SHUTTER - e preparar-se para ficar com receio toda vez que for tirar uma fotografia em algum lugar ermo. Quem sabe não sai uma pessoa indesejada - e inexistente! - na imagem??? Você nunca mais vai olhar do mesmo jeito para aquelas manchas e sombras que às vezes aparecem nas fotos...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mediunismo - Mediunidade - Animismo e Mistificação

Por: Freddy Brandi - Foto: Allan Kardec

A expressão mediunismo, criada por Emmanuel, designa as formas primitivas de mediunidade que fundamentam as crenças e a religião primitivas. Primitivismo; adoração inclusive de objetos inanimados, broches, talismãs, amuletos, e etc., o fetichismo nas crenças indignas e religiões africanas. A diferença entre Mediunismo e Mediunidade está na conscientização do problema mediúnico. "A mediunidade é o mediunismo desenvolvido, racionalizado e submetido à religião religiosa, filosófica e às pesquisas científicas necessárias ao esclarecimento dos fenômenos, sua natureza e suas leis.O mediunismo divide-se em vários ramos correspondentes, as noções africanas de que procedem. Existem as mais e as menos elevadas:Umbanda: - São as práticas mais elevadas e voltadas para o bem.Quimbanda: - Rituais selvagens provocados pelo sangue dos animais sacrificados e queima de pólvora e outros rituais relacionados a inferioridades dos espíritos. Candomblé: - São as Danças nativas de origem africana e indígena.A Macumba: - É um ritual muito antigo. Diz Herculano Pires que a Macumba é um instrumento de sopro, geralmente, de bambu, que é tocado para chamar os espíritos do mato, é o "despacho", ao contrário do que se pensa, não é a oferenda de comidas e bebidas que é colocada nas encruzilhadas, mas o envio de espíritos inferiores para atacar as pessoas visadas.
Mediunidade: É a faculdade humana pela qual se estabelece a relação entre homens e espíritos. Não é um poder oculto que se possa desenvolver através de praticas, rituais ou pelo poder misterioso, desenvolve-se naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para captação mental, de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca e nos afeta, com as suas vibrações afetivas e psíquicas.
É a faculdade ou aptidão que possuem certos indivíduos determinados médium, de servirem de intermediário entre o mundo físico e espiritual. A mediunidade é dada sem distinção a fim de que os espíritos possam levar a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico, os virtuosos, para os fortalecer no bem, e os viciosos para os corrigir.
Mediunidade é simplesmente uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dócil, aos espíritos em geral. O bom médium é aquele que constrói boas qualidades morais e constantemente cultiva bons pensamentos, possui o hábito da oração e da leitura.
Dessa maneira , a mediunidade é a condição natural do homem, uma faculdade geral da espécie humana, que se revela em dois campos paralelos de fenômenos: os Anímicos: Que são os fenômenos mediúnicos, com há maior influência do espírito do médium na relação entre duas esferas, como nos casos de vidência. Espíritas: são fenômenos mediúnicos, quando, na relação, há uma atuação direta do espírito desencarnado sobre o encarnado, como ocorre na audiência e na psicografia.
Mistificação: São os escolhos mais desagradáveis da prática espírita; mas há um meio de evita-los, o de não pedires ao espiritismo nada mais do que ele pode e deve dar-vos; seu objetivo é o aperfeiçoamento moral da humanidade. Desde que, não vos afasteis disso, jamais sereis enganados, pois não há duas maneiras de compreender a verdadeira moral, aquela de que todo homem de bom senso pode admitir; mesmo que o homem nada peça, nem que evoque, sofre mistificações, se aceitarem o que dizem os espíritos mistificadores. Se o homem recebesse com reserva e desconfiança tudo que se afasta do objetivo essencial do espiritismo, os espíritos levianos não o enganariam tão facilmente.
Mistificar: Quer dizer; enganar , trapacear, burlar, tapear, iludir, iniciar alguém nos mistérios de um culto, torna-lo iniciado, abusar da boa fé.
“Do que se conclui que só é mistificado aquele que merece”
Animismo: (anima – alma) Sistema fisiológico que considera a alma como causa primária de todos os fatos intelectuais e vitais, isto é, expõe o fenômeno anímico como a manifestação da alma do médium, portanto, á alma do médium pode manifestar-se como qualquer ouro espírito, desde que goze de certo grau de liberdade, pois recobra os seus atributos de espírito e fala como tal e não como encarnado. Para que se possa distinguir, se é o espírito do médium ou outro que se comunica, é necessário observar a natureza das comunicações, através das comunicações e da linguagem.
Outro grande engano é confundir Animismo com Mistificação. "Na verdade a questão do Animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, manifestações anímicas".A conclusão que chegamos é que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. Existem também manifestações de animismo puro, ou seja, comunicação produzida pelo espírito do médium, sem a participação de outro espírito - encarnado ou desencarnado, pode ocorrer um processo espontâneo de regressão de memória. Existem fraudes de médiuns e de Espíritos que nada têm a ver com o animismo e o mediunismo. Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos. Existem a dos Espíritos que usam nomes falsos para desequilibrarem àqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais. Devemos conservar a humildade e agradecer constantemente a oportunidade de servir.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Terra Oca




Segundo esta teoria, a terra não é uma esfera sólida com um centro ígneo de metal fundido , como ensinam os livros didáticos, mas apresenta o seu interior oco , com aberturas localizadas nos pólos norte e sul



1o. Enfoque :
Foi formulado por um escritor americano , Willian Reed, em 1906 , sendo posteriormente ampliada por outro americano , Marshall B. Gardner, em 1920.
Willian Reed, em seu livro Phanton of the polos (Fantasma dos Polos) , publicado em 1906 , reúne a primeira compilação de evidências científicas, baseadas nas narrativas dos exploradores árticos . são suas afirmativas:
"A terra é oca. Os polos há tanto buscados são fantasmas. Há aberturas nas extremidades norte e sul. No interior estão grandes continentes, oceanos, montanhas e rios. É evidente a vida vegetal e animal neste novo mundo, que é provavelmente povoado por raças desconhecidas dos moradores da superfície da terra . "

Reed chama a atenção para o fato de não ser a terra uma esfera perfeita, e sim achatada nos polos, e que começa a se achatar quando se aproxima dos hipotéticos pólos e sul. Assim, os polos , estão na realidade no ar, dada a existência ali das aberturas. Daí o comportamento estranho da bússola nas altas latitudes. Ele narra os acontecimentos dos navegadores Peary e Cook nas proximidades das latitudes 70 e 75 graus. É nessa latitude que a terra principia a se curvar para dentro . O clima e as temperaturas existentes no interior da terra, segundo a teoria de Reed , eram devidas à erupções vulcânicas .
Foi observado também que em latitudes próximas de 90 graus, a bússola sofre a tendência de apontar sua agulha verticalmente (perpendicularmente ao seu plano) .
Segundo todas estas teorias a terra era originalmente uma bola de fogo e de metal fundido. A força centrífuga, resultante da sua rotação em torno do seu eixo, fez com que seu material sólido fosse arremessado para a periferia e com o resfriamento foi sendo formado uma crosta sólida . Como a velocidade desta massa ignea nas regiões polares era menor , formou-se duas aberturas nestas extremidades.

2o. Enfoque :
Quatorze anos mais tarde , Marshall B. Gardner publicou o livro : A Journey to the Earth's Interior ou Have the Poles Really Been Discovered ?. Ele apresenta praticamente os mesmos conceitos da estrutura da terra, mas acrescenta a existência de um sol central como causador da aurora boreal e responsável pelo clima ameno do interior e temperaturas mais elevadas nas aberturas polares.
De acordo com Marshall Gardner , a borda da abertura polar - o verdadeiro polo magnético - é um grande círculo de 2250 km de diâmetro. É tão grande , que , quando um explorador passa por ele, como muitos o fizeram , não percebe que está seguindo para o interior da terra, e sim imagina que continua na sua superfície, devido à sua declividade ser muito suave.
No livro de Gardner existem um diagrama indicando as várias etapas de uma jornada imaginária através do interior do planeta . No ponto D temos a primeira visão da coroa do sol central. Do ponto E o sol é visto inteiramente.

A atração gravitacional é mais forte ao redor da curvatura que liga o exterior ao interior do planeta . Um homem de 68 kg , provavelmente pesaria 136 kg neste trecho da viagem , e quando alcançasse o interior da terra pesaria somente 34 kg.

Gardner amplia a sua teoria , afirmando que não só a terra mais todos os planetas do sistema solar apresentam a mesma conformação e faz comparações com as nebulosas espiraladas , procurando evidências astronômicas para reforçar sua teoria .

3o. Enfoque :
Com a publicação do livro de Raymond Bernard - A terra Oca- a informação sobre a existência dos mundos interiores atingiu um certo nível de massificação. Tornou-se imensa a variedade das formas de conceber esses mundos , das descrições que deles se fazem.
Bernard o concebe como uma realidade física e objetiva. A superfície interna da crosta terrestre possui acidentes geográficos - campos , florestas, rios e mares. Ali existem cidades, vias de comunicação, equipamentos, bibliotecas - toda uma civilização.
Muitos exoteristas, principalmente no Brasil, entre teosofistas não ortodoxos, teúrgicos, eubióticos - afirmam que essa civilização está muito avançada em relação à nossa, em todos os aspectos . Ali, é a região da Eterna Primavera, com um sol interior brilhando perenemente no meio do céu interno. Os intraterrenos (como são chamados os seres que habitam no interior da terra) têm interesse diretor no que se passa na terra exterior , sempre nos vigiando e ajudando na nossa evolução. Suas formas de atuação incluem a visita de naves, tripuladas ou não. Há uma versão disto, de certa forma registrada por Raymond Bernard, segundo o qual extraterrestre e intraterrestres são, afinal de contas, os mesmos seres. Para que isto se torne possível, os defensores da idéia elaboraram uma teoria. Sustentam eles que os Intraterrenos mantém um intenso intercâmbio como os ExtraTerrestres. O trânsito das naves se faz pela via de um hiperespaço, onde a natureza funciona segundo outras leis. O portal de entrada e saída estaria no centro do sol interior .

Evidências Apresentadas:
As teorias de Reed e Gardner encontram confirmação nas expedições que o contra almirante Bird fez ao Ártico e à Antártica . Na primeira expedição, realizada em 1947. Nesta 1a. expedição Bird voou em direção ao polo norte , percorrendo 2730 km, retornando para se reabastecer. Nas suas narrativas, conta que progrediu para além do polo, encontrando terras sem gelo, com lagos e montanhas cobertas de florestas , vendo no seu sobrevoo um enorme animal parecido com o mamute, deslocando-se na vegetação rasteira . Na segunda expedição,comandada por Bird foi realizada na Antarctica ; ultrapassando 3.690 km além do polo sul . o voo, realizado pelo contra almirante no dia 13 de janeiro de 1956 , conta com fatos inusitados . Ao retornar desta expedição, teria Bird declarado : "a atual expedição descobriu uma vasta terra nova ". Contemporâneos seus teriam declarado : "Havia um estranho vale embaixo, era verde e luxuriante. Havia montanhas cobertas por vastas florestas e havia grama viçosa e vegetação rasteira ". em 1957, o mesmo almirante Bird teria dito : "aquele continente encantado no céu , terra de mistério eterno . " e assegurou que a sua expedição polar do sul foi "a expedição mais importante , na história do mundo - tendo descoberto uma terra nova vasta ." Naturalmente , por ser militar , muitos segredos permaneceram ocultos aos civis ; e estes fatos caíram no esquecimento.

Em fevereiro de 1947 , quase na mesmo ocasião em que Bird fez a sua grande descoberta de terra além do polo norte ,foi feita outra constatação do continente Antártico , o do Oásis de Bunger. Esta outra descoberta foi feita pelo capitão de corveta David Bunger, que pilotava um dos 6 aviões de transporte na operação Highjunber, da marinha dos EUA(46/47) . Ele estava voando terra adentro , da barreira de gelo de Shakleton, perto da costa da Rainha Mary , na terra de Wilkes, cerca de seis km da linha da costa , quando avistou uma terra livre de gelo . Os lagos observados neste oasis eram de diferentes cores, variando do vermelho ferruginoso ao verde e azul escuros, cada um deles com aproximadamente 5 km de extensão.Amerissando com seu hidroavião em um dos lagos, observou praias e declives suaves . Em alguns dos lados do oasis, observou grandes paredões de gelo de aproximadamente 30 m de altura ,e em outros declives de gelo suaves e graduais .

Existem também relatos de civis, que se aproximaram dos polos norte e sul .
Um dos relatos veio de um homem de ascendência nórdica : "vivia perto do círculo polar Ártico , na Noruega . Num verão, eu e um amigo, resolvemos fazer uma viagem de barco juntos, e ir tão longe quanto pudessemos para o Norte. Assim, armazenamos provisões de boca para um mês,num pequeno barco de pesca, e nos fizemos ao mar, com vela e também com um bom motor de popa.

No fim de um mês , tinhamos viajado bem longe, para o norte, além do polo e numa estranha e nova região.Ficamos muito espantados com o clima de lá .Quente, e às vezes as noites eram tão cálidas , que quase não se podia dormir (Narrativa semelhante de alguns navegadores que passaram naquelas latitudes) . Depois vimos algo tão estranho que ficamos ambos assombrados. Em frente do mar aberto e quente, em que estávamos, vimos o que parecia uma grande montanha. Naquela montanha, num determinado ponto, o oceano parecia estar desembocando. Confusos, continuamos naquela direção e nos encontramos navegando num vasto e profundo vale, que levava para o interior da Terra. Continuamos navegando e vimos então o que nos surpreendeu ainda mais - um sol brilhando dentro da Terra ! . "

"O oceano que nos tinha levado para dentro do interior oco da Terra, gradualmente transformou-se num rio. O rio percorria toda a superfície interna do mundo, de uma extremidade a outra. Ele pode ir, se se o segue sempre, de um polo a outro ."
"Vimos que na superfície interna existia terra e água. Há abundância de luz solar e m uita vida, tanto animal como vegetal. Navegamos mais e mais , para dentro desta região fantástica, porque tudo era de tamanho grande em comparação com as coisas do lado de fora. As plantas são grandes, as árvores enormes e , finalmente , chegamos até os GIGANTES . "
"Eles viviam em lares e cidade, da mesma maneira que o fazemos aqui. Usavam um tipo de condução elétrica, semelhante a um monotrilho, para transportar as pessoas. Corria ao longo das margens do rio, de cidade para cidade. "
"Vários dos habitantes do interior da Terra - gigantes enormes - descobriram nosso barco no rio e ficaram muito surpresos. Entretanto , foram bastante amistosos . Fomos convidados a jantar com eles, nos seus lares, e assim separei-me do meu companheiro, que foi para o lar de um dos gigantes, enquanto eu ia para a casa de outro . "

"Meu amigo gigantesco me levou para a sua casa, apresentou-me a sua família e fiquei completamente aterrorizado ao ver o tamanho enorme de todos os objetos do seu lar. A mesa de refeições era colossal. Foi posto na minha frente um prato com uma quantidade tão grande de comida que poderia me alimentar abundantemente por uma semana . O gigante me ofereceu um cacho de uva e cada uma delas tinha o tamanho de um pêssego . Provei uma e achei bem mais doce do que qualquer uma que tivesse comido 'do lado de fora' . No interior da Terra todos os frutos e hortaliças são bem mais gostosos e saborosos do que os que temos aqui na superfície externa . "

Permanecemos um anos com os gigantes, apreciando tanto o seu companheirismo quanto apreciavam nos conhecer. Observamos muitas coisas estranhas e fora do comum, durante nossa visita à esse povo notável e ficávamos continuamente assombrados diante do seu progresso científico e das suas invenções. Durante todo o tempo, jamais foram inamistosos para conosco, e permitiram que retornássemos para os nosso próprios lares , oferecendo-nos proteção caso precisassemos . "

Uma experiência semelhante de uma visita ao interior da terra pela abertura polar, foi citada por um norueguês chamado Olaf Jansen, e registrada no livro The Smoky God, de autoria de Willis George Emerson, um escritor americano. O livro é baseado numa narrativa feita por Jansen ao Sr. Emerson, antes da sua morte, descrevendo suas experiências reais, durante a visita que fez ao interior da terra e aos seus habitantes. O título faz referência ao sol central do interior oco da terra, que sendo menos brilhante e menor que o nosso sol, aparece como "esfumaçado". O livro conta a experiência verdadeira de um pai e seu filho escandinavos que , com seu pequeno barco de pesca e ilimitada coragem, tentam encontrar a "terra além dos ventos do norte ". de cuja beleza e calor tinham ouvido falar. Uma tempestade de vento enorme os leva através da abertura polar em direção ao interior oco da terra. Ficando lá por dois anos, regressaram pela outra extremidade sul (Antártica). O pai, foi acidentado quando um Iceberg destruiu o barco, vindo a falecer. Seu filho foi salvo e quando contou o ocorrido foi considerado como louco, ficando 24 anos em um manicômio.Silenciando-se posteriormente, veio para os Estados Unidos, e somente com 90 anos contou a história ao novelista Willis George Emerson, deixando-lhes os mapas e o manuscrito narrativo da sua experiência .As suas narrativas coincidem com a anterior , acrescido que os habitantes vivem de 400 a 800 anos .

Outra evidência é a presença de inúmeros animais selvagens numa terra considerada inóspita como o polo norte .
Os exploradores polares mencionam a existência tanto de fauna quanto de flora no extremo norte. Muitos animais como o boi almiscarado, estranhamente, migram em direção ao norte, no inverno, o que fariam somente se lá existisse uma terra mais quente. Também observam-se a presença cada vez mais frequente de ursos polares e raposas naquelas regiões. Borboletas, abelhas e até mosquitos numa região circundada por gelos eternos. Encontram-se variedades desconhecidas de flores.Revoada de pássaros são vistas constantemente e as lebres são abundantes , transformando esta região num viveiro para os predadores . Outro escritor disse que "viu todos os tipos de animais de clima quente e milhões de pássaros tropicais .Eram tantos que até um cego podia derrubar várias delas com um tiro. A vista era adorável , tanto do céu como da terra, e era mais magnífica do que qualquer outra já observada no exterior da terra . "

Lendas Indígenas e de outros povos:

Dizem os esquimós que os seus ascestrais vieram de uma terra paradisíaca no interior da terra e muitas das suas lendas mencionam uma grande abertura ao norte , e existem referências de migrações de alguns indivíduos naquela direção .
Os índios carajás (no Brasil) afirmam que são originários de um mundo subterrâneo, onde a luz do sol penetra enquanto aqui é noite . E dentro deste mundo viviam seus antepassados . Eram muito felizes e morriam de velhice só mesmo depoisde terem cansado de viver. Um dia saíram de lá e passaram a percorrer a terra. Entretanto , um deles, por ser muito robusto, não conseguiu passar seu corpo pelo furo de pedra, e lá ficou entalado . Como não conseguiu passar, retornou para o interior e disse : "Não quero ir para este lugar, lá as coisas morrem cedo. Veja os galhos secos das árvores. Voltem para o nosso lugar, onde viveremos para sempre . "
Os irlandeses tem uma lenda acerca de uma terra adorável além do norte, onde a luz e o clima de verão são contínuos. Lendas escandinavas falam de uma terra maravilhosa, bem longe ao norte, chamada Última Thule

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O Diabo atenta Pe Pio

O diabo existe e seu papel ativo não pertence ao passado e não pode ser reduzido ao espaço da fantasia popular. Na realidade, o diabo continua a induzir os homens ao pecado mesmo hoje. Por tal razão a atitude do discípulo de Cristo frente a Satanás tem que ser de vigilância e de luta e não de indiferença. Na realidade a mentalidade de nosso tempo relegou a figura do diabo à mitologia e ao folclore. Baudelaire afirmava justamente que a obra-prima de Satanás, nos tempos modernos é induzir as pessoas a não acreditarem na sua existência. Conseqüentemente não é fácil imaginar que Satanás deu mostras da sua existência mesmo quando ele foi forçado a se expor para afrontar o Pe. Pio em "duros combates". Tais batalhas eram brigas sangrentas, como foi escrito em muitas cartas que Pe. Pio enviava aos seus diretores espirituais.
Em 1906 aconteceu um dos primeiros contatos que Pe. Pio teve com o príncipe do mal. Pe. Pio tinha retornado ao convento de Sant'Elia de Pianisi. Uma noite de verão em que ele não conseguia dormir por causa do grande calor ouviu o barulho dos passos de alguém, que no quarto vizinho, caminhava para lá e para cá. "O pobre Anastasio não pode dormir como eu.", pensou Pe. Pio. " Quero chamá-lo, pois, pelo menos conversamos um pouco ". Ele foi até a janela e chamou o confrade mas sua voz permaneceu presa na garganta: no parapeito da janela vizinha, um monstruoso cão se apoiava. Assim contava o próprio Pe. Pio: "Vi horrorizado entrar pela porta um enorme cão feroz de cuja boca saia muita fumaça. Eu caí de bruços na cama e ouvi o que ele dizia: "é este, é este!". Ainda naquela posição vi a fera pular sobre o parapeito da janela e de lá lançar-se sobre o telhado da frente para em seguida desaparecer.
"O Diabo submeteu Padre Pio à tentações em todos os sentidos. Padre Agostino confirmou que o diabo apareceu a ele de diferentes formas: "O diabo apareceu como meninas jovens que dançavam nuas, em forma de crucifixo, como um jovem amigo dos monges, como o Pai Espiritual, como o Padre Provinciano, como Papa Pio X, como o Anjo da Guarda, como São Francisco e como Nossa Senhora. O diabo também apareceu nas suas formas horríveis, com um exército de espíritos infernais. Às vezes não havia nenhuma aparição, mas Padre Pio estava ferido, ele era torturado com barulhos ensurdecedores, cuspido etc. Padre Pio teve sucesso livrando-se destas agressões ao invocar o nome de Jesus.
As lutas entre Padre Pio e Satanás ficaram mais duras quando Padre Pio livrou as almas possuídas pelo Diabo. Mais de uma vez, falou ao Padre Tarcísio de Cervinara que, antes de ser exorcizado, o Diabo gritava: "Padre Pio você nos dá mais preocupação que São Michael" e também: "Padre Pio, não aliene as almas de nós e nós não o molestaremos".

Vejamos como o Padre Pio descreveu nas cartas que enviou aos seus diretores espirituais, as agressões do Diabo.



Carta para Padre Agostino, de 18 de janeiro de 1912. -
"... O Barba Azul não quer ser derrotado." Ele chegou a mim assumindo todas as formas. Durante vários dias, vem visitar-me com seus espíritos infernais armados com bastões de ferros e pedras. O pior é que eles vêm com os seus próprios semblantes. Várias vezes eles me tiraram da cama e me arrastaram pelo quarto. Mas Jesus, Nossa Senhora, o Anjo da Guarda, São José e São Francisco estão freqüentemente comigo."
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)



Carta para Padre Agostino 5 de novembro 1912
Querido Padre, esta é a segunda carta, graças a Deus, e segue o mesmo destino da anterior. Eu estou seguro que Padre Evangelista já o informou sobre a nova guerra que os apóstatas impuros estão fazendo contra mim. Meu Padre, eles não podem vencer minha constância. Eu lhe informo sobre as armadilhas que eles gostam de me induzir me privando de suas orientações. Eu encontro nas cartas meu único conforto; mas para glorificar Deus e confusão deles, eu os agüentarei. Eu não posso explicar como eles estão me pegando. Às vezes eu penso que vou morrer. Sábado pensei que eles realmente queriam me matar, eu não sabia a que santo pedir ajuda; Eu me dirigi a meu Anjo da Guarda suplicando ajuda e depois de esperar longo tempo, finalmente ele voou ao redor de mim e com sua voz angelical cantou hinos a Deus. Então uma dessas cenas habituais aconteceu; Eu ralhei severamente porque ele tinha me feito esperar tanto pela sua ajuda, apesar de que o tinha chamado urgentemente, e por castigo eu não quis olhar para sua face, eu queria que ele recebesse mais um castigo de mim e quis escapar, ele me localizou chorando e me levou, até que o vi, encarei fixamente e vi o que ele sentia.
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)



Carta para Padre Agostino datada de 18 de novembro de 1912 -
"O inimigo não quer me deixar só, me bate continuamente. Ele tenta envenenar minha vida com as armadilhas infernais. Ele se perturba muito porque eu lhe conto estes fatos. Ele me sugere não lhe contar os fatos que acontecem entre ele e eu. Ele me pede que narre as visitas boas que recebo; na realidade ele diz que você gosta de só destas histórias. O pastor esteve informado da batalha que eu travo com estes demônios e com referência às cartas, ele me sugeriu ir até ele abrir a carta assim que tivesse chegado. E quando abri a carta junto do pastor, achamos a carta suja de tinta. Era a vingança do diabo! "__Eu não posso acreditar que você me tenha enviado a carta suja porque você sabe que eu não enxergo bem." No princípio nós não pudemos ler a carta, mas depois de sobrepor o Crucifixo à carta , tivemos sucesso na leitura, até mesmo não sendo capazes de ler letras pequenas.
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)



Carta para Padre Agostino de 13 de fevereiro de 1913...
"Agora, vinte e dois dias passados desde que Jesus permitiu aos diabos descarregarem a raiva deles em mim, meu corpo, meu Padre, é todo marcado pelos golpes que recebi, até o presente, dos nossos inimigos. Várias vezes, tiraram minha camisa e me golpearam de forma brutal"...
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)



Carta para Padre Benedetto de 18 de março de 1913...
"Os diabos não deixam de me golpear e me derrubam da cama. Eles removem minha camisa para me bateram. Mas agora eles já não me assustam mais. Jesus me ama, me levanta e me coloca na cama..."
(PADRE PIO DA PIETRELCINA: Epistolario I° (1910-1922) a cura di Melchiorre da Pobladura e Alessandro da Ripabottoni - Edizioni "Padre Pio da Pietrelcina" Convento S.Maria delle Grazie San Giovanni Rotondo - FG)
Satanás foi além de todos os limites da provocação com Padre Pio; até lhe disse que era um penitente.
Este é o testemunho do Padre Pio:
"Um dia, enquanto eu estava ouvindo confissões, um homem veio para o confessionário onde eu estava. Ele era alto, esbelto, vestido com refinamento, era cortês e amável. Começou a confessar seus pecados, que eram de todo tipo: contra Deus, contra os homens e contra o moral. Todos os pecados eram aberrantes! Eu fiquei desorientado com todos os pecados que ele me contou, e respondi ' e lhe trago a Palavra de Deus, o exemplo da Igreja e o moral dos Santos", mas o penitente enigmático se opôs às minhas palavras justificando, com habilidade extrema e cortesia, todo o tipo de pecado". Ele desabafou todas as ações pecadoras e tentou me fazer entender normal, natural e humanamente compreensível todas as ações pecadoras. E isto não só para os pecados que eram horríveis contra Deus, Nossa Senhora e os Santos. Ele foi firme na argumentação dos pecados morais tão sujos e repugnantes. As respostas que me deu, com fineza qualificada e malícia, me surpreenderam. Eu me perguntei: Quem ele é? De que mundo ele vem? E eu tentei olhar bem para ele, ler algo na face dele. Ao mesmo tempo me concentrei em cada palavra dele para dar-lhe o juízo correto que merecia. Mas de repente através de uma luz interna vívida e brilhante eu reconheci claramente que era ele.Com tom definido e imperioso lhe falei: "_Diga, Viva Jesus para sempre, Viva Maria eternamente" Assim que pronunciei estes doces e poderosos nomes, o Satanás desapareceu imediatamente dentro um zigue-zague de fogo deixando um fedor insuportável."
Don Pierino Galeone estava presente ao mesmo episódio. Ele é um padre e um dos filhos espirituais do Padre Pio.



Dom Pierino conta:
"Um dia, Padre Pio estava no confessionário, coberto por duas cortinas. As cortinas do confessionário não estavam fechadas e eu tive oportunidade de ver o Padre Pio. Os homens, enquanto se preparavam, se posicionaram em uma fila única. Do lugar onde eu estava lia o Breviário e, às vezes, erguia o olhar para ver o Padre. Pela porta pequena da igreja, entrou um homem. Ele era bonito, com olhos pequenos e pretos, cabelo grisalho, com uma jaqueta escura e calças compridas. Eu não quis me distrair e continuei recitando o breviário, mas uma voz interna me falou: Pare e olhe! "Eu parei e olhei para Padre Pio. Aquele homem parou em frente do confessionário. E depois que o penitente anterior foi embora desapareceu imediatamente entre as cortinas. Estava em pé, de frente para o Padre Pio . Então eu não vi mais aquele homem de cabelo grisalho. Depois que alguns minutos o vi penetrando no chão. No confessionário, na cadeira onde Padre Pio estava sentado, vi Jesus em seu lugar. Ele era loiro, jovem e bonito e ele parecia fixo naquele homem que penetrou o chão. Então vi Padre Pio surgir novamente. Ele voltou a tomar seu assento, era semelhante a Jesus. Pude então ver claramente o Padre Pio. E imediatamente ouvi sua voz: Se apressem! Ninguém notou este acontecimento e todos permanecemos onde estávamos"

terça-feira, 10 de junho de 2008

. Vaticano admite que pode haver vida fora da Terra!!!



PARTE I
Poucos suspeitariam que a maior instituição religiosa do mundo (na verdade, um Estado soberano), também se uniria às grandes forças da mídia mundial para facilitar o condicionamento mental da população quanto à aceitação das futuras aparições dos “ETs”.
OS FATOS:
1. A revista UFO, de julho de 1999, descreve em duas matérias (“O conhecimento do Vaticano sobre os ETs” e “O Vaticano admite seu interesse pelos UFOs”) informações valiosas sobre o pensamento e a atitude da Santa Sé diante do fenômeno ufológico. Entre outras coisas, por exemplo, ficamos sabendo que “a Santa Sé detém uma quantidade expressiva de dados sobre o Fenômeno UFO, que vem sendo mantida a sete chaves há séculos, assim como muitos outros segredos que compõem a tradição católica” (o segredo é a arma preferida para aqueles que buscam o poder). Curioso é o argumento usado para demonstrar por que o tal arquivo secreto do Vaticano é superior ao arquivo das demais potências mundiais como EUA, Rússia e China: “É o Vaticano quem detém os registros históricos da presença de alienígenas na Terra – inclusive muito antes e principalmente durante os tempos bíblicos” (por que será, então, que só depois de 1998 anos depois de Cristo se lembraram de incluir no Dicionário do Vaticano a expressão em latim “Res inexplicata volans” – coisa voadora inexplicável?).
2. Surpreendente mesmo é a maneira nada ortodoxa que o Vaticano arrumou para justificar a futura aparição de “ETs” aqui na Terra (uma vez que a Bíblia não afirma em lugar algum que os seres de outros planetas fizeram ou farão contato com os humanos – só os anjos têm essa missão). O padre Piero Coda, teólogo do Vaticano, afirmou em janeiro de 1997 que, “criados por Deus e tendo suas falhas, os extraterrestres também precisam de redenção através das palavras salvadoras de Jesus Cristo” (com este argumento extravagante, ele quebrou a barreira que impedia os extraterrestres de “visitarem” nosso planeta). A mesma opinião tem o jesuíta George Coyne, diretor do Observatório Astronômico do Vaticano entre os anos 1978 e 2006: “Se for possível encontrar civilizações em outros planetas, e se for factível comunicar-se com elas, deveríamos tentar enviar missionários para salvá-los, como fizemos no passado quando novas terras foram descobertas.”
3. De acordo ainda com a matéria da revista UFO (julho/1999), o teólogo do Vaticano, Corrado Balducci, era uma das pessoas mais próximas de João Paulo II, e afirmou várias vezes “fazer parte de uma comissão do Vaticano que trabalha com a possibilidade de contatos alienígenas e que busca um modo de promover uma aceitação global das manifestações de seres de outros planetas” (alguém ainda tem dúvida das intenções de Roma?). Monsenhor Balducci, como é conhecido, é um dos exorcistas oficiais do Vaticano, e continua cumprindo fielmente sua missão - tanto que acabou de escrever uma matéria para a revista UFO, edição nº 126, de outubro de 2006, com o título: “Os UFOs e a Igreja Católica”. O destaque nessa matéria ficou por conta do argumento apresentado sobre a validade do testemunho humano para as causas ufológicas. Em outras palavras, segundo ele, não podemos negar os fatos baseados em testemunhas oculares. Para dar força ao seu argumento, citou as palavras da obra Igreja e Espiritismo, escrita pelo teólogo jesuíta e parapsicólogo inglês Herbert Thurston: “Os cristãos que aceitam milagres e outros episódios relacionados ao Evangelho não podem rejeitar de maneira obstinada o testemunho reiterado de modernas e confiáveis testemunhas, que relatam o que seus olhos viram” (desde quando a norma de fé e prática para o cristão é aquilo que os olhos vêem? A Bíblia já nos alertou sobre este falso argumento: “Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.” Apocalipse 13:13).
4. Para que a posição do Vaticano tivesse uma roupagem mais científica, decidiram, então, construir uma extensão do Observatório Astronômico do Vaticano na cidade de Tucson, Estado do Arizona, EUA (o observatório do Vaticano é o mais antigo do mundo, tendo sua sede central em Castel Gandolfo, nas cercanias de Roma) e fomentar com isso pesquisas científicas. (Confira aqui e aqui.)
A razão para a escolha desse local é simples: ali se encontra a Universidade do Arizona, que mantém um Departamento de Astronomia – um dos centros astronômicos mais destacados do mundo. Inclusive alguns jesuítas do Observatório do Vaticano lecionam astronomia na Universidade. O diretor escolhido neste ano para substituir o jesuíta George Coyne na condução dos trabalhos do Observatório do Vaticano é outro jesuíta: José Gabriel Funes (lembre-se de que os jesuítas guiam-se pelo princípio “os fins justificam os meios”).
5. Diante do exposto acima, não causa admiração que os “ETs” tenham resolvido responder favoravelmente a essa amigável parceria com a Santa Sé: no dia 7 de abril de 2005, exatamente um dia antes do enterro de João Paulo II (mais publicidade impossível), câmeras de vídeo filmaram um suposto OVNI em cima da Basílica de São Pedro. (Confira.)
A combinação espiritualismo-ufologia-vaticano tem sido explosiva para as verdades bíblicas!
“Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao Seu redor esbraveja grande tormenta.” Salmo 50:3
PARTE II
O diretor do observatório astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, afirmou que Deus pode ter criado seres inteligentes em outros planetas do mesmo jeito como criou o universo e os homens. “Como existem diversas criaturas na Terra, poderiam existir também outros seres inteligentes, criados por Deus”, disse o diretor do observatório conhecido como Specola Vaticana. “Isso não contradiz nossa fé porque não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus”, acrescentou Funes, em entrevista ao jornal L’Osservatore Romano, órgão oficial de imprensa da Santa Sé.
Na entrevista ao jornal do papa, o padre Funes, jesuíta argentino de 45 anos de idade, cita São Francisco ao dizer que possíveis habitantes de outros planetas devem ser considerados como nossos irmãos. “Para citar São Francisco, se consideramos as criaturas terrestres como ‘irmão’ e ‘irmã’, por que não poderemos falar tambem de um ‘irmão extraterrestre’?”, pergunta o padre. “Ele tambem faria parte da criação.”
Na opinião do astrônomo do Vaticano, pode haver seres semelhantes a nós ou até mais evoluídos em outros planetas, ainda que não haja provas da existência deles. “É possível que existam. O universo é formado por 100 bilhões de galáxias, cada uma composta de 100 bilhões de estrelas, muitas delas ou quase todas poderiam ter planetas”, afirmou Funes.
“Como podemos excluir que a vida tenha se desenvolvido [sic] também em outro lugar?”, acrescentou. “Há um ramo da astronomia, a astrobiologia, que estuda justamente este aspecto e fez muitos progressos nos últimos anos.”
Segundo o cientista, estudar o universo não afasta, mas aproxima de Deus porque abre o coração e a mente e ajuda a colocar a vida das pessoas na “perspectiva certa”.
Padre Funes diz ainda que teorias como a do Big Bang e a do evolucionismo de Darwin, que explicam o nascimento do universo e da vida na Terra sem fazer relação com a existência de Deus, não se chocam com a visão da Igreja. “Como astrônomo, eu continuo a acreditar que Deus seja o criador do universo e que nós não somos o produto do acaso, mas filhos de um pai bom”, afirma.
“Observando as estrelas, emerge claramente um processo evolutivo, e este é um dado cientifico, mas não vejo nisso uma contradição com a fé em Deus.”
Na visão do religioso, estudar astronomia não leva necessariamente ao ateísmo. “É uma lenda achar que a astronomia favoreça uma visão atéia do mundo”, disse o padre. “Nosso trabalho demonstra que é possível fazer ciência seriamente e acreditar em Deus. A Igreja deixou sua marca na história da astronomia.” …

terça-feira, 3 de junho de 2008

Tunguska

Uma explosão, ocorrida em 1908, na região de Taiga, Sibéria, ainda hoje mantém a área com o dobro de radioatividade e mistérios.Às 7h15 da manhã de 30 de junho, uma luz branca resplandecente foi avistada descendo sobre as florestas a noroeste do Lago Baykal, perto do Rio Pedra Tunguska. Brilhava tanto que projetava sombras no solo. Durante o mergulho, derrubou árvores, esmagou residências e enfim detonou com tal força explosiva que causou abalo sísmico por todo o planeta. CatástrofeUma enorme "coluna de fogo" subiu em linha reta e foi vista a centenas de quilômetros. Ao estrondo de trovões, uma tórrida corrente térmica invadiu a região, causando incêndios em florestas e cidades. No mínimo três ondas de choque acompanharam a onda térmica. A destruição foi maciça, em um raio de 600 km. Nuvens negras e espessas ergueram-se sobre o local da detonação e uma chuva negra, de sujeira e partículas, caiu na Rússia central. Naquela noite o céu ficou extremamente claro, em todo o norte da Europa.InvestigaçõesOs mistérios dessa surpreendente manifestação poderiam ter sido solucionados se os cientistas tivessem chegado ao local imediatamente, mas a instabilidade da situação política na Rússia, manteve-os concentrados em assuntos mais urgentes. A primeira expedição, chefiada por Leonid Kulik do Instituto Meteorológico Russo, só chegou à região 13 anos depois. Os expedicionários esperavam encontrar uma cratera de meteorito, mas, surpresos, não encontraram nada parecido. Descobriram que as árvores foram danificadas de cima para baixo e, além disso, que as mais próximas do local do impacto ainda estavam em pé, embora descascadas e desgalhadas. As mais afastadas estavam achatadas e apontavam para a direção contrária ao centro da explosão. Kulik e os colegas, apesar da busca, não encontraram fragmentos de meteorito. Se o objeto de Tunguska fosse um asteróide ou meteoróide, feito portanto de ferro e rocha, ou os fragmentos existem e não foram encontrados pelas seguidas expedições científicas soviéticas ou então, o objeto que veio pulverizou-se completamente na explosão.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A onda mais longa do planeta, a Pororoca


Duas vezes ao ano, entre fevereiro e março, as águas do Oceano Atlântico invadem o rio Amazonas gerando a onda mais longa do mundo. O fenômeno conhecido como Pororoca é causado pelas marés oceânicas que encontram a desembocadura do rio. Essa maré gera ondas de até 3,5m de altura que duram por mais de 30 minutos.Surfe machuca menos que futebol ou basqueteO nome “Pororoca” tem origem na língua Tupi que significa “grande barulho destrutivo”. A onda pode ser ouvida por 30 minutos antes de sua chegada e é tão poderosa que carrega tudo: árvores, moradias locais e todo o tipo de animais.A onda tem sido popular com os surfistas. Desde 1999 há um campeonato anual em São Domingos do Capim. Porém, surfar na Pororoca é extremamente perigoso, pois a água contém uma grande quantidade de destroços arrancados das margens do rio (comumente árvores inteiras). No livro Guiness dos Recordes consta o recorde para um paranaense: RECORDE DE DISTÂNCIA DE SURFE EM POROROCA - O recorde de maior distância percorrida surfando numa onda de pororoca é de 10,1km e foi estabelecido por Sérgio Laus (Brasil), surfando na pororoca do rio Araguari, Amapá, Brasil, continuamente por 33min 15s, em 24 de junho de 2005. É o sonho de todo surfista: pegar uma onda que quase nunca acaba.

O Arco Íris de Fogo


Não é um arco-íris de verdade, mas é um efeito semelhante, chamado de “arco circunhorizontal”, causado pela difração dos raios de sol nos cristais de gelo que formam uma nuvem tipo cirrus, o que ocorre sob condições especiais de posição entre o sol e das nuvens.O fenômeno ocorre quando o sol está no alto do céu (mais alto do que 58º sobre o horizonte), e a luz passa através de uma nuvem diáfana tipo cirrus de grande altitude feita com cristais hexagonais. A Luz entra pela face vertical e é refratada, como em um prisma, e separada no conjunto das cores visíveis. Quando a face dos cristais está perfeitamente alinhada em paralelo com o solo o resultado é um espectro brilhante de cores que se parecem com um arco-íris

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A tempestade sem fim da Venezuela

O misterioso "Relámpago del Catatumbo" é um fenômeno natural único no mundo. Localizado onde o rio Caratumbo desemboca no lago Maracaibo (Venezuela), o fenômeno consiste em relâmpagos de nuvem entre nuvem que forma arcos voltaicos com mais de cinco quilômetros de altura durante 150 dias do ano, 10 horas por noite, 280 vezes por hora. Essa tempestade quase permanente ocorre sobre os banhados entre o rio e o lago e é considerada o maior gerador de ozônio do planeta, julgando pela intensidade e grande freqüência das descargas. A área sofre aproximadamente 1.176.000 descargas elétricas por ano, com uma intensidade de até 400 mil amperes, visíveis a 400 km de distância. Esta é a razão pela qual a tempestade é conhecida como o “Farol Maracaibo”, pois sua luz é usada há eras por embarcações.A colisão com os ventos provenientes dos Andes causa as tempestades e os relâmpagos, que são o resultado de descargas elétricas através de gases ionizados (metano), criado pela decomposição de matéria orgânica nos banhados. Como o metano é mais leve do que o ar ele sobe até as nuvens, alimentando as tempestades. Alguns ambientalistas locais esperam colocar a área sobre proteção da UNESCO, por ser um fenômeno excepcional e grande fonte regeneradora do ozônio

Cabras escaladoras de árvores do Marrocos


Os caprinos escaladores de árvores são encontrados, em sua maioria, no Marrocos. As cabras as escalam por causa da fruta da árvore argânia (Argania spinosa), similar a uma oliveira. Os agricultores seguem os rebanhos de cabras à medida que passam de árvore em árvore, não porque acham engraçado ficar apontando e olhando cabras encima das árvores, mas porque dentro da fruta há uma noz que as cabras não conseguem digerir e por isso são cuspidas ou excretadas. As nozes são utilizadas para fazer óleo de argânia usado em cosméticos e na culinária. Esta noz tem sido coletada pelo povo local há centenas de anos, mas como muitas coisas úteis da natureza estes dias, as árvores estão desaparecendo gradativamente.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A ÁGUA - Enfoque antropológico

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, a qual é muito útil e humilde e preciosa e casta! (São Francisco de Assis)

Quimicamente, a água é um elemento relativamente simples. Uma hidromolécula, a menor unidade do elemento chamado água, compõe-se de duas partículas de hidrogênio e uma de oxigênio. São essas moléculas que, juntas, formam as gotículas, que, por sua vez, formam as pequenas e grandes massas de água: a caneca de água que mata a nossa sede, a água que nos lava o corpo, as chuvas que se precipitam sobre a terra, os rios que serpenteiam pelos vales, os mares que enchem os abismos.
Na exata medida em que se alargam os nossos conhecimentos, firma-se também a consciência de que a água não é apenas um sustento, mas um dos sustentáculos da vida, na forma como nós a conhecemos.
As águas, ensinam-nos hoje as ciências, foram o berço da vida, nas suas manifestações mais primitivas. Estudos bastante intrincados comprovam-nos ainda que a água, em estado líquido, é um elemento não muito comum no universo. Em temperaturas muito baixas, os elementos, sabidamente, se solidificam. Acima de um certo ponto de densidade atmosférica e calor, eles evaporam. Em todo o nosso sistema solar, somente a terra parece oferecer as condições naturais necessárias para que a água exista como líquido.
Complexa é a coisa, pois se, por um lado, a água só se forma numa faixa térmica relativamente estreita, doutra parte, uma vez existente, é exatamente a água que passa a funcionar como uma espécie de regulador térmico do lugar onde ela se encontra. O calor absorvido e armazenado por ela durante o dia é expelido durante a noite, impedindo variações climáticas extremas. E até onde, hoje, alcançam o nosso olhar e os instrumentos de nossa astro-tecnologia, o universo tem se revelado como bastante seco, isto é, constituído, predominantemente, de material gasoso ou sólido.
A água é mesmo um fenômeno raro e algo coincidente com a própria vida, isto é, onde ela ocorre, aí também se dá a vida em profusão.E embora sejam possíveis outras formas de vida sem esse elemento, a vida, na sua diversidade e complexidade, assim como ela se constituiu no planeta terra, está intimamente ligada à existência dessa matéria em estado líquido.
Os seres vivos não precisam apenas de água. Eles são, num percentual bastante elevado, compostos de água. Setenta por cento do corpo humano, por exemplo, é constituído de água, seja fluindo na corrente sangüínea e nos outros líquidos do organismo, seja no interior de cada uma e de todas as células de nosso corpo.
Três quartos da superfície da terra estão cobertos por água. Isto não é demais. Uma quantidade menor ou uma alteração brusca na quantidade e na dinâmica cíclica das águas e muitas formas de vida desapareceriam.
Mesmo antes desses estudos acurados, a importância da água para a vida nunca escapou à percepção humana. Aliás, para saber que a água é essencial e preciosa não é necessário fazer nenhum curso de bioquímica. Basta ter sede.Entretanto, a água não é apenas aquela substância translúcida, que cai dos céus nos dias tórridos de verão, refrescando-nos, e que corre, mansa e benfazeja, pelos sulcos da terra, encantando os olhos e fecundando a vida. Ela é também avassaladora, como todas as outras forças da natureza. Sua energia descomunal pode produzir desastres assombrosos. Em grandes ajuntamentos, como nos mares, as águas são aterradoras: sua vastidão imensurável, seu volume espantoso, sua profundidade inacessível, sua força indomável, tudo isto faz-nos sentir dramaticamente insignificantes e frágeis.
São múltiplas e muitas as experiências humanas face a este elemento. Muitos e múltiplos são, por isso, também os significados da água no universo arquetípico e simbólico.Assemelhados aos sentimentos que os humanos experimentam em relação à água são os sentimentos que temos acerca de Deus.
Há, para onde quer que se volte o nosso olhar, algo que pervade todas as coisas, colocando-as no mundo e retirando-as daí, fecundando-as e recolhendo-as no seu abismo. Como as águas que jorram das camadas secretas da terra ou caem da vastidão do infinito, assim também o seu dar-se a nós: suas origens nos são ocultas. Quanto mais lhe prestamos atenção, mais fascina-nos o seu mistério e mais tremendo se nos parece o seu poder. Como as águas, que podem ser suaves e terríveis, humildes e portentosas, cristalinas e obscuras, preciosas e estarrecedoras, assim também a força misteriosa deste Inominável: fascinante e tremendo. É por isso que, desde sempre, os homens viram, nas águas, um símbolo de Deus.
As Escrituras Sagradas conservaram, nas suas páginas, esta ambivalência experiencial em dois complexos simbólicos. O dilúvio (Gn 6, 9-8,22) e o batismo (Mt 3, 13-17). No primeiro, a água inunda, destrói e se configura como uma força, frente à qual as criaturas pouco valem. No segundo, ela lava, purifica, redime, é visibilidade da graça e da bondade que, prodigamente, nos sustentam. Em ambos os casos, podemos, de fato, entrever as feições do Mistério que chamamos Deus: sua magnitude faz-nos baixar os olhos em humilde admiração e sua bondade faz-nos erguer a face em ridente gratidão. Inescrutável, como os abismos do mar, é o seu profundo. Sentimo-nos como seus filhos e filhas. Ele nos é verdadeiramente próximo e íntimo. Esta proximidade, porém, não anula sua infinita distância e o seu segredo. À sua frente, nada somos por nossa própria força e o que somos, devemo-lo a Ele. Suave, como a água que escorre sobre o dorso dos corpos e da terra, é a sua presença. Vigorosa e impressionante, como as tempestades que vergam as árvores e revolvem os mares, é a força de seu poder.
Na Palestina, há um grande lago. Os antigos deram-lhe vários nomes: Mar da Galiléia, Mar de Tiberíades, Lago de Genesaré, Yam-Gennesar (o Mar Jardim), pelo viço de suas planícies litorâneas, ou simplesmente: o Mar. Por causa da quase constante beleza, serenidade e transparência de suas águas, os árabes chamam-no até hoje de Ajn Allah’, que significa: o Olhar de Deus. Aqui, nas praias do Mar Jardim, surgindo quase que do nada, na verdade: vindo da outra margem de todos os mares deste mundo, sim, do jardim de Deus, apareceu, um dia, Jesus de Nazaré. Ali, nas cercanias daquele lago, ele teria convocado os seus discípulos, falado aos homens, feito muitos milagres e encantado as multidões. Essa parece ter sido a mais dileta paisagem de toda sua terra natal. Talvez, por um motivo muito simples: existem coisas, muitas até, neste mundo que nos arrebatam para Deus. Uma rocha, uma árvore, o céu, as estrelas, o fogo, o ar, a água, um lago, uma pessoa.
Nada disso é sagrado, mas, junto a essas coisas, sentimo-nos, não raro, reportados à firmeza (rocha), à proteção (árvore), ao infinito (céu), à luz (estrelas), ao calor (fogo), à suavidade (ar), ao alívio e à força (água), ao sustentáculo (lago) de nossa própria vida e de todas as coisas: Deus. Assim também para Jesus de Nazaré.
O Mar da Galiléia era-lhe, com certeza, um sacramento daquele que Ele, carinhosamente, chamava de seu Pai. E talvez seja por isso que Ele tenha permanecido durante toda a sua vida à beira de um lago: para que nós, ouvindo-O e vendo o Yam-Gennesar (o Mar Jardim), compreendêssemos que a mais alta vocação deste mundo é ser um jardim e não um deserto e para que, avistando à nossa frente Jesus Cristo, o amor humanitário de Deus (Tt 2, 11), e o Ajn Allah’, nos sentíssemos, para sempre, sob o Olhar de Deus. E contemplando, quem sabe, na superfície de todas as águas, como num espelho, o céu, mais ainda nos esforçássemos para que esta nossa terra fosse, verdadeiramente e para todos, não mais um vale-apenas-de-lágrimas, mas um reflexo dos céus.

autor: Frei Prudente Nery, OFMCap

domingo, 20 de abril de 2008

Pirâmides Chinesas


As Pirâmides de Quin Ling Shan na região de Xian, República da China, - foto acima mostra um plano geral - foram descobertas por dois exploradores australianos em 1912. O complexo arquitetônico possui 100 pirâmides espalhadas por 2.000 quilômetros quadrados, com idade estimada em 5.000 anos.As estruturas das pirâmides foram feitas em argila, mas ficaram quase tão duras quanto pedra ao longo dos séculos. Muitas estão danificadas pela erosão ou agricultura e outras sustentam um templo no topo. A maior delas tem 300 metros de altura, chamada "Pirâmide Branca", é maior que a Pirâmide do Sol de Teotihuacan, no México, e tão larga quanto a grande Pirâmide de Giza. As demais variam de 35 a 90 metros de altura.As pirâmides foram fotografadas pela primeira vez durante a Segunda Guerra Mundial, por um piloto da United States Air Force, que fazia um vôo de abastecimento para as forças chinesas vindo de Assam, no norte da Índia, quando problemas no motor fizeram com que ele viajasse em baixa altitude. Em 1994, o pesquisador alemão Hartwig Hausdorf viajou pela região, gravou 18 minutos em vídeo e montou um relatório de suas pesquisas chamado "Die Weisse Pyramide", até hoje ainda não traduzido. Está com grande dificuldade para continuar seus estudos pois o governo chinês restringiu seu acesso à região. Há pouco tempo, em uma entrevista concedida a uma rádio americana, Hausdorf falou sobre as pirâmides chinesas e de um extraordinário acidente com um OVNI na mesma região: "a versão chinesa para o Caso Roswell". Ele descreve um grande número de túmulos que contêm esqueletos de estranhos humanóides, com cabeça grande e altura de 1,5 m. Além disso, junto deles, estavam centenas de discos de granito com estranhos hieróglifos. A tradução destes hieróglifos fala que há 2.000 anos houve uma colisão de um objeto "vindo do espaço" e cita a existência de seres humanóides, magros, amarelados e de cabeça grande que caíram do céu...

Manuscritos do Mar Morto










A maior descoberta arqueológica da Terra Santa.



Os Manuscritos do Mar Morto contêm textos mais velhos que o Antigo Testamento, 900 anos, mais especificamente. Ficaram esquecidos por 2000 anos e resistiram ao tempo, em jarros de barro, graças ao clima seco da região.
Os manuscritos foram achados acidentalmente por pastores beduínos, em 1948, nas cavernas próximas à Vila de Qumran, Jerusalém, Israel.


Mais uma vez, encontramos textos antigos falando de carros celestes, de filhos do céu, de rodas e da fumaça que as aparições voadoras espalham a seu redor : "Atrás dos seres vi um carro que tinha rodas de fogo e cada roda estava cheia de olhos em toda a volta e em cima das rodas havia um trono e este estava coberto por fogo, que fluía em sua volta."Uma observação astronômica tem o título: "Palavrasdaquele que é sensato, dirigidas a todos os filhos daaurora".Até hoje não sabemos quem teria escrito nesses rolos, nemquem eram os habitantes da Vila de Qumran, mas, para satisfazer os curiosos, os manuscritos estão expostos no Museu de Israel, em Jerusalém.

domingo, 30 de março de 2008

O MISTÉRIO DO SANTO SUDÁRIO


Uma das relíquias mais veneradas pelos cristãos é, sem dúvida, o Santo Sudário. Trata-se de um tecido de linho, medindo 4,36m de comprimento por 1,10m de largura, com o qual, segundo a tradição, José de Arimatéia teria envolvido o corpo de Jesus quando foi descido da cruz e colocado no sepulcro. A importância do Sudário para os cristãos está na imagem que aparece impressa sobre o pano, que revela o corpo de um homem de aproximadamente 1,81m de altura e cerca de 80 quilos, muito semelhante às descrições feitas a respeito de Jesus pelos evangelistas


“ Ele O desceu da cruz, envolveu-o num pano de linho e colocou-o num sepulcro...” (Lucas, 23,53)

O santo Sudário


O que se diz a respeito da origem e da autenticidade do Santo Sudário? À medida que a ciência foi avançando, foram feitos inúmeros estudos a esse respeito. A NASA, por exemplo, cedeu sofisticada aparelhagem para um rigoroso estudo científico, levado a efeito durante quatro anos.
Mas ainda hoje há muitas controvérsias entre os cientistas, e a autenticidade do Sudário é uma questão que continua desafiando os estudiosos. Como teria sido conservado durante dois mil anos? Sabe-se, com certeza, que foi conservado num cofre de prata em Chambery, e que se salvou de um incêndio ali ocorrido em 1532. Perfurado pelas gotas de prata do cofre derretido, foi remendado pelas religiosas clarissas. Sabe-se também que a partir de 14 de setembro de 1578, o Sudário se encontra em Turim.
Mas por onde andou o Sudário antes dessas datas? Segundo algumas hipóteses, o Sudário passou por Jerusalém, Edessa (hoje Urfa, na Turquia), Constantinopla, Sidon, Lirey, Chambery e, finalmente, Turim.
Com a invenção de chapas de material ortocromático, foi possível fotografar, com pouco tempo de exposição, o Santo Sudário. A primeira fotografia foi feita por Secondo Pia, em 1898. O aprimoramento da tecnologia possibilitou uma incrível surpresa: descobriu-se, inesperadamente, uma imagem, como um estranho “negativo fotográfico”, já existente há dezenove séculos! A emocionante descoberta revelou com precisão, a figura de um homem. Havia ali um maravilhoso positivo, fato que nunca ocorrera em toda a história da fotografia.
Antes disso, atribuía-se ao Sudário um valor bastante relativo de uma relíquia um pouco duvidosa, pois se pensava ser este a obra de algum pintor da Idade Média ou decalque em baixo relevo. Porém, na fotografia do Santo Sudário, foi possível que se observassem detalhes imperceptíveis na observação do lençol a olho nu.
Esse grande acontecimento, ocorrido no dia 28 de maio de 1898, foi o ponto de partida para o crescimento de um interesse interdisciplinar a respeito do Santo Sudário, que passou a ser objeto de estudo de historiadores, arqueólogos, egiptólogos, de cientistas especializados em tecidos antigos, de químicos, físicos, botânicos, anatomistas, patologistas, cirurgiões, médicos legistas, etc...
Em 1949, foi escrita uma das mais importantes obras a respeito do Sudário pelo cirurgião francês Dr. Pierre Barbet: “A paixão de Cristo segundo o Cirurgião”. Barbet foi a primeira pessoa a fazer experiências com cadáveres de indigentes para descobrir qual fora a causa da morte de Jesus.


A Paixão segundo o cirurgião


Lendo-se o livro de Barbet, que é inteiramente baseado em fatos científicos, tem-se a impressão de estar assistindo à Paixão do Senhor. De fato, jamais alguém explicou tão minuciosamente as dores e as causas da morte de Jesus na cruz . Segundo o autor, Jesus sofreu de terríveis cãibras e lutou arduamente contra a asfixia.
“Começou Jesus a sentir pavor e angústia” (Mc,14;33). “E entrando em agonia, orava com mais instância. E o seu suor tornou-se como coágulos de sangue caindo até o solo” (Lc, 22; 44). O termo médico para esse fenômeno chama-se “hematidrose”, que é a intensa vasodilatação dos capilares subcutâneos. Barbet diz: “distendidos ao extremo, rompem-se esses vasos em contato com milhões de glândulas sudoríparas. O sangue se mistura com o suor, e essa mescla poreja por toda a superfície do corpo. Mas, uma vez em contato com o ar, o sangue se coagula. Os coágulos, assim formados sobre a pele, caem por terra, levados pelo abundante suor”. A esse respeito, diz São Lucas: “E o seu suor tornou-se como coágulos de sangue, que caíam até o solo”.
Depois disso, Jesus sofreu mais de uma centena de chicotadas que, pela grave diminuição da resistência, poderiam ocasionar-lhe a morte. O Sudário mostra mais de 600 contusões e feridas espalhadas por todo o corpo de Jesus.
Sabe-se que os condenados à cruz, durante o caminho até o local da execução, iam sofrendo flagelos por todo o corpo, com exceção da região do coração, que era poupada para que não ocorresse uma “pericardite serosa traumática”, que seria mortal.
A coroa de espinhos, ao contrário do que geralmente se pensa, não tinha a forma de uma grinalda, mas de um capacete, que era colocado sobre a cabeça e enfiado a bastonadas. A cruz era constituída por duas traves: a horizontal (patibulum), pesando cerca de 50 quilos, que o condenado carregava até o local da execução; e a trave vertical (stipes), que era fixada apenas no local da execução. Com isso, imagina-se o sofrimento de Jesus, carregando um peso de 50 quilos, com as mãos presas, levando golpes e batendo no chão a cabeça, coberta por espinhos...
As mãos de Jesus foram presas à cruz com cravos de ferro medindo cerca de 17cm de comprimento por 1cm de largura. Quanto aos pés, pela imagem do Santo Sudário, constatou-se que o pé direito de Jesus foi colocado diretamente sobre a madeira e o esquerdo sobre o direito, ambos atravessados por um só cravo.
Barbet refere-se também às dores, tanto morais quanto físicas, de Jesus, que sofria ainda mais vendo o sofrimento de sua mãe aos pés da cruz. Os crucificados morriam asfixiados, depois de uma incessante e desesperada luta para respirar: o supliciado erguia os braços, firmando seu peso sobre as chagas dos pés.
Para poder falar e respirar, Jesus se apoiava nas chagas dos pés e dizia: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas, 23, 34). É importante realçarmos que Jesus dizia no pretérito imperfeito, ou seja, ação continuada., que nos faz supor que Ele tenha pronunciado essas palavras mais de uma vez, ao passo que disse as outras frases: “Hoje estarás comigo no paraíso”; “Tenho sede”; “Eis aí tua mãe”; “Eis aí teu filho”; “Tudo está consumado”.
O último capítulo do livro de Barbet ,e também o recente tratado de Manoel Solé, “La Sábana Santa de Turim”, tratam com igual competência a causa mortis de Jesus. São diversas as indagações sobre a verdadeira causa. Não se sabe se foi asfixia, ruptura do coração, colapso ortostático, ingestão de líquido ou o conjunto de várias causas. Diz Solé que Jesus controlou durante todo o tempo possível a sua paixão e morte, ou seja, o poder de depor a sua vida e o de retomá-la. Até que, a ponto de morrer asfixiado, teve forças de clamar em voz poderosa: “Nas tuas mãos deponho o meu espírito”.
Barbet termina seu livro com as seguintes palavras: “Ó Jesus, que não tivestes compaixão de vós mesmo, ó Jesus, que sois Deus - tende compaixão de mim, que sou pecador”


Outras descobertas


A partir da análise das marcas dos pés de Jesus no Sudário, descobriram-se impressões digitais que, com toda probabilidade, teriam pertencido à pessoa que transladou seu corpo. Essa pessoa poderia ter sido São João, José de Arimatéia ou Nicodemos.
O exame macroscópico do Sudário, feito pelo estudioso John Heller, mostrou vestígios de terra, provavelmente advinda das quedas de Jesus ao percorrer a via crucis. Foram também feitas fotomacrografias das marcas de sangue do coração do crucificado, chegando-se à conclusão de que se tratava de sangue do tipo AB, “semelhante ao tipo de sangue dos hebreus iemenitas atuais, que representam um núcleo étnico mantido imune de contaminações genéticas pelo seu isolamento. Isso reforçaria a suposição de que o Homem do Sudário era mesmo um hebreu” (Heller, John; -“Blood on The Shroud of Turin”, in Applied Optics, vol. 19, n.16, 15 de agosto de 1980, p.168).
Pe. Manoel Solé fez outra notável observação em sua obra “La Sábana Santa de Turin”, ao tratar do material do grande lençol. Ele retorna à narrativa de Plínio, o Velho (falecido no ano 79), em sua “História Naturalis”, na qual o autor revelou que naquela época os tecelões usavam o amido para dar rigidez aos fios da urdidura. Depois, tratavam o tecido com pau-sabão, planta que é rica em saponina, uma substância fungicida. Com isso,explica-se sua esplêndida conservação. Além disso, Solé descobriu que a imagem impressa no Sudário mostra o uso da barba, e de cabelos até os ombros presos atrás por um trançado, costume tipicamente judaico.
A hipótese de que o Santo Sudário seria uma pintura, foi derrubada por diversos fatores. Entre esses, a explicação de Ray Rogers, segundo a qual os materiais de uma pintura não resistiriam ao incêndio de Chambery, ocasião na qual o tecido se encontrava dentro de um cofre de prata medieval, que tem um ponto de efusão entre 900 a 960 graus centígrados.


Descobertas da NASA


Três cientistas da NASA, John Jackson, Eric Jumper e Bill Mottern, fizeram a análise da foto tridimensional das pálpebras de Jesus, chegando a uma descoberta fantástica. Encontraram algo sobre os olhos de Jesus: era uma moeda sobre cada olho. Efetivamente, para que os olhos do morto permanecessem fechados, os judeus costumavam colocar moedas ou rodelas de cerâmica sobre as pálpebras. O professor Filas, da Universidade de Loyola, de Chicago, identificou essas moedas com o lepto, cunhado por Pilatos em 31 ou 32 da era cristã, podendo-se, a partir disso, determinar a data aproximada da fabricação do Sudário.
Kurt Berna formulou a hipótese de que Jesus ainda estaria vivo no sepulcro, não tendo, pois, morrido na cruz. Essa teoria, porém, foi derrubada com o estudo da marca de sangue venoso em forma de um 3, e um enrugamento da testa em virtude de contrações do músculo frontal, mostrando a ausência de circulação sanguínea e comprovando a autenticidade dos Evangelhos.
Primeira conferência estadunidense de pesquisa sobre o Sudário de Turim (23.03.1977)
Em 23 de março 1977, foi inaugurada a Primeira Conferência Estadunidense de Pesquisa sobre o Sudário de Turim, que reuniu na cidade de Albuquerque, em New México, EUA, desde integrantes da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos, até membros da NASA e professores universitários. A intenção era a troca de opiniões sobre o modo como a imagem de Jesus ter-se-ia fixado no Santo Sudário. Até então, nenhum objeto fora submetido a tantos exames e com técnicas tão diferenciadas e modernas como, por exemplo, “emissividade”, “fluorescência do raio x”, “ativação do nêutron”, etc. Fato bastante significativo foi o de a revista Science, a revista científica mais lida no mundo, ter publicado artigo sobre o Sudário.
A partir desses estudos, chegou-se à conclusão de que o processo de formação da imagem do Santo Sudário não dependia da pressão entre o corpo e o lençol. Um fato de difícil explicação é a questão da tridimensionalidade da figura do Sudário: até hoje, é o único caso de uma fotografia bidimensional que tenha se apresentado como tridimensional.
Outro ponto de questionamento, levantado no decorrer da Conferência, foi o de estabelecer de que maneira um corpo já morto, frio, na sepultura, pôde produzir algum tipo de radiação ou calor, capaz de criar a impressão perfeita de um corpo humano? Uma das explicações dadas, embora jamais relacionada ao Santo Sudário, foi o caso da bomba atômica em Hiroshima, cuja explosão foi capaz de deixar impressa, em alguns lugares, a marca permanente das sombras de prédios e outros objetos. A partir disso, formulou-se a semelhança entre a irradiação e o fenômeno do Sudário. O que formou a imagem, segundo Ian Wilson, foi algo que tinha um poder suficiente para projetá-la sobre o linho. “O que criou, pois, a imagem, deve ter sido alguma explosão de enorme intensidade”. Mas a conclusão a que se chegou após diversas experiências, foi que ainda não se conhece nenhuma energia natural radiante que seja capaz de produzir tais efeitos sobre um pano de linho. Além disso, diz Solé, citando Barbet: “É inexplicável como um cadáver, coberto por chagas e envolto por um lençol, pôde sair dele, deixando intacto sobre ele a impressão do seu corpo e os traços do seu sangue”.
A ciência foi capaz de explicar só até certo ponto o fenômeno dessa relíquia e documento que é o Santo Sudário. Segundo Pe. Sole, o Sudário é a prova material, por excelência, da Ressurreição de Jesus Cristo Nosso Senhor!


Ao visitar o Sudário, em Turim,o papa João Paulo II afirmou que o lençol não é matéria definitiva de fé, mas recomendou que se continue estudando-o, para que “se capte, com humildade, a profunda mensagem enviada”.

sábado, 8 de março de 2008

Submarinos




















Os submarinos são uma incrível amostra de tecnologia. Até pouco tempo, a força naval operava somente sobre a superfície das águas, mas com o advento do submarino, o fundo do mar também se tornou um campo de batalha. Essa invenção que permite não só lutar em uma batalha, mas também viver durante meses, ou até mesmo anos, abaixo da superfície é considerada um dos maiores progressos da história militar.
Neste artigo, você vai saber como os submarinos mergulham e emergem e como são mantidas as condições de vida em seu interior. Também vai aprender como eles obtêm sua energia, como encontram sua rota no oceano e como podem ser resgatados

Mergulhando e emergindo
Um submarino ou qualquer tipo de embarcação pode flutuar porque o peso da água deslocada é igual ao peso da embarcação. Esse deslocamento de água cria uma força que puxa para cima, chamada força de flutuação, e age em oposição à gravidade que puxa a embarcação para baixo. Ao contrário do navio, o submarino pode controlar a sua flutuação, podendo assim afundar e emergir conforme necessário.
Para controlar a flutuação, o submarino possui tanques de lastro e auxiliares, ou tanques de balanceamento, que podem, alternadamente, serem enchidos com água ou ar (veja animação abaixo). Quando o submarino está na superfície, os tanques de lastro estão cheios de ar e a densidade total do submarino é menor que a da água circundante. Quando o submarino mergulha, os tanques de lastro são preenchidos com água e o ar nestes tanques escapa até que a densidade total seja maior do que a da água. Assim, o submarino começa a afundar (flutuação negativa). Um suprimento de ar comprimido é mantido em tanques a bordo do submarino, para prover as condições de vida e para a utilização nos tanques de lastro. Adicionalmente, o submarino possui um conjunto móvel de curtas "asas" chamadas hidroplanos na popa (parte de trás), que ajudam a controlar o ângulo de mergulho. Os hidroplanos são posicionados de forma a permitir que a água se mova sob a popa, fazendo-a mover-se para cima. Dessa maneira, o submarino desloca-se para baixo.
Para nivelar-se a uma certa profundidade, o submarino mantém o equilíbrio entre água e ar nos tanques, para que a densidade total seja igual à da água circundante (flutuação neutra). Quando o submarino atinge sua profundidade de navegação, os hidroplanos são regulados de maneira que o submarino viaje num nível através da água. A água também é forçada entre os tanques de balanceamento da proa e da popa para manter o sub-nível. O submarino pode se mover na água usando o leme da cauda para virar a estibordo (direita) ou a bombordo (esquerda); e os hidroplanos para controlar o ângulo de proa à popa. Alguns submarinos são equipados com um motor de propulsão secundário retrátil, que pode girar sobre um eixo de 360 graus.
Quando o submarino vem à superfície, o ar comprimido flui dos tanques de ar para os tanques de lastro e a água é forçada a sair, até que sua densidade total seja menor que a da água a sua volta (flutuação positiva). Isso faz o submarino emergir. Os hidroplanos são posicionados de forma que a água se mova sobre a popa, forçando-a para baixo; assim o submarino é angulado para cima. Numa emergência, os tanques de lastro podem ser enchidos rapidamente com ar de alta pressão para fazer com que o submarino vá rapidamente para a superfície

Suporte à vida no interior do submarino
Há três problemas principais quanto às condições de vida no ambiente fechado de um submarino:
· manter a qualidade do ar
· manter o fornecimento de água potável
· manter a temperatura
Mantendo a qualidade do arO ar que respiramos é composto de quantidades significativas de quatro gases:
· nitrogênio (78%)
· oxigênio (21%)
· argônio (0,94%)
· dióxido de carbono (0,04%)
Quando respiramos, nossos corpos consomem o seu oxigênio e o convertem em dióxido de carbono. O ar exalado contém cerca de 4,5% de dióxido de carbono. Os nossos corpos não fazem nada com o nitrogênio ou argônio. Um submarino é um container lacrado, que contém pessoas e um fornecimento de ar limitado. Há três coisas que devem ocorrer para que o ar do submarino seja respirável:
· O oxigênio deve ser completado à medida que for sendo consumido. Se a percentagem do oxigênio ficar muito baixa, as pessoas começam a sufocar.
· O dióxido de carbono deve ser removido do ar. À medida que a sua concentração aumenta, ele se torna tóxico.
· A umidade que exalamos através da respiração deve ser removida.
O oxigênio é fornecido pelos tanques pressurizados, por um gerador de oxigênio (que pode formar oxigênio a partir da eletrólise da água) ou por algum tipo de "reservatório de oxigênio" que o libera através de uma reação química muito quente (você deve se lembrar desses "reservatórios" pelos problemas ocorridos na estação espacial MIR1). O oxigênio é liberado continuamente através de um sistema computadorizado, que percebe a sua porcentagem no ar ou libera o oxigênio em lotes periódicos durante o dia.
O dióxido de carbono pode ser removido do ar quimicamente, usando-se uma mistura de hidróxido de sódio e hidróxido de cálcio em dispositivos chamados depuradores de gás. O dióxido de carbono fica preso nessa mistura através de uma reação química e é removido do ar. Outras reações similares podem atingir o mesmo objetivo.
A umidade pode ser removida através de um desumidificador ou através de produtos químicos. Isso evita a condensação nas paredes e nos equipamentos dentro da embarcação.
Além disso, outros gases, tais como o monóxido de carbono ou o hidrogênio, que são gerados por equipamentos e pela fumaça de cigarros, podem ser removidos usando-se um queimador de gás. Finalmente, os filtros são usados para remover partículas, sujeira e poeira do ar.
Mantendo o fornecimento de água potávelMuitos submarinos possuem uma aparelhagem para destilar a água retirada do mar e torná-la potável. A unidade destiladora aquece a água do mar até esta chegar ao ponto de vapor, o que remove os sais, e, em seguida, resfria o vapor de água em um tanque coletor de água potável. A unidade destiladora, em alguns submarinos, pode produzir de 38 a 150 mil litros de água potável por dia. Essa água é usada, principalmente, para o resfriamento de equipamentos eletrônicos (tais como computadores e equipamentos de navegação) e para o uso da tripulação (para beber, cozinhar e para a higiene pessoal).
Mantendo a temperaturaA temperatura do oceano em volta do submarino é de 4 ºC. O metal da embarcação conduz o calor interno para a água circundante. Desta forma, os submarinos devem ser aquecidos eletricamente para manter uma temperatura confortável para a tripulação. A energia elétrica para os aquecedores vem do reator nuclear, de um motor a diesel ou de baterias (emergência).

Fornecimento de energia
Os submarinos nucleares usam reatores nucleares, turbinas a vapor e engrenagens de redução para acionar o eixo propulsor principal, que fornece o impulso para a movimentação na água (um motor elétrico aciona o mesmo eixo quando ancorando no cais ou em uma emergência).
Os submarinos também precisam de energia elétrica para poder utilizar os equipamentos a bordo. Para fornecer essa energia, eles são equipados com motores a diesel, que queimam combustível e/ou reatores nucleares, que usam fissão nuclear. Os submarinos também possuem baterias. Os equipamentos elétricos normalmente são ligados às baterias que, por sua vez, obtêm sua energia do motor a diesel ou do reator nuclear. Em casos de emergência, as baterias podem ser a única fonte de energia para o funcionamentos da embarcação.
Um submarino a diesel é um bom exemplo de um veículo híbrido. Muitos submarinos a diesel usam esse combustível em dois ou mais motores. Eles podem acionar propulsores ou geradores que recarregam um grande banco de baterias. Podem ainda trabalhar em conjunto, um motor acionando um propulsor e o outro acionando um gerador. O submarino deve estar na superfície (ou um pouco abaixo da superfície usando um snorkel) para fazer com que os motores a diesel funcionem. Uma vez que as baterias estejam completamente carregadas, o submarino pode ir para o fundo. As baterias fornecem energia aos motores elétricos que acionam os propulsores. O submarino a diesel só pode submergir usando baterias. Os limites da tecnologia das baterias limita drasticamente o espaço de tempo em que um submarino a diesel pode permanecer debaixo d'água.
Essas limitações das baterias levaram ao crescimento das pesquisas sobre a utilização da energia nuclear nos submarinos. Os geradores nucleares não necessitam de oxigênio, permitindo que um submarino, usando essa energia, possa permanecer durante semanas debaixo d'água. Como o combustível nuclear também dura muito mais do que o diesel (sua energia pode durar anos), um submarino nuclear não precisa ir até a superfície para reabastecimento, o que significa que pode permanecer no mar por muito mais tempo.
Os submarinos nucleares e porta-aviões são equipados com reatores nucleares quase idênticos aos reatores usados nas usinas comerciais. O reator produz calor para gerar vapor que compele a turbina. Esta, por sua vez, aciona diretamente os propulsores e os geradores elétricos. As duas maiores diferenças entre reatores comerciais e reatores em embarcações nucleares são:
· O reator em uma embarcação nuclear é menor.
· Como esse reator é menor, o combustível utilizado precisa ser altamente enriquecido para gerar uma grande quantidade de energia

Navegação
Como a luz não penetra no fundo do oceano, os submarinos navegam virtualmente cegos. No entanto, essas embarcações são equipadas com cartas náuticas e sofisticados equipamentos de navegação. Quando estão na superfície, os submarinos utilizam um sistema de posicionamento global (GPS) que determina precisamente sua latitude e longitude, mas, uma vez submersos, precisam empregar sistemas de orientação inerciais, (elétricos, mecânicos), que orientam a rota a partir de um ponto fixo inicial usando giroscópios. Os sistemas de orientação inercial são precisos para 150 horas de operação e devem ser realinhados com os outros sistemas de navegação dependentes da superfície (GPS, rádio, radar e satélite). Com esses sistemas a bordo, um submarino pode ser conduzido com precisão de cem pés ao longo de seu curso planejado.
Para localizar um alvo, um submarino usa um SONAR (sound navigation and ranging) ativo e passivo. O sonar ativo emite pulsos de ondas sonoras que viajam através da água, refletem no alvo e retornam para a embarcação. Sabendo qual é a velocidade do som na água e o tempo necessário para a onda sonora viajar até o alvo e voltar, os computadores podem rapidamente calcular a distância entre o submarino e o alvo. As baleias, os golfinhos e os morcegos usam a mesma técnica para localizar a presa (ecolocação). O sonar passivo consiste em ouvir os sons gerados pelo alvo. O sonar também pode ser usado para realinhar os sistemas de navegação inercial ao identificar as características conhecidas do fundo do oceano.